A pediatria é uma especialidade pilar dentro do exercício da medicina. Digo isso pelo público que ela atende (crianças e adolescentes), e também por envolver não somente o paciente, mas também as mães em sua maioria, as verdadeiras cuidadoras e alicerce das famílias.

Cada vez mais os pediatras, no exercício da puericultura, vem se deparando com crianças saudáveis no âmbito do consultório. Assim, a demanda por orientação sobre comportamento e educação está sendo maior, em detrimento de doenças.

Ou seja, o pediatra tem como seu público, um ser em constante crescimento e desenvolvimento, desde a concepção até o fim da adolescência. Portanto ele é um agente formador, orientador e também, transformador.

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Finalmente, considerando que “o futuro não é abstração, futuro é resultado”, por que não, quando assim o permitir, no pós consulta e com a anuência da mãe, o pediatra passar 1 ou 2 dicas de Educação Financeira, em cada oportunidade, no âmbito do seu consultório?

Dicas de educação financeira para as crianças

1) Presentes só em datas especiais. Dia da criança, Natal e aniversário. Entenda que receber excesso de presentes e brinquedos pode ser pior do que não receber nada.

2) Todo excedente de roupas e brinquedos, ainda úteis, criar uma cultura para doar para os mais necessitados, de forma sistemática. É uma maneira de ensinar o compartilhamento.

3) Se for adolescente, mostre quanto vale 1 real em dólar ou euro. Ensine a conversão. Aproveite, e já fale sobre os EUA e algum país europeu que você aprecia.

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4) Comemore datas especiais com jantar em família. Ou, algumas vezes, leve seu filho para almoçar contigo. Nessa vida corrida, é necessário criar um break na rotina para interagir com seu filho, de forma diferente. Seu filho(a) é o maior valor seu, da família e do país. Representa o presente e o futuro!

5) Aos 14 a 15 anos dê um cartão de débito, de preferência, com limite mensal definido, para que ele administre seus gastos. Ele irá aprender a fazer escolhas. Assim, será gestor de si próprio. Um cidadão íntegro e independente.

6) Orientar que quem poupa e investe, pode receber rendimentos e se beneficiar dos juros trabalhando a seu favor. São os juros compostos trabalhando pela sua qualidade de vida.

7) Praticar e orientar para eliminar os desperdícios, reduzir os supérfluos e otimizar as despesas com aquilo que é realmente necessário. Potencializar seu dinheiro. Ex.: ao pagar uma conta em dia, evitando multa por atraso, você está disciplinando e precavendo gastos adicionais desnecessários.

8) Explique para o seu filho que existem muito mais cursos de como vender do que como comprar. Ou seja, há vendedores profissionais e consumidores despreparados. É seu papel ensiná-lo a ser um comprador sagaz, um consumidor consciente.

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9) Você quer ajudar o seu filho? Então você precisa cuidar hoje de suas finanças, para não deixar ao seu filho a tarefa de sustentar você amanhã. Ele terá a sua própria família para se ocupar.

10) Como o Conrado Navarro, consultor financeiro, diz: “Ajuste seu orçamento e ofereça ao seu filho aquilo que existe de mais valioso: o seu exemplo. Transformar-se para transformá-lo”.

Conclusão

Orientar os filhos é fundamental para formar adultos com consciência financeira e, principalmente, um consumidor cidadão preparado para enfrentar o presente com os pés no chão e com a capacidade de fazer diferença sustentável no futuro.

Muito se fala em sustentabilidade empresarial, mas isto só se tornará realidade se cada cidadão tiver uma atitude sustentável, sendo um consumidor consciente. Isto deve ser iniciado no berço, nos lares, antes de chegar nas empresas.

Você, pediatra, e vocês pais, vamos fazer parte deste desafio? Sempre é hora de aprender e compartilhar. Plantando a semente da prosperidade!

Roberto Sato
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