O investidor tem enfrentado dificuldades para encontrar LCI ou LCA e quando consegue, tem observado taxa mais baixas às oferecidas meses atrás. É a lei da demanda e oferta atuando no mercado de títulos: quando a procura é maior do que a oferta, as taxas negociadas caem.

Neste post, vou apresentar os motivos que explicam a escassez de Letras de Crédito no mercado.

Aumento da demanda

Em ambiente de taxa de juros alta e economia fraca, os investidores aumentaram a demanda por Letras de Crédito (LCI e LCA), na busca por melhor rentabilidade e segurança.

Atualmente LCI ou LCA é a aplicação mais atraente entre os produtos conservadores (CDB, títulos do Tesouro e fundos de renda fixa), por ser isenta de imposto de renda.  É investimento seguro, pois conta com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o limite de R$ 250.000 por CPF e por banco emissor.

O aumento da demanda esgotou os lastros existentes.

Mercado de Letras de Crédito

Para ilustrar o crescimento desse mercado, o estoque de LCI cresceu 60% nos últimos 12 meses (de abril/14 a abril/15) e o de LCA, 37%, no mesmo período. O soma do valor de LCI e LCA em mercado subiu para R$ 359 bilhões. Era R$ 242 bilhões há um ano.

Para dar uma referência, o saldo atual aplicado em caderneta de poupança é R$ 524 bilhões.  Em fundos de renda fixa, R$ 797 bilhões e em fundos referenciados DI, R$ 400 bilhões.  Isto é, o mercado de LCI e LCA é pequeno e limitado.

Oferta reduzida

Para emitir novas Letras de Crédito (LCI e LCA) o mercado precisa originar novos lastros e, para isso, deve realizar operações de crédito nos setores imobiliários e de agronegócios.

No entanto, as construtoras e produtores rurais não estão contraindo novos empréstimos para expandir seus negócios, pois a atual situação econômica encareceu as linhas de crédito e as perspectivas para as vendas não são favoráveis, sobretudo no setor imobiliário, que está como grande estoque de imóveis.

A fraca procura por crédito impede a ampliação do universo de lastros. Por isso, os bancos ficam impossibilitados de emitir novos títulos.

Antecipação de pagamento

Com os juros altos e o desequilíbrio entre a demanda e oferta de Letras de Crédito, alguns bancos estão antecipado o pagamento de títulos, em geral, para reduzir a carga de juros.

Quando isso acontece, o investidor recebe o rendimento devido até aquele momento e terá que buscar outros títulos para aplicar os recursos recebidos. Provavelmente com prazo e taxa de remuneração diferentes.

A antecipação de resgate, também explica a redução do universo de lastros e contribui para a redução das taxas de remuneração.

Conclusão

Com a economia fraca e a taxa de juros alta, ocorreram dois fenômenos que contribuíram para escassez das Letras de Crédito: por um lado, a grande demanda dos investidores em busca de rentabilidade e segurança esgotou os lastros existentes e, do outro, os incorporadores imobiliários e produtores rurais não têm tomado dinheiro emprestado para expandir seus negócios, deixando os bancos sem lastros para novas emissões.

Ainda como consequência da escassez dos títulos, as Letras de Crédito emitidas estão com taxas mais baixas e prazos mais longos.

Diante dessa situação, minha sugestão para não deixar o dinheiro parado ou rendendo pouco na poupança é aplicar em fundos referenciados DI com baixa taxa de administração e alta liquidez, como o ÓRAMA DI Tesouro Master. Outra sugestão é diversificar seus investimentos. Conheça as opções que a Órama oferece.

Para você está com dificuldade para encontrar LCI ou LCA, entre em contato com nosso atendimento, pois assim que tivermos disponibilidade entraremos em contato.

Nota: Esta coluna é mantida pela Órama que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto: Businessman analyzing investment charts with laptop, Shutterstock.

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