Nem só de Empreendedores digitais (e adultos) vive um ecossistema. Escutar casos de homens e mulheres que se destacam por sua visão e postura empreendedora é comum, mas ver pequenos prodígios que se interessam por investimentos e negócios desde muito cedo, isso sim é diferente (e precisa ser cada vez mais incentivado).

Pense um pouco: quantas crianças de 10, 12 anos você conhece que idealizaram e protagonizaram seu próprio negócio? Ou que resolveram entrar e estudar a fundo o universo dos investimentos?

Eles ainda são poucos em nosso país, mas já começaram a se destacar e cabe a nós (pais e adultos) não apenas incentivar, como dar condições reais para que esses prodígios se desenvolvam e mostrem suas ideias e trabalho.

Como exemplo de jovem empreendedor brasileiro, já temos o Davi Braga, hoje com 15 anos e que é um desses meninos que chama a atenção por onde passa pela sua determinação, convicção e propósito (sabe por quê faz, o que faz, como faz e aonde pretende chegar). Características que eu me atrevo a dizer que muitos adultos não têm ou não apresentam com facilidade.

Outro jovem de 16 anos que tem me chamado muita atenção é o Boris Sapocznik, que desde os 11 anos já se interessava por investimentos quando abriu sua primeira conta em banco.

O garoto sempre gostou muito de matemática e neste período começou a olhar cotações, via qual empresa valia mais e percebeu que tinha muito interesse em aprender mais e entender principalmente como funcionava a compra e venda de ações.

É importante ressaltar que, assim como o Davi, o Boris teve uma educação empreendedora fora da escola. Para dar os primeiros passos e saber inclusive por onde começar, o investidor-mirim contou com o ambiente propício dentro de casa e com o apoio do pai (que eu conheci), que o ajudou a dar os primeiros passos, além do apoio incondicional da mãe.

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Os primeiros investimentos foram à base de entusiasmo e impulso, mas rapidamente Boris começou a entender como tudo funciona e a maneira como deveria analisar os negócios nos quais pretendia investir. Atualmente ele investe em Tesouro Direto, renda fixa, entre outros, mas sua verdadeira paixão são as ações.

Seu foco de atuação no mercado hoje é o Day Trade, ou seja, operações que começam e terminam no mesmo dia. Isso porque faz parte da rotina do jovem acompanhar as oscilações do mercado em qualquer intervalo de tempo possível, afinal ele precisa se dedicar à escola em período integral.

Sabe quando você tem certeza de que alguém está no caminho certo? Quando essa pessoa tem total consciência de suas ações e das consequências advindas dela. Mais ainda, quando investe em sua própria formação e conhecimento.

E é por isso que admiro e, assim como fiz com o “Davizinho”, quero acompanhar a evolução e escolhas do Boris. Hoje ele já é cliente da Corretora Rico.com.vc, onde, inclusive, já fez estágio com o único objetivo de aprender mais.

Mas atenção: como bom investidor, Boris revela que já perdeu, mas que também já teve bons lucros até aqui. Ele alerta ainda que “quem deseja entrar nesta área precisa estar consciente dos riscos que corre diariamente e que hoje todos os seus investimentos são feitos baseado em analise técnica”.

Claro que eu já convidei Boris a entrar no mundo das Startups, a diversificar seu portfólio investindo em negócios inovadores.

O que esperar de jovens assim no futuro? Sem dúvida, tanto o Boris quanto o Davi darão continuidade aos seus projetos. Sabe por quê? Pelo simples motivo de eles terem tido o privilégio de olhar tudo por outras perspectivas, de descobrir suas oportunidades e logo cedo suas respectivas vocações.

Alguém duvida que com essa capacidade e vontade de aprender esse jovem investidor ainda vai longe? Que venham os desafios, eles estrão preparados. E que apareçam mais e mais jovens como eles no Brasil, precisamos disso para o desenvolvimento econômico do país.

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Foto “Gen Z”, Shutterstock.

João Kepler
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