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Petrobras (PETR4): Balanço do 4° tri é motivo para pânico? Veja opinião de 8 analistas

Ponto mais observado foi o alto nível de investimentos, sem uma revisão dos números para este ano, o que pode indicar um menor pagamento de dividendos

por Gustavo Kahil
Petrobras, PETR4

O resultado do quarto trimestre de 2024 da Petrobras (PETR3; PETR4) não foi bem recebido pelos investidores, como revelam o desempenho das ações nesta quinta-feira (27). Segundo os 8 analistas consultados pelo Dinheirama, o ponto mais observado foi o alto nível de investimentos, sem uma revisão dos números para este ano, o que pode indicar um menor pagamento de dividendos.

Flávio Augusto Quadrado 2

Veja, abaixo, a opinião do mercado.

XP Investimentos

Recomendação: Compra

Preço-alvo: R$ 46,00

Regis Cardoso e Helena Kelm: “O 4T24 da Petrobras é um desses resultados que deixarão uma impressão nos participantes do mercado por algum tempo. Em muitas de nossas conversas recentes com investidores antes dos resultados, a PBR parecia ser um consenso próximo, dado o forte impulso da empresa, a geração de fluxo de caixa livre e a distribuição de dividendos.

As altas expectativas provavelmente prepararam o terreno para a decepção. A demonstração de resultados ficou abaixo de nossas estimativas, mas a maior decepção foi o fluxo de caixa livre e os dividendos, com o capex mais alto do que o esperado, que certamente gerará controvérsias. Não acreditamos que a realidade seja necessariamente tão ruim quanto a reação inicial que o mercado sugere, mas acreditamos que levará alguns trimestres melhores de geração sólida de fluxo de caixa para remediar a decepção”.

Flávio Augusto Quadrado 2

Goldman Sachs

Recomendação: Compra

Preço-alvo (PETR3): R$ 45,40

Preço-alvo (PETR4): R$ 41,30

Bruno Amorim, Guilherme Costa Martins e Guilherme Bosso: “Esperamos uma reação negativa do mercado. Embora isso possa de fato ser visto como a antecipação de investimentos (o que significa algum risco potencial de queda para o CAPEX para 2025E e, portanto, um risco de alta para os dividendos do ano), notamos que a Petrobras reiterou sua orientação de CAPEX para 2025 de US$ 18,5 bilhões e manteve o cronograma esperado para a entrada de novas plataformas. Ambas as reiterações (em vez de uma revisão para baixo nos investimentos esperados para o ano e/ou uma entrada antecipada das plataformas) podem, em nossa opinião, aumentar as preocupações dos investidores em relação à potencial intervenção governamental na empresa.

No entanto, notamos: 1 – O acionista controlador da Petrobras tem se manifestado sobre o uso da empresa para acelerar o crescimento do PIB do Brasil. No entanto, a maioria dos módulos das novas unidades de produção da PBR (para os quais os pagamentos foram feitos) são, na verdade, construídos no exterior; 2 – Reiteramos nossa visão de que as leis e os estatutos da PBR atualmente em vigor protegem a empresa de potencial intervenção política”.

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Santander

Recomendação (PETR3): Compra

Preço-alvo: R$ 51,00

Rodrigo Almeida e Eduardo Muniz: A administração explicou que o capex maior de US$ 5,7 bilhões no 4T24, totalizando US$ 16,6 bilhões em 2024 (vs. guidance de US$ 13,5-14,5) estava relacionado a um esforço para revisar contratos a fim de reduzir o descompasso entre o progresso físico dos projetos e os desembolsos financeiros aos fornecedores (estaleiros asiáticos). Considerando que a Petrobras só esperava realizar essa mudança em 2025, nossa percepção é que o capex de 2025 pode ser menor do que US$ 18,5 bilhões do plano, mas a empresa não revisou para baixo o guidance de 2025E, pois pretende acelerar ainda mais o capex de E&P. Além disso, observamos que o capex de caixa ficou estável no trimestre em ~US$ 4,4 bilhões, dado que a Petrobras também inclui arrendamentos em seu capex relatado.

Olhando para o futuro, ainda prevemos que a Petrobras entregará ~US$ 2,0-2,5 bilhões em dividendos ordinários por trimestre, com melhorias de produção em andamento e desempenho financeiro sólido. Embora esperemos uma reação negativa do mercado a esses resultados, acreditamos que os esclarecimentos da administração sobre o capex durante a teleconferência de resultados podem aliviar as preocupações. Mantemos a Petrobras como nossa Top Pick do setor de Petróleo & Gás, apoiada por nossa expectativa de ~12% dividend yield para 2025, mas monitoraremos se mudanças significativas na perspectiva do capex podem afetar nossas estimativas”.

