Não faz muito tempo que atravessamos uma das maiores crises hídricas de nossa recente história, e, claro, como choveu bem este ano, parece que a coisa toda ficou em um passado remoto.

Mas o fato é que, nessa mesma época do ano passado (2015), estávamos em estado de alerta, e tudo o que se ouvia eram as palavras “racionamento” e “volume morto”. Como sempre, não faltaram pessoas nas mídias dando “dicas” de como usar a água de forma racional ou criticando aqueles que supostamente desperdiçavam água.

O irônico disso tudo é que, quando conhecemos os autores desses posts e seu estilo de vida, é duro engolir essas “crises momentâneas de consciência ambiental”. Pessoas que tomam banhos demorados, lavam longamente seus carros e quintais e molham seus imensos jardins com água potável dando dicas de economia de água? É de lascar!

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Em contrapartida, há aqueles que entendem que, para cobrar qualquer coisa, é preciso ser e dar exemplo. Nesse caso específico, a conta de água de minha casa nesse período (e até hoje) sempre ficou na casa de R$ 23,00.

Sim, na cidade em que moro a água é mais barata. Mas, ainda assim, meu vizinho gastava R$ 150,00. Em casa somos 4 e o consumo em torno de 10 metros cúbicos (até 15 é o que recomendam as companhias de saneamento).

Ou seja, independentemente do valor, consumimos 5 metros cúbicos a menos do que o considerado ideal. E, pode acreditar, não há racionamento aqui, apenas bom senso. Para não dizer que não falei de flores, olhe os débitos em minha conta corrente nos últimos dois meses:

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Onde quero chegar com isso? Você precisa caminhar suas palavras. Nada de “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. A ferramenta mais poderosa que existe é ser o exemplo. Os maiores líderes sabem que se você não faz, pouco adianta tentar ensinar e, pior ainda, cobrar que os outros façam. Você precisa de legitimidade.

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A indústria hoteleira entende isso como poucos, tanto é que na melhor faculdade de hotelaria do mundo, a Les Roches, na Suíça, o aluno aprende a desempenhar todas as funções de um hotel (sim, inclusive limpar banheiros), para só então chegar às disciplinas de gestão.

A mensagem é clara: para mandar, é preciso saber fazer. Imagine se você descobre que “aquele pessoal do Dinheirama” não passa de um bando de endividados, que não cuida nem de seu próprio dinheiro, mas quer ensinar você a cuidar do seu bolso…

É a mesma coisa. Se você não cuida bem do seu dinheiro, não adianta esperar que seu filho faça diferente só porque você diz para ele fazê-lo. Se você chega tarde em sua empresa, não adianta cobrar pontualidade de seus liderados. E assim por diante.

Quer se um bom líder? Seja o exemplo, bote a mão na massa e esteja sempre pronto para servir aqueles que você lidera, seja seus familiares ou colaboradores na empresa (mais uma lição valiosa da convivência com o amigo Navarro). Repito: seja o exemplo de postura que você espera dos outros. Grande abraço e até nosso próximo encontro! 

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Renato De Vuono
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