Home Economia e Política Leniência do BC no futuro “tem que ser combatida”, diz Guillen

Leniência do BC no futuro “tem que ser combatida”, diz Guillen

Em evento organizado pela Tag Investimentos, Guillen afirmou que a desancoragem parcial das expectativas tem relação com o fiscal

por Reuters
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O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, defendeu nesta terça-feira que seja combatida a percepção sobre uma possível leniência da autoridade monetária no combate à inflação no futuro, citando esse questionamento como uma das razões para a atual desancoragem parcial das expectativas para os preços.

“Tem um pouco de fiscal, de expectativas de fiscal não estarem ancoradas nas metas do arcabouço, tem um pouco de global, de como vai ser a inflação nos próximos anos, tem um pouco de percepção de leniência do Banco Central no futuro, isso tem que ser combatido, é a credibilidade da instituição, é importante reancorar as expectativas para os anos futuros”, disse.

O BC já havia afirmado em sua ata do Comitê de Política Monetária (Copom) publicada nesta terça-feira que o colegiado abordou uma hipótese de percepção dos agentes de que, ao longo do tempo, a autarquia poderia tornar-se mais leniente no combate à inflação.

“Foi unânime o entendimento de que, independentemente da composição da diretoria colegiada ao longo do tempo, deve-se garantir a credibilidade e a reputação da Instituição”, disse a autarquia no documento.

Em evento organizado pela Tag Investimentos, Guillen ressaltou que o BC é um órgão técnico e que a indicação de novos diretores pelo governo não altera essa percepção.

Acumular Confiança

O diretor reforçou a mensagem do Copom de que é pouco provável que o BC intensifique cortes na Selic após reduzir a taxa em 0,50 ponto percentual na semana passada, a 13,25% ao ano.

“Por que não intensificar? Acho que você precisa acumular uma confiança muito mais forte, muito maior para intensificar”, afirmou.

Ele mencionou como elementos que levariam a esse ganho de confiança uma expectativa de inflação ancorada, uma dinâmica mais benigna de preços e um hiato do produto (diferença entre o nível da atividade e seu potencial) muito mais aberto.

De acordo com o diretor, o BC tem sido “bastante enfático” sobre a necessidade de uma política monetária contracionista ao longo do ciclo. Para ele, essa necessidade se mantém diante de uma reancoragem parcial das expectativas e uma inflação de serviços ainda em nível incompatível com o cumprimento da meta.

No evento, Guillen ainda afirmou que, na avaliação do BC, não houve alteração no “pass-through” do câmbio para a inflação, em referência ao impacto das variações da moeda sobre o nível de preços no país.

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