Os problemas financeiros são parte do dia-a-dia das pessoas, infelizmente, os problemas de casa por conta do dinheiro acabam refletindo no trabalho.

Ao mesmo tempo em que surgem notícias que mostram a volta da oferta de crédito por parte dos bancos e demais instituições financeiras, surgem notícias que preocupam o leitor mais atento aos fundamentos da economia e em como esses indicadores influenciam o cotidiano das pessoas. A verdade é que, no Brasil, crédito ainda é extremamente alto e representa o primeiro passo para as dívidas.

Via de regra, boa parte das pessoas, não está acostumada e preparada para lidar nem com o nosso próprio dinheiro, que dirá com aquele que nos é emprestado a juros altos. Percebe-se claramente que o crédito se transforma apenas em uma ferramenta para suprir necessidades de consumo imediatas. Isso ocorre, como já falamos inúmeras vezes, boa parte do tempo, por falta de planejamento.

Depois de um longo processo de redução de débitos pós-recessão econômica, o endividamento das famílias voltou a crescer e agora alcançou o maior nível em três anos, segundo dados do Banco Central.

A taxa de endividamento em relação à renda acumulada em 12 meses em maio – dado mais recente – subiu para 44,04%, maior nível desde abril de 2016, quando foi de 44,2%. Em maio de 2018, a taxa era de 41,9%. No auge da crise, em abril de 2015, chegou a 46,8%. O dado inclui crédito habitacional. Em 12 meses, enquanto o endividamento total cresce 2%, sem financiamento habitacional o dado avança 2%, para 25,4%.

Esses números mostram como o problema pode interferir de maneira direta na vida das pessoas, mas também na produtividade desses cidadãos enquanto participantes ativos do mercado de trabalho. Afinal, trabalhar com a cabeça nas dívidas e nos problemas decorrentes da falta de dinheiro é horrível.

Assista: Educação financeira na sua empresa

Problemas financeiros, o crédito consignado é solução ou armadilha?

Uma das grandes fontes de endividamento dentro das empresas surgiu quando o governo instituiu o chamado crédito consignado. Através de acordos entre bancos e empresas, os colaboradores passaram a ter a oportunidade de usufruir de uma linha de crédito com taxa de juros mais baixas. Essa facilidade é possível pois a garantia de desconto direto em folha diminui o risco de inadimplência.

O que em teoria é uma ótima ideia, na pratica se tornou um verdadeiro pesadelo para muitos brasileiros. Muitas pessoas recorrerem ao crédito consignado para comprar bens de consumo, como smartphones, TVs ou mesmo para pagar uma viagem. A facilidade do crédito e a quantidade de parcelas (sempre a perder de vista) acostumaram mal as pessoas e as colocaram de forma perigosa diante do endividamento.

Crédito sem consciência

Antes da concessão do crédito, poucas empresas se preocupam em ajudar o funcionário a lidar com a nova possibilidade de dinheiro emprestado, alertando-o dos riscos do endividamento e das oportunidades de se planejar melhor as finanças da casa.

Muitos empregados entraram em uma espiral de endividamento complicada, onde (grande) parte do salário está comprometida pelo desconto direto em folha. O problema é que as pessoas não sabem o que fazer. Falta atitude.

De posse dos dados, os departamentos de Recursos Humanos, em pouco tempo começaram a perceber como a utilização do crédito consignado sucessivas vezes veio acompanhada de queda no rendimento, aumento do absenteísmo e problemas de relacionamento dentro das empresas.

Ouça: DinheiramaCast – Educação Financeira nas empresas

Problemas financeiro, a educação financeira é arma para resgatar a produtividade e o bem estar nas empresas

Como já mencionei nos parágrafos acima, a constante preocupação começou a ser demonstrada com a queda de produtividade causada pela situação de devedor. A situação se agravou, pois muitas pessoas tomaram empréstimos para pagar outros empréstimos e acabaram usando linhas mais caras, em atos de desespero. A dívida, só aumenta e se torna mais e mais perigosa.

Preocupadas com essa realidade, as empresas sentiram a necessidade de ajudar os trabalhadores. Sozinhos, eles se afundavam mais e o transtorno comprometia seu desempenho e seu dia a dia na companhia. A educação financeira e o acompanhamento financeiro são atividades importantíssimas nas empresas. O trabalho precisa começar.

Problemas financeiros: a liberdade financeira, um verdadeiro beneficio

Infelizmente, no Brasil a educação financeira ainda é privilégio de poucas famílias. O correto seria que as crianças tivessem, já no início do período escolar, acesso à discussões sobre como lidar com o dinheiro e fossem incentivadas, no decorrer do tempo, a poupar e planejar seus objetivos. E isso é possível, funciona!

É claro que a responsabilidade deve ser compartilhada entre família e escola. Dinheiro não é um problema, mas a maneira como lidamos com ele pode ser. Quando entramos no mercado de trabalho, recebemos o primeiro salário. Você se lembra do que fez com o primeiro salário? Quanto do seu salário foi ou está sendo poupado para o futuro? Faltou orientação?

A responsabilidade das empresas também entra em cena. O funcionário que aprende a respeitar seu dinheiro perceberá que não é o salário que é necessariamente baixo, mas que a irresponsabilidade com o dinheiro é mais crítica. A partir daí, uma nova vida de conquistas se apresentará diante de seus olhos.

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Problemas financeiros e a responsabilidade nas empresas

Sonhos e objetivos financeiros são dependem somente do salário. O que realmente faz a diferença é a quantidade de dinheiro que conseguimos reter, sempre com cuidado e planejamento.

Hoje, boa parte dos trabalhadores tem quase a totalidade de seu salário comprometida com dívidas, empréstimos e afins. O salário cai na conta simplesmente para pagar aos bancos e outros credores. Os produtos que deveriam trazer alegria, trazem dores de cabeça e desânimo; a produtividade cai.

É hora das empresas perceberem que a educação financeira é uma grande aliada da responsabilidade no trabalho, do desempenho de suas equipes e da busca de bons resultados. Justamente por isso, muitas companhias começam a buscar cursos e palestras sobre o tema, ajudando os colaboradores a planejar o futuro, quitar suas dívidas e criar um relacionamento inteligente com o dinheiro.

Pensando em ajudar as empresas nesse exercício de cidadania, o Dinheirama oferece cursos, palestras, treinamentos e consultorias financeiras específicas para empresas e grupos. Se você passa por esse mesmo problema, entre em contato com sua empresa e indique nosso trabalho. Se você é dono de empresa e quer adotar medidas didáticas de suporte ao bolso de seu colaborador, fale conosco. Deixo meu e-mail à disposição: [email protected]. Se preferir, use o formulário de contato.

Ricardo Pereira
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