A decepção de investidores com os números do balanço da Petrobras (PETR3;PETR4) relativos a 2024 e um anúncio de dividendos aquém do esperado tirou R$ 25 bilhões do valor de mercado da estatal em apenas um dia.
No Ibovespa (IBOV), as ações caíram 5,56% (ON) e 3,53% (PN), depois de registrar perda superior a 8% e 5%, respectivamente.
Na Nyse (a Bolsa de Nova York), o ADR desvaloriza 4,51%, a US$ 12,50. “Foi barba, cabelo e bigode.
Resultado ruim, dívida crescendo e menos dividendos que o esperado”, destaca Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos.
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O valor de mercado da estatal, no fechamento desta quinta-feira, 27, desceu a R$ 497,1 bilhões, o menor desde novembro de 2024 e abaixo de R$ 500 bilhões pela primeira vez em 2025.
O balanço, divulgado na noite de quarta-feira, 26, surpreendeu o mercado com um prejuízo de US$ 2,8 bilhões para o quarto trimestre de 2024, enquanto a expectativa apurada pelo Estadão/Broadcast era o inverso: um lucro exatamente com essa cifra.
Em reais, o prejuízo foi de R$ 17 bilhões, revertendo o lucro de R$ 31 bilhões reportado no mesmo período de 2023.
Além do fraco desempenho trimestral, as ações da Petrobras foram desvalorizadas pelo anúncio de um volume de dividendos aquém do esperado, de R$ 9,1 bilhões, a R$ 0,70 por ação.
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Com quase 180 mil negócios no papel, o giro financeiro em cima das preferenciais da Petrobras foi de R$ 4,426 bilhões, o maior volume na média dos últimos cinco anos.
A alta na cotação do preço do petróleo no mercado internacional evitou uma desvalorização maior.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para abril fechou em alta de 2,52% (US$ 1,73), a US$ 70,35 o barril, enquanto o Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 2,08% (US$ 1,50), a US$ 73,57 o barril.
(Com Estadão Conteúdo)