Não me considero uma pessoa consumista. Desde que comecei a trabalhar, passei a dar mais valor ao dinheiro e, consequentemente, aprendi a gastá-lo. Mas como todo mundo, tenho lá minhas “fraquezas” e viajar é uma delas.

Digo “fraqueza” porque aquelas promoções relâmpagos de passagem aérea que “pipocam” na Internet são uma grande tentação para mim. Por várias vezes eu resisto, mas confesso que, desta vez, me rendi e comprei.

São passagens muito baratas (principalmente para o exterior) que nos induzem, muitas vezes, a antecipar aquela viagem há tanto tempo sonhada. Com o dólar nas alturas, os brasileiros têm viajado menos e, por conta disso, as empresas aéreas estão “apelando” com os valores lá embaixo.

Comprei uma passagem aérea para Nova Iorque, ida e volta, por R$ 600,00, fora as taxas.  Um preço muito atrativo, embora o voo saia de São Paulo e eu more no Rio. Depois da alegria de ter conseguido as passagens baratas é que caí na real: era hora de procurar um lugar para me hospedar com meu marido e com o dólar nas alturas, encontrar um lugar barato e de boa qualidade seria difícil.

Procura dali, procura daqui. O lugar mais em conta – porque eu não quero hotel 5 estrelas, afinal, vou curtir a cidade – que oferece boas instalações e até café da manhã, coisa rara em Nova Iorque, fica fora de Manhattan. Isso eu já imaginava.

Manhattan é onde tudo acontece, ali na “muvuca” da Times Square os preços são abusivos. Portanto, escolhi um hotel no Queens, porém de boa localização e perto do metrô. O bom é que só vou pagar quando chegar lá. O ruim é que não sei quanto o dólar estará custando em outubro.

Viagem marcada, passagem comprada e hotel reservado. É hora de planejar os gastos. E também rezar para que o dólar desça ladeira abaixo. Já optamos por não usar o conhecido travel card; apesar da segurança, o imposto é caro. Cartão de crédito será levado para emergência.

Temos cerca de três meses para juntar uma grana e já nos conscientizamos de que, apesar de os Estados Unidos serem um paraíso para compras, o foco da nossa viagem não será esse. É claro que vamos comprar, mas nada além do que poderemos pagar.

Por que escrevi este artigo? Para servir de alerta mesmo. Estou arrependida de ter comprado as passagens? Sinceramente, não. Talvez, meu erro tenha sido marcar a viagem para outubro (quando minhas férias já estavam programadas) no lugar de ter deixado para janeiro ou fevereiro, época de baixa temporada. Porém, neste período faz muito frio e não aproveitaríamos muito a cidade.

O alerta serve para que, antes de se render às tentações destas promoções relâmpagos de passagens aéreas, você reavalie as suas possibilidades e veja se realmente compensa. No meu caso, as passagens foram muito baratas, mas o hotel não foi, assim como os meus gastos não serão.

Planejamento é tudo. Agora, depois do “leite derramado” o que me resta é me programar para que os gastos lá não saiam do nosso orçamento. Fica a dica.

Foto “Travel”, Shutterstock.

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