O fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, o Petros, teve um rombo de R$ 6,7 bilhões em seus investimentos em empresas no ano passado, considerando apenas as maiores perdas. O valor representa 11% do total do patrimônio do fundo. Até o fechamento do balanço, que acontece no dia 31, esse valor poderá chegar a R$ 8 bilhões, o que elevará o déficit total da fundação. Isso porque o conselho fiscal questiona a valorização de mais de 300%, ou cerca de R$ 1,1 bilhão, contabilizada como investimento na Eldorado Celulose.

O jornal O Estado de São Paulo, teve acesso ao detalhamento do balanço da fundação, que está sendo apresentado por membros do conselho fiscal a beneficiários do Petros. De acordo com o jornal, o déficit do fundo foi de R$ 23 bilhões até o fim de 2015, sendo cerca de R$ 16 bilhões registrados somente no ano passado.

Do total de perdas, dois terços correspondem a fatores como mudanças nas premissas para os cálculos de aposentadorias futuras, contingências judiciais e questões pendentes com a própria estatal. Ao levar em conta a mudança no padrão de idade de cônjuge e filhos, o fundo estimou, por exemplo, um déficit de R$ 5 bilhões. Em relação à Petrobrás, o Petros pagou a diferença de níveis salariais entre 2004 e 2006 e o conselho fiscal entende que deve cobrar R$ 2,5 bilhões da estatal.

Crise eleva interesse nos usados

A crise que derrubou o mercado de carros zero-quilômetro teve efeito inverso no segmento de seminovos. As vendas de modelos com até três anos de uso cresceram 23,6% no primeiro semestre, quase o mesmo percentual de queda registrado nos novos, de 25,4% no período.

Com essa substituição promovida pelo consumidor, vários carros usados desapareceram das lojas, principalmente na faixa de preço de R$ 30 mil a R$ 50 mil. Segundo lojistas, a escassez é maior em modelos de boa aceitação no mercado de novos, como Chevrolet Onix – campeão de vendas entre os zero quilômetro –, Honda Fit, Hyundai HB20, Toyota Corolla e vários automóveis com motor 1.0 mais equipados.

Preço mais em conta é o principal atrativo dos seminovos, já que o consumidor tem receio de desembolsar alto valor por um zero quilômetro, especialmente em um período de insegurança no mercado de trabalho e falta de crédito para financiamento.

Brasileiro sonha em se aposentar cedo

Parcela significativa da população brasileira espera se aposentar antes de completar 60 anos de idade e resiste à proposta de estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria dos trabalhadores do setor privado, defendida pelo governo do presidente interino, Michel Temer.

Pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha, mostra que somente 24% dos brasileiros esperam se aposentar depois dos 60 anos. Outros 24% querem se aposentar quando tiverem entre 56 e 60 anos de idade, e 21% gostariam de chegar à aposentadoria antes disso.

O governo Temer promete apresentar ao Congresso no segundo semestre, uma proposta de reforma da Previdência Social para estabelecer idade mínima para as aposentadorias e outras medidas para conter a expansão dos gastos com o benefício.

Mercado financeiro

O boletim Focus dessa semana, mais uma vez, trouxe a redução da expectativa de inflação por parte dos profissionais ouvidos pelo Banco Central para o ano de 2016. A queda foi de -3,30% para -3,25%.

Essa semana se inicia com a expectativa voltada para a o COPOM, que deverá manter a taxa básica de juros da economia em 14,25% ao ano.

No exterior o foco do mercado deverá se manter voltada a Turquia, após a tentativa de golpe de Estado fracassado no final da última semana.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, operava, as 11h00, em alta de +0,17%, com 55.670 pontos. O dólar registrava alta de +0,51%, negociado a R$ 3,27.

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / Fotos Públicas

Redação Dinheirama
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