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Perguntas, perguntas e mais perguntas!

por Conrado Navarro
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Economia GeralVocê acompanha o noticiário econômico do Brasil ou do mundo? Quanto fechou o dólar ontem? Qual a taxa básica de juros atual de nosso país? Quanto os bancos cobram de juros no cheque especial? E o cartão de crédito, que taxa utiliza? Você é capaz de enumerar algumas das últimas grandes fusões no Brasil? Sabe o que significa câmbio flutuante? Por que uma crise nos EUA ou na China pode mexer tanto com nossa economia? Em que áreas da economia nosso país melhorou? Por que?

Muitas perguntas, hein? E essas são as fáceis, acredite. Ouse interessar-se pela economia. Qual foi a última vez que você leu sobre tecnologia, vida cotidiana ou opinião inteligente e irreverente? Agora pouco né? E sobre economia? Bom, se você leu sobre economia nos últimos 30 dias já o considero uma pessoa diferenciada. “Navarro, ler sobre economia é muito chato. Cansa e não entendo nada”. Concordo que a linguagem usada na maioria dos periódicos não é das mais fáceis, mas não façamos disso uma desculpa. Pergunte! Pesquise! Leia ainda mais.

É interessante como certas pessoas reclamam que um de seus investimentos rendem pouco. E reclamam com o banco, com o amigo, comigo, com todo mundo. Essa é uma situação típica, que pode ser facilmente evitada com um pouco de interesse pelos rumos da economia. Números sobem ou descem por razões quase sempre visíveis e previsíveis, não por mágica. Claro que há o aspecto político e emocional, mas estes são logo traduzidos em notícias objetivas e números pelos meios de comunicação. Um investidor comum não precisa saber ou ter uma informação exatamente no momento em que ela acontece. Deixe isso para os profissionais da área.

Repare que não estou pedindo ou afirmando que você deva confiar em jornais, revistas ou sites da internet. O objetivo do artigo é alertá-lo para a necessidade de manter-se informado sobre os rumos econômicos do país e do mundo. Notícias, assim como qualquer texto, trazem teor e interesses particulares, muitas vezes tendenciosos. Assim, seu desafio é ler cada vez mais para então definir e criar sua opinião. E a partir dela, basear suas próximas decisões financeiras. Comece a investigar o mundo do dinheiro e delimite SEU conceito de melhor ou pior. Confiar no gerente, em mim, no amigo ou na família pode não ser a melhor saída, especialmente quando você não sabe o que quer.

Algumas dicas simples são:

  • Compre e leia, uma vez por semana (ou por mês) um jornal sobre economia (Gazeta, Valor etc);
  • Experimente comprar e ler revistas sobre mercado, empresas e economia (Exame, Istoé Dinheiro, Época Negócios etc);
  • Ao comprar o jornal de domingo, inicie sua leitura pelo caderno de economia. Faça o mesmo com revistas semanais (Época, Veja), primeiro abrindo e lendo reportagens sobre as finanças do país e do mundo. Aqui a idéia é usar a energia e disposição da primeira leitura com um assunto incomum, o que fará com que retenha melhor o conhecimento dali extraído e demonstre maior interesse;
  • Anote termos e detalhes que possam parecer incoerentes ou mesmo estranhos. Pesquise sobre isso na Internet até aceitar e definir um conceito que lhe pareça razoável;
  • Use mais sua rede de relacionamentos (famoso networking). Procure (e aceite) mais opiniões sobre o que acabou de ler e entender. Discutir é a forma mais fácil de aprendizagem, especialmente quando se trata de economia;
  • Aplique em sua vida cotidiana alguns dos trabalhos, teorias e dicas que lhe pareçam convenientes. Experimente. Nunca julgue desnecessário algum conceito sem antes tê-lo avaliado e, preferencialmente, testado. Aceite que podem existir melhores maneiras de aprender sobre dinheiro e economia, passando a procurá-las.

Um texto diferente, uma abordagem diferente, um tema diferente. Espero que o pouco que escrevi possa demonstrar que economia é mais do que saldo bancário e salário no final do mês. É descobrir porque você recebe um salário, num âmbito macroeconômico maior! Boa sorte. Conte comigo.

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