O governo, através como Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, aumenta a taxa básica de juros (Selic) para controlar a inflação. Apesar de não haver menção oficial a este ponto, percebe-se claramente que os juros são parte da política de ajuste monetário em vigor no país há um bom tempo.

Ouvimos o tempo todo nos noticiários sobre a taxa de inflação, a meta de inflação, mas o que efetivamente é a inflação? E qual é a meta do governo para tal?

Inflação é o aumento dos preços; ou melhor, o efeito de aumento dos preços é chamado de inflação. Por exemplo: pense em um produto que em janeiro de determinado ano custava R$ 100,00 e em dezembro passou a custar R$ 105,00; a inflação no período foi de 5%, justamente a variação do preço do produto.

É claro que são muitos os produtos e serviços comercializados no país, então o cálculo é mais complexo e envolve uma cesta de produtos/serviços, medidos em diferentes cidades e em diferentes momentos do mês/ano.

O governo trabalha com um regime de metas de inflação para manter a alta dos preços sob controle. Hoje, a meta de inflação no Brasil é de 4,5% ao ano, podendo variar 2% para cima ou para baixo, desta forma, para 2,5% (piso da meta) ou para 6,5% (teto da meta).

Ao aumentar a taxa de juros, o governo eleva o custo do crédito, de forma que fica mais caro tomar um empréstimo ou financiar um bem ou serviço. Como consequência, há uma diminuição do consumo. Pela lei de oferta e demanda, sempre que ocorre diminuição da demanda frente à oferta, existe diminuição dos preços.

Conforme aprendemos no artigo Crises São Cíclicas e Oferecem Oportunidades (clique para ler), em momentos de crise surgem boas oportunidades com as medidas tomadas pelo governo.

Como se defender deste aumento de juros e aproveitá-lo?

Devido ao aumento da taxa juros, o crédito tornou-se mais caro, sendo necessário evitar tomar empréstimo e realizar grandes financiamentos, pois seu custo está mais elevado. Endividar-se agora não é uma decisão inteligente.

Com o aumento da taxa juros, tornou-se também mais caro para o governo tomar dinheiro emprestado, e é neste momento em que podemos nos beneficiar. Os juros mais elevados significam que o governo pagará mais para quem emprestar dinheiro a ele.

Assim, se investirmos nosso dinheiro em títulos públicos, através do Tesouro Direto, teremos retornos superiores aos existentes antes da elevação da taxa de juros. O educador financeiro André Massaro já escreveu um eBook gratuito sobre isso (clique para download).

Se você possui investimentos em renda fixa há dois anos ou perto disso (Imposto de Renda em sua alíquota mínima ou em 17,5% pelo menos) e cuja taxa de retorno seja bem inferior à taxa de juros (Selic) praticada hoje, vale a pena vender seus títulos e comprar um novo com uma taxa de retorno superior (os pré-fixados hoje estão bem mais interessantes, além do pós-fixado que segue a Selic, o Tesouro Selic).

Com a taxa de juros mais elevada, títulos de renda fixa atrelados ao CDI (Certificados de Depósito Interbancário), como por exemplo LCI/LCA, são muito interessantes, pois além de seu retorno estar mais elevado devido à taxa de juros, pessoas físicas são isentas de pagamento de Imposto de Renda. Aprenda mais sobre LCI/LCA clicando aqui.

Conclusão

Mesmo nos momentos em que o governo aumenta a taxa de juros para esfriar a economia, é possível nos protegermos desta situação se estivermos atentos. Melhor do que isso, podemos ser beneficiados com rentabilidades superiores às dos períodos anteriores ao escolher os investimentos adequados na renda fixa.

Se você quiser conhecer um pouco mais das boas alternativas de investimento para o momento, sugiro que leia mais materiais já publicados no Dinheirama e também um especial gratuito que preparamos, na corretora Rico.com.vc, sobre o tema (clique aqui para detalhes). Obrigado e até a próxima!

Nota: Esta coluna é mantida pela Rico.com.vc, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto “Coins and piggy bank”, Shutterstock.

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