Aqui no Dinheirama estimulamos muito a necessidade de se guardar dinheiro. Mas quando a pessoa precisa pagar dívidas, a recomendação é que negocie ou quite-as antes. Afinal de contas, não faz muito sentido guardar se você está endividado e pagando juros. E pegar empréstimo para pagar estas dividas, será que vale a pena?

Se a ideia for pegar empréstimo a juros menores para pagar uma dívida que tem juros maiores, a resposta é “sim”. Mas é preciso avaliar a melhor alternativa, combinado?

E saiba que, se você está endividado, não está sozinha. O último levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgado em julho, mostrou que 64% das famílias brasileiras estão nesta situação.  O cartão de crédito foi apontado como o principal causador, mas os meios são variados: cheque especial, carnês de compras parceladas, financiamentos e empréstimos. Ufa! É preciso cuidado para não entrar nessa!

Ouça: DinheiramaCAst – Qual o melhor momento para investir?

O que considerar ao pegar um empréstimo?

Se a ideia, portanto, é pegar um empréstimo para negociar as dividas, compare as taxas cobradas e o valor das parcelas para ver se dará conta. Com a internet e a presença de muitas fintechs de crédito no mercado, ficou fácil comparar e até simular.

Tente checar alternativas melhores também com a instituição financeira com a qual já tenha um relacionamento. Costuma ser muito melhor pegar um empréstimo pessoal ou consignado do que ficar pagando o temido cheque especial!

Para Sandro Reiss, fundador e CEO da Geru, fintech de empréstimos online, ao pegar empréstimo, o ideal que é o valor cobrado nas parcelas não seja maior que 30% da renda mensal disponível para que não exista um desequilíbrio no longo prazo. Ele ressalta que os brasileiros solicitam empréstimos por diversos motivos. “Os principais são pagamento de dívidas, cartão de crédito, investir em um negócio próprio e reformas.”, diz.

Leia também: Recebi, investi: Aprenda a se livrar das dívidas e a investir

Há um melhor momento para pegar empréstimo?

E será que existe um melhor momento para pegar empréstimo? Reiss, da Geru, acredita que é preciso seguir alguns pontos:

  • A primeira coisa a ser feita é colocar os compromissos e gastos mensais no papel ou em uma planilha eletrônica. Fazer as contas é fundamental para enxergar onde o dinheiro está sendo gasto, entender o que entra e o que sai, e encontrar um equilíbrio em todas as despesas.
  • Depois disso, é recomendável a avaliação dos riscos, pesquisando cuidadosamente a empresa que está oferecendo o empréstimo, se é séria, pois atualmente, além dos grandes bancos e financeiras, têm surgido novas empresas de crédito online no mercado e, com isso, novos possíveis fraudadores se passando por uma delas.
  • Pesquisar taxas é outro ponto importante, além de fazer simulações, principalmente se não houver urgência na tomada de crédito. Elas são essenciais, pois ajudam em uma previsão de como serão os pagamentos depois de tomar o empréstimo.
  • Vale, também, uma varredura nos canais de atendimento e análise da reputação da empresa nos sites de reclamação, já prevendo a rápida solução de problemas caso eles apareçam.

E o quê mais posso fazer para pagar as dívidas logo?

Além de pegar um empréstimo a juros menores para negociar as dívidas, outros pontos podem ajudá-lo a se livrar logo deste peso financeiro – ou não entrar mais em dívidas – para, finalmente, conseguir começar a guardar dinheiro. São eles:

1. Ter uma planilha para entender receitas e despesas

2. Substituir ou cortar despesas que não fazem sentido

3. Evitar o uso do cartão de crédito

4. Evitar o cheque especial

5. Fazer reserva de emergência

6. Investir o dinheiro guardado

Janaína Gimael
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários