O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,2% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre do ano totalizou R$ 1,639 trilhão. O crescimento de 0,3% ante o segundo trimestre de 2016 e de 0,2% em relação ao primeiro deste ano, confirma a trajetória ascendente da atividade econômica, afirmou a coordenadora de Contas Nacionais do instituto, Rebeca Palis.

“Olhando o ciclo, a partir do segundo semestre do ano passado, estamos em trajetória ascendente”, diz. A pesquisadora frisou que o IBGE não data os ciclos econômicos, identificando o término da recessão, mas reconheceu que essa trajetória ascendente é “coerente com a saída de uma recessão”.

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A força do consumo

Como resultado desse contexto, a renda das famílias está em recuperação, o que impulsionou o consumo após mais de dois anos de contração.

Segundo o IBGE, o consumo das famílias cresceu 1,4% no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses do ano, primeiro resultado positivo desde o fim de 2014.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o resultado também ficou positivo em 0,7%.

Esse número é relevante porque o consumo responde a 65% do PIB. É a conta mais importante de demanda da economia.

O IBGE diz que o consumo das famílias foi influenciado pelo enfraquecimento da inflação no segundo trimestre –que chegou a ser negativa em junho– e pela queda da Selic, a taxa básica de juros, além do crescimento dos salários no período.

Os saques das contas inativas do FGTS e o encerramento do ciclo de demissões, antes do que previam os economistas, contribuem para este cenário.

Dessa maneira, os serviços ficaram positivo no segundo trimestre, com alta de 0,6% ante os primeiros três meses do ano. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, a queda é de 0,3%.

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Olhando para o futuro

O cenário para o futuro se mantém uma incógnita, o principal risco vem do desempenho negativo das contas públicas e da turbulência política.

O deficit orçamentário piorou desde a divulgação do último PIB. E o governo, envolto em denúncias de corrupção contra o presidente Temer e seus principais assessores, perdeu força política na negociação com o Congresso Nacional por medidas que geram receitas.

Redação Dinheirama
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