A grave crise econômica vem ganhando destaque no Brasil e o sentimento de boa parte das pessoas é de que os problemas são maiores do que muita gente esperava. A população se sente traída pela atual Presidente Dilma, que durante o período eleitoral tratou o assunto como algo menor, passageiro e com certo ar de arrogância.

No meio dessa grande tormenta, uma pesquisa da revista norte-americana Global Finance Magazine trouxe mais um dado alarmante: o Brasil ocupa apenas a 77ª posição no ranking dos países mais ricos do mundo.

O Brasil ficou atrás de economias subdesenvolvidas, como a nossa vizinha Venezuela, que enfrenta crise ainda mais dura do que a de nosso país, principalmente em razão da desvalorização do petróleo e administração de Maduro. A pesquisa levou em conta o PIB per capita, ou seja, o total de riquezas produzidas dividido pelo número de habitantes.

Claro que este é um dado especifico e existem diversas questões que podem ser levadas em consideração dentro de um contexto mais amplo, porém temos que admitir que esta situação é preocupante.

O fato é que estamos há pelo menos quatro anos diante de um crescimento pífio, e já vivemos recessão técnica, visto que o nosso PIB recuou 1,9% no segundo trimestre de 2015 (no primeiro trimestre a queda havia sido de 0,7%), sempre de acordo com o IBGE.

Muita gente já começa a se perguntar: como conseguiremos sair dessa crise e como será nosso futuro?

Por que não estamos entre os países mais ricos?

As razões para não figurarmos entre os países mais ricos são muitas, mas vamos tentar listar as principais:

1. Gestão pública

A gestão pública no Brasil nunca foi motivo de orgulho para o país, nem antes (em outros governos), muito menos agora. Desde os mais remotos tempos, sempre tivemos problemas graves de corrupção e de incompetência de nossos administradores.

Com isso, nos falta infraestrutura e educação, dois dos principais fatores para a melhora da economia. Como resultado, temos um povo com dificuldades básicas em diversos setores considerados essenciais. A falta de instrução de muitos acaba por criar líderes que aproveitam do carisma e do jogo de poder para estipular ditaduras veladas.

2. Cultura

Você já percebeu que a cultura brasileira abomina quem busca a riqueza? O mesmo vale para o país em geral. Não temos uma cultura de construção social, de controle dos gastos e de aumento dos rendimentos.

Com isso, temos sérios problemas com a questão econômica. Isso explica o fato de que alguns bancos chegam a cobrar juros de mais de 15% ao mês no cartão de crédito e muita gente nem sabe, ou se sabe não dimensiona o quanto isso é prejudicial para as finanças.

Infelizmente, nossa cultura não é nem um pouco apegada às questões econômicas de fato, e com isso ficamos à margem de outros países que conseguiram prosperar mesmo sem a mesma riqueza e biodiversidade que temos por aqui.

3. Questões econômicas

De uma maneira geral, o Brasil é um país que produz muita matéria prima, mas não tem estrutura e nem tecnologia para usá-la na produção de bens de consumo. Com isso, vendemos muita matéria-prima barata, para depois comprar os bens de consumo com um valor muito mais elevado.

Além disso, o protecionismo de mercado e os altos impostos fazem com que o Brasil perca competitividade. Com essa série de dificuldades, a economia não tem a base para crescer de forma consistente e convidativa para novos concorrentes e empresas dispostas a inovar.

4. Educação

Não apenas a cultura, mas também a inovação é prejudicada no Brasil em razão de um sistema educacional falho e antiquado. Não empregamos o apoio necessário ao empreendedorismo e à competição, fatores fundamentais para o crescimento das riquezas de todo país.

Conclusão

Os problemas são diversos e conhecidos de todos nós, mas ainda temos motivos para acreditar no país! Todos os dias observamos um povo trabalhador, alegre e que faz a diferença ao transformar o pouco em motivo para superar as enormes dificuldades e buscar a realização pessoal.

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Temos energia, disposição e esperança! Ao cobrar nossos representantes, precisamos assumir nossa responsabilidade na forma mais simples de cidadania, respeitando os idosos, mantendo uma postura civilizada no trânsito, não jogando lixo na rua e por aí vai.

Agindo com educação, já daríamos uma grande lição a quem está lá em cima e não consegue diferenciar o interesse público do privado. Vamos em frente, sempre trabalhando e lutando por dignidade e respeito. Até a próxima!

Foto: Stephen Lynch / Shutterstock.com.

Ricardo Pereira
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