Qualquer empresário ou empreendedor pode ser um Investidor. A boa notícia é que não precisa ter muito dinheiro, acumular riquezas ou muitas reservas para apostar em outros negócios interessantes, além do seu.

Passei muitos anos empreendendo meus próprios negócios, na verdade eu nunca deixei de ser até porque, como diz meu filho empreendedor Davi Braga, de 14 anos, empreender está no nosso DNA.

Somente em 2009 comecei a estudar o modelo de investimento Anjo e a investir efetivamente nos negócios de outros empreendedores. Usava os recursos gerados pelos meus outros negócios e fruto do meu trabalho como empreendedor.

Comecei, portanto, naquele momento, a usar dois chapéus, o do empreendedor e do investidor, depois fui deixando aos poucos o do empreendedor. Nada diferente da história de muitos empreendedores que viraram investidores no mundo, aliás, eu acredito que essa é a ordem natural das coisas no ecossistema empreendedor.

Acontece que naquela época era muito mais difícil fazer esse tipo de investimento, primeiro porque o assunto não era popular e não se tinha o entendimento que temos hoje do que seria investimento em negócios inovadores; segundo porque como não existiam muitos casos práticos divulgados e não tínhamos como aprender com os erros alheios. Era de fato uma grande aventura!

Hoje a situação é completamente outra no Brasil. Existe uma enormidade de informação e conteúdo útil sobre o assunto, assim como diversos casos de sucesso e muitos outros de insucesso que servem de base e aprendizado.

Ou seja, o empreendedor tem muito mais conhecimento de como tudo funciona, inclusive de termos técnicos como Flip, Cap, Pré-Money, Valuation, Burn rate, FCD e tantos outros que fazem parte do dia a dia de um investidor Anjo.

Pois bem, o que pouca gente sabe é que esses empresários e empreendedores que já geram algum resultado, que têm algum dinheiro guardado ou tem aplicações podem diversificar a sua carteira de investimentos em startups.

A boa notícia é que não precisa ter muito dinheiro, acumular riquezas ou muitas reservas para apostar em outros negócios interessantes, além do seu. Mas como fazer isso?

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Equity Crowdfunding

Recentemente tivemos no Brasil o surgimento das Plataformas de Equity Crowdfunding, que são também apelidadas de “Vaquinha de Investidores”. Na verdade, trata-se de uma forma de captação de recursos para startups em troca de participação no negócio.

O investimento funciona como uma espécie de mini IPO da startup (como se fosse na Bolsa de Valores): baseado em uma oferta pública de ações de uma startup, qualquer investidor cadastrado pode reservar um valor que tenha disponível para investir em uma startup.

Após completar a rodada com o valor que a empresa está captando, a plataforma chama os que reservaram para fazer o depósito do valor (esse desembolso demora em média 30 dias).

A partir daí o investidor recebe uma cota/ação proporcional ao valor que investiu através de um Título de Dívida Conversível (TDC), que é um documento no seu nome que garante sua participação naquele negócio.

Esse contrato / TDC pode render dividendos e principalmente ser convertido em ações no prazo máximo de 5 anos. Pode também ser resgatado no vencimento com juros definidos pela startup.

No Brasil, a Plataforma Broota, por exemplo, foi pioneira no modelo de ofertas públicas de startups com dispensa de registro autorizada pela CVM (Comissão Valores Mobiliários).

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Democratização do investimento anjo

Com isso, está acontecendo o que eu chamo de democratização do investimento anjo no Brasil.  O que antes era restrito para poucos investidores qualificados, hoje diversos iniciantes estão optando por esta modalidade, até mesmo os mais experientes investidores estão usando frequentemente essa ferramenta para diversificar o portfólio e sua carteira de investimentos.

Eu sou na Plataforma Broota o que chamamos de Investidores Âncoras ou líderes que oferecem o negócio no mercado e fazem o relacionamento com todos os investidores que aportaram. O papel deste líder é avalizar o que a startup está afirmando e te dar uma garantia adicional baseado na tese de investimento naquele modelo de negócio.

Por isso, se começar a investir ou captar recursos, dê preferência para negócios que sejam liderados por investidores experientes, que tenham trackrecord, esses de fato têm um faro aguçado e são mais assertivos, além disso, não aceitam ser âncora de qualquer startup.

Além disso, eu fui convidado pelo investidor e navegador Pierre Schurmann, sócio da Bossa Nova Investimentos que é uma das principais investidoras em startups no Brasil, com um portfólio com mais de 15 empresas que, juntas, já valorizaram mais de R$50.000.000,00.

A partir de agora, montamos também um novo Sindicato na Plataforma Broota para reunir um grupo forte de investidores qualificados que tem interesse em conhecer e receber em primeira mão todas as nossas escolhas e ofertas.

Este Sindicato tem como objetivo ser o principal canal de captação da Bossa Nova, sendo parte de uma estratégia única da Rede Bossa, que reúne empreendedores, investidores e especialistas para ajudar os melhores times a executar os melhores projetos. Clique aqui para entender melhor.

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Como investir e ser sócio de uma startup?

Bem, e aí? Como um empresário ou empreendedor com apenas R$ 1.000,00 disponível para aplicar, pode investir em uma startup? Simples, basta se cadastrar na Plataforma Broota como investidor e escolher uma startup que você acredita que é uma boa oportunidade e que pode virar um grande negócio no médio/longo prazo.

Mas atenção: fique de olho no lançamento das ofertas de startups no Broota, as séries de ações com valores menores (de R$ 1.000,00 ou R$ 2.500,0, por exemplo) são limitadas e acabam muito mais rápido que as demais séries com valores maiores.

É isso meu amigo leitor: aproveite a oportunidade para ser também um investidor. Existem muitas startups despontando, gerando caixa e aparecendo com seus serviços e produtos, com negócios que estão mudando definitivamente o mindset das pessoas e do mercado.

Algumas destas empresas podem, ali na frente, ser vendidas ou pagar dividendos muito maiores que qualquer investimento tradicional. Mas atenção: estamos falando de investimento de risco, nunca esqueça disso! Até a próxima!

Foto “Startup”, Shutterstock.

João Kepler
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