A vida não está fácil para ninguém! Certamente, boa parte dos brasileiros já percebeu que sobreviver ainda conseguir prosperar em 2015 será mais difícil do que nos anos anteriores.

Inflação em alta (principalmente por conta dos aumentos dos preços administrados pelo governo), juros altos deteriorando o acesso ao crédito, pessimismo por parte dos empresários e primeiros sinais de elevação no número de desempregados são alguns dos desafios pela frente.

Pessimismo e falta de confiança criam um cenário horrível

Tudo isso já seria negativo em qualquer lugar do mundo, mas o que mais tem chamado a atenção por aqui é o pessimismo em relação à capacidade do governo conseguir vencer as denúncias de corrupção em seus diversos níveis, que encontraram o estopim no escândalo da Petrobras.

O pessimismo é, sem dúvidas, o pior dos cenários porque cria um ambiente negativo e de falta de confiança, o que força as pessoas a se conformarem com pouco e ao mesmo tempo serve de desculpa para quem quer explicar os insucessos.

Já não é de hoje que a crise econômica chegou ao Brasil. Inicialmente, ela fez estrago no exterior, levando a economia dos EUA e Europa rumo a grandes problemas. Lá fora, grandes símbolos do capitalismo sucumbiram e muita gente se viu repentinamente sem oportunidade e/ou garantia de conseguir retornar ao mercado de trabalho.

As dificuldades foram enormes, é bom dizer. Pessoas que se acostumaram ao padrão de classe média alta acabaram percebendo que não existe (e nunca existirá) nenhuma garantia de que tudo sempre caminhará de forma positiva. Mas tudo isso já tem um tempinho, também é bom ressaltar (agora é 2015!).

Como bem explicou o colega França Lauria, as crises são cíclicas, e uma lição importante precisa ser relembrada: nos períodos de bonança e crescimento, todos temos a necessidade de nos prepararmos para atravessar as turbulências; essa verdade serve para governos, mas também para as pessoas.

O que esperar do governo a partir de 2015?

Depois de passar boa parte do período eleitoral em um exercício de negação, a reeleita Dilma Rousseff deu um passo importante ao optar (e agora defender) a realização do chamado ajuste fiscal. O governo gastou muito (e gastou mal), não dando prioridade aos investimentos tão necessários para o crescimento do país.

O tamanho da máquina pública e o aparelhamento de diversos setores em vários âmbitos e esferas tornaram a gestão pública deficiente. É hora de enxugar os gastos, e antes tarde do que nunca, não é? No fundo, até quem critica o ajuste fiscal sabe o quanto ele é importante (e ainda insuficiente), pois o que se espera é que “a corda ainda aperte mais”.

Você pode aproveitar os juros, sabia?

Os juros continuaram subindo para conter o avanço da inflação, e qualquer decisão diferente será interpretada pelo mercado como um sinal de fraqueza do Banco Central. O dólar mais baixo pode ser um problema, mas também é uma oportunidade para que investidores de fora aproveitem verdadeiras barganhas em ativos e ações de empresas.

Aliás, os dois lados da moeda também ficam à disposição das pessoas em relação aos juros: enquanto alguns sofrem com as linhas de crédito absurdamente caras e se endividam, outros aproveitam a ótima rentabilidade na “molezinha” da renda fixa. Azar de uns, sorte de outros.

É verdade que o Brasil é um país pobre, que atravessou um período de crescimento importante durante a maior parte da década passada. O grande problema disso é que as pessoas não foram alertadas para a necessidade de criar uma proteção para as dificuldades futuras. Aliás, fomos incentivados a gastar e a buscar dívidas a perder de vista durante muitos anos.

Conclusão

A parte boa é que muita gente aprende com a dor, e talvez esse aprendizado seja definitivo. Em 2015, a vida não será fácil! Ok, mas pensemos também nas oportunidades interessantes, como a renda fixa, os ativos depreciados e a oportunidade de barganhar e realizar ótimas compras à vista.

Quando não existem muitos recursos e tudo é sinônimo de dificuldade, as pessoas se veem obrigadas a usar a criatividade e inovar; grandes negócios acontecem nesses períodos. Às vezes, parcerias que não aconteciam por vaidade se viabilizam pelo medo, e através dele alguns gigantes acabam nascendo.

Torço de verdade para que continuemos protestando e mostrando a cara na rua, cobrando do governo soluções para a vida real e o comprometimento pessoal da presidente Dilma em dar uma guinada no modelo de governo, respeitando limites, gastos e priorizando o que de fato é importante para o futuro. Até a próxima!

Ricardo Pereira
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