Previdência Privada: investimento para quem pensa no futuroUm dos assuntos que mais mexem com nossos leitores e geram dúvidas é previdência privada. São dúvidas que se referem, principalmente, às características desse tipo de investimento, além de perguntas sobre a relevância de investir ou não em previdência privada no atual cenário econômico do país.

Se existe uma verdade com relação ao futuro, é que ele vai chegar. E nós, brasileiros, estamos vivendo cada vez mais. A mais recente pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que nossa expectativa de vida aumentou mais de 11 anos entre 1980 e 2011. Nossa expectativa de vida ao nascer já passa dos 74 anos.

De acordo com esse cenário, é razoável imaginar que vamos precisar de mais dinheiro e que certamente não poderemos contar somente com a previdência oficial para mantermos por mais tempo a mesma qualidade de vida. Certo?

Previdência Privada, boa escolha enquanto investimento?
É mais do que necessário, dentro dessa perspectiva, começarmos a construir nossa “poupança” para ultrapassarmos os desafios do tempo com a melhor expectativa possível. Viver mais tempo, mas acompanhado de problemas financeiros, não faz parte dos planos de ninguém, não é mesmo? Por isso, investimentos como a previdência privada surgem como boa alternativa para construir o futuro.

Um produto de previdência privada se mostra bastante atrativo no longo prazo, pois o cliente terá também os ganhos fiscais, como a dedução de até 12% de sua renda anual no Imposto de Renda (IR) em um PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livre). Por esse motivo, o PGBL é indicado para investidores que utilizam o modelo completo na Declaração anual de IR. Quem utiliza o modelo simplificado não faz abatimento, por isso o mais indicado é o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre).

Quanto maior o tempo, menor será o IR
É importante também levar em conta os ganhos tributários olhando a tabela regressiva de IR que se inicia com alíquota de 35% e pode chegar a uma alíquota de 10% depois de 10 anos. Isso valida a ideia de investir na previdência privada no longo prazo, já que quanto maior tempo levar para utilizar o beneficio, menor será o imposto pago.

Boa parte dos leitores enviam dúvidas questionando a viabilidade previdência privada em relação a aplicações como a caderneta de poupança. Como são pessoas que até pouco tempo investiam seu dinheiro apenas na poupança (os mais jovens), a pergunta é importante. Sob o ponto de vista da diversificação, a previdência privada é uma alternativa interessante quando o plano escolhido tem também renda variável como parte da estratégia (os planos podem ter até 49% dos seus recursos alocados em ações).

Para ilustrar o que estou dizendo, a página dos planos Brasilprev, do Banco do Brasil (onde tenho conta), mostra que há um tipo de fundo que investe até 49% de sua carteira em ações no começo das contribuições e, ao longo do tempo (à medida em que se aproxima sua data de resgate), essa exposição vai diminuindo e os ativos de renda variável são trocados por opções mais seguras. A ideia é garantir mais retorno ao longo do seu período de contribuição, para depois garantir segurança na hora de usufruir dos benefícios.

Do ponto de vista prático, a previdência privada é interessante porque permite que escolhamos como queremos receber o benefício, além de poder contratar planos específicos para objetivos diferentes (veja abaixo o caso dos filhos). O legal é que com a tecnologia disponível hoje conseguimos simular situações, além de visualizar a rentabilidade dos planos e sua performance histórica antes de investir. Veja alguns exemplos de planos e rentabilidades clicando aqui.

Possibilidade de construir o futuro dos filhos
Quem pensa no futuro dos filhos e quer oferecer a eles a chance garantir, por exemplo, a graduação em uma universidade, a compra de um imóvel ou mesmo uma renda inicial para o inicio da vida profissional tem na previdência privada uma forte aliada. Com valores pequenos investidos todos os meses, proporcionar a realização desses objetivos fica viável.

Vale lembrar que o investidor deve ter especial atenção às cobranças de taxa de administração e carregamento. A taxa de administração incide anualmente sobre todo o montante aplicado, enquanto a taxa de carregamento representa um percentual pago sobre cada aporte. Atenção às melhores oportunidades: leve em consideração os resultados, o trabalho realizado pelo gestor do plano e essas taxas, que devem ser as mais baixas possíveis.

Agora é com você! Se você tem projetos de vida que visam a tranquilidade futura, ao mesmo tempo em que mantém seu padrão de vida, que tal começar a investir nisso agora mesmo, inclusive usando parte do seu 13º salário? O futuro de sua família e seu estilo de vida certamente serão melhores.

Até a próxima. Foto de freedigitalphotos.net.

Avatar
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários