Recebo muitos e-mails de leitores e amigos com dúvidas sobre renda variável, especialmente em ações, Bolsa de valores etc. Depois de 4 anos de sucessivas altas, muitos querem arriscar e investir grande parte de seus ganhos no mercado de capitais. É justo. Mas devagar com o andor. Transcrevo um pequeno trecho de um artigo assinado por Fabio Colombo*, publicado hoje no jornal Valor Econômico:

“O investidor deve compreender que a renda fixa e a renda variável devem conviver harmoniosamente. A migração entre elas precisa ser feita gradualmente, quando um dos mercados se apresentar mais atrativo, mas nunca da forma radical. Além do que, se por um lado a renda fixa tem um papel muito importante na redução da volatilidade dos portfólios, principalmente para investidores de perfil conservador e moderado, por outro, a renda variável é onde serão obtidos os melhores retornos reais no longo prazo, apesar da sua intrínseca alta volatilidade”.

Este artigo, suas implicações reais e a idéia do equilíbrio, reforçam nosso bate papo em posts anteriores, quando discutimos a necessidade de se criar uma carteira, abrangendo diferentes níveis de risco e retorno. Diversificar continua sendo interessante, a menos que você tenha muito dinheiro para arriscar e não se preocupe em perdê-lo em caso de mudanças nos humores do mercado. Se este for o seu caso, corra pra Bolsa e divirta-se. Abraço.

*Fabio Colombo é Administrador de Investimentos. Foi diretor do Banco Credibanco (associado ao The Bank of New York), diretor do Continental Bank of Chicago (Brasil) e diretor do Banco CCF (Brasil).

Conrado Navarro
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