Poupança capta mais de R$ 2 bilhões em fevereiroOs depósitos em caderneta de poupança foram superiores às retiradas em R$ 2,32 bilhões no mês de fevereiro, segundo informações divulgadas na última quarta-feira (6) pelo Banco Central. Essa foi a maior captação de recursos, para um mês de fevereiro, desde o início da série histórica disponibilizada pelo Banco Central, em 1995.

Até então, a maior entrada de recursos na poupança, em meses de fevereiro, havia sido registrado em 2008, anotando mais de R$ 1,38 bilhão. Quanto ao valor acumulado do primeiro bimestre deste ano, também se tem um número bastante expressivo.

A modalidade mais tradicional de investimentos do país somou R$ 4,62 bilhões, melhor primeiro bimestre da história do Banco Central – superando 1997, quando R$ 4,25 bilhões foram captados.

Mais depósitos, menos retiradas

De acordo com o Banco Central, em fevereiro deste ano os depósitos na caderneta de poupança somaram R$ 97,71 bilhões, enquanto que as retiradas de recursos totalizaram R$ 95,39 bilhões. Já o volume dos rendimentos creditados nas cadernetas dos investidores totalizaram R$ 2,44 bilhões no mês anterior.

Os dois episódios trouxeram uma marca inédita para a poupança. Com o ingresso de recursos nas contas dos poupadores, junto com o rendimento creditado nas cadernetas, o volume total de recursos aplicados na poupança atingiu R$ 505,6 bilhões. No fim do ano passado, a quantia de recursos poupados nas cadernetas totalizava R$ 496,3 bilhões e, no primeiro mês do ano, finalmente alcançou o feito inédito dos R$ 500 bilhões.

Novas regras

Os números divulgados pelo Banco Central mostram que a caderneta de poupança continua atraindo muitos investidores, mesmo com a mudança do formato da rentabilidade feita pelo governo em maio do ano passado.

A nova imposição ligou o rendimento da poupança à taxa básica de juros da economia (Selic) definida pelo Comitê da Política Monetária (Copom). Dessa maneira, evita-se que investimentos de renda fixa percam atratividade frente à poupança em função da queda do juro básico.

As entradas a partir de 4 de maio de 2012 rendem o equivalente a 70% da Selic mais Taxa Referencial (atualmente zerada). No entanto, o novo formato de rendimento da poupança só entrou em vigor quando a taxa básica de juros, definida pelo Banco Central, atingiu 8,5% ao ano.

Pela regra anterior, que estava acionada desde 1991, a poupança não podia render menos de 6,17% ao ano, mais TR. Agora, em contra partida, com a Selic em 7,25% ao ano, no piso histórico, a rentabilidade da poupança está em 5,07%. Mesmo com a mudança do rendimento da caderneta, os investimentos feitos nela continuam isentos do Imposto de Renda e podem ser retirados a qualquer momento (alta liquidez).

Pequeno investidor

Embora agora o rendimento seja menor, perdendo para a inflação, especialistas apontam que a caderneta de poupança continua sendo uma boa opção de investimento para quem pode poupar uma pequena quantia de dinheiro. Pessoas que buscam aplicações de curto prazo ou até mesmo procuram fazer uma “reserva para emergências” ainda veem vantagens em aplicar na poupança – visto que não há incidência do Imposto de Renda.

Em outras aplicações, como fundos de investimento e Tesouro Direto, há cobrança do IR e, geralmente, de taxa de administração. Nesses dois tipos de investimento, o IR acontece com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.

Fonte: G1. Foto de freedigitalphotos.net.

Willian Binder
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