Petrobras
(Imagem: Divulgação/ Petrobras)

BTG Pactual

Recomendação (PBR): Compra

Preço-alvo: US$ 20,00

Luiz Carvalho, Pedro Soares e Henrique Pérez: “Uma bandeira amarela foi levantada, mas o pânico frequentemente forneceu um bom ponto de entrada. Dado o histórico de interferência política da PBR, não esperamos que os investidores negligenciem os riscos que uma decisão não antecipada pode representar para a estratégia de alocação de capital da NOC no futuro. Dado o atual ambiente de alto custo de capital, reconhecemos que isso levanta uma bandeira amarela.

No entanto, nossa posição otimista sobre a PBR também é apoiada por nossa crença de que grandes mudanças na trajetória da empresa provavelmente não se materializarão. Nos últimos anos, episódios de pânico excessivo sobre mudanças de CEO, políticas de preços de combustível e riscos de fusões e aquisições frequentemente criaram pontos de entrada atraentes para as ações”.

Safra

Recomendação: Outperform

Preço-alvo: R$ 48,00

Conrado Vegner e Vinícius Andrade: “Os lucros do 4T24 da Petrobras vieram abaixo das nossas expectativas e consenso, mas acreditamos que o foco será no capex, que superou o guidance para o ano (que foi revisado em agosto) e pode criar ruído e aumentar a percepção de risco por alguns players. Saudamos a abordagem franca e aberta da empresa para discutir o assunto, mas acreditamos que a reação inicial do mercado deve ser negativa”.

Bradesco BBI

Recomendação: Compra

Preço-alvo: R$ 53,00

Vicente Falanga e Ricardo França: “Altos níveis de capex (investimentos) na Petrobras sempre trazem preocupações. É improvável que o mercado receba bem, e ficará de olho nos níveis de capex nos próximos trimestres (que devem cair, de acordo com a administração). O resultado não muda nossa recomendação de Compra, mas cria um ponto de atenção”.

Itaú BBA

Recomendação: Outperform

Preço-alvo: R$ 49,00

“Negativo. Os resultados atenderam às nossas expectativas, mas os dividendos foram afetados pela execução de capex maior do que o previsto. O capex total do ano foi de US$ 16,6 bilhões, US$ 2,1 bilhões acima do limite superior da orientação de capex de US$ 14,5 bilhões, que havia sido revisada para baixo (de US$ 18,5 bilhões) em agosto de 2024. Como resultado dessa execução de capex maior do que o esperado, a empresa anunciou dividendos de US$ 1,6 bilhão (rendimento de 1,9%), 38% abaixo de nossas estimativas de US$ 2,6 bilhões (rendimento de 3,2%).

A empresa afirma que o capex adicional é uma alocação antecipada de despesas futuras, não um custo extra. E que essa antecipação resultou de uma redução no descompasso entre a evolução física e financeira das plataformas que estão sendo implementadas em Búzios. Este alinhamento do progresso físico e financeiro dos projetos envolve o adiantamento do pagamento de alguns marcos do projeto aos fornecedores, o que a empresa considerou necessário para aumentar a estabilidade financeira dos fornecedores e mitigar o risco de atrasos nas próximas plataformas planejadas para o campo de Búzios.

Consideramos que investir no desenvolvimento da produção do campo de Búzios é a melhor alocação de capital possível e respeitamos a avaliação técnica da empresa sobre o potencial de mitigação desta medida em relação aos riscos de atraso. Portanto, não vemos a decisão de antecipar o capex como negativa em si. No entanto, acreditamos que a revisão para baixo da orientação do capex feita em agosto passado pareceu apressada e levou os investidores a esperar um pagamento potencial de dividendos maior, o que não se materializou”.

Genial Investimentos

Recomendação: Neutra

Preço-alvo: R$ 48,00

Vitor Sousa e Ricardo Bello: “A política mais agressiva de investimentos deve tornar esse ponto ainda mais relevante para os acionistas. Como declarou em Fevereiro/2025, a CEO da Petrobras: “Estamos pisando no acelerador”. A fala, dita pela presidente em evento no Rio de Janeiro, na ocasião, destacou principalmente o segmento de refino. A nossa atualização, realizada já em Dezembro/2024, pontuava exatamente a preocupação dos investimentos nesse segmento. Se por um lado os incrementos de CAPEX anunciados para os próximos anos foram +9% maiores em E&P, em relação ao plano estratégico 2024-2028, vemos que a distribuição (share) do CAPEX total diminuiu para essa linha de negócios, quando comparado ao plano anterior. 

Pontuamos dois principais riscos incorridos de maiores investimentos em refino: (i) os riscos de execução e (ii) aumento da capacidade de refino, em uma empresa que abertamente não segue a paridade internacional – como vimos com a recente defasagem, anteriormente ao (i) recente anúncio de reajuste do diesel e (ii) apreciação do Real frente ao Dólar. Atualmente, os preços praticados pela empresa estão em linha com a paridade internacional”.

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