Jéssica comenta: “Navarro, desejo realizar uma mudança na minha carreira. Amo fotografar e já não tenho mais prazer na minha carreira administrativa (sou assalariada). Como devo me preparar para isso? Já tenho poupado nos últimos 7 anos e estou formando uma boa poupança. Já tenho cerca de 27 vezes o meu salário atual guardado. O que me diz? Obrigada“.

Converso com muitas pessoas que possuem uma vida financeira estável. A maioria delas tem curso superior e trabalha em empresas. Elas recebem seu salário regular em troca de seus serviços profissionais especializados.

Felizmente, uma boa parte delas tem o hábito de poupar. Destinam uma pequena parte de sua renda para compor uma reserva financeira, que pode ter vários objetivos.

No entanto, tenho percebido um problema. A maioria dessas pessoas ainda utiliza produtos financeiros inadequados como destino para estes recursos (a poupança é uma delas).

Aprendendo com a história de um amigo

Vou contar um caso de um amigo com quem tive contato há algumas semanas, para exemplificar. Ele me disse ter acumulado uma reserva razoável enquanto se preparava para um momento de transição de carreira.

Segundo me disse, ele foi percebendo ao longo de sua jornada profissional que já não estava feliz com sua profissão e com a dinâmica familiar, que sofria por conta das muitas exigências.

Por vários anos, ele separou fielmente uma quantia determinada (cerca de 20% de sua renda líquida). No momento de nossa conversa, essa quantia já representava cerca de 30% de todo o seu patrimônio, que era bom, considerando a média brasileira.

Agora havia chegado o momento de executar a transição. Embora ele já tivesse seu plano de negócios pronto, inclusive com sua execução já em andamento, ele precisaria contar com esta reserva para sustentar sua família até que seu novo negócio começasse a gerar os lucros esperados.

Leitura recomendada: 3 Dicas para iniciar sua transição de carreira e fazer o que você ama

Foi então que, com uma expressão de dúvida, ele me perguntou se deveria fazer uma melhor alocação dos recursos acumulados até aquela data. Eles estavam totalmente aplicados na poupança! Sim, 100% na boa e velha caderneta de poupança.

Eu poderia ter ficado surpreso ao ouvir isso, afinal, como é que uma pessoa esclarecida, que havia trabalhado por tantos anos em empresas de grande porte e vivenciado ricas experiências profissionais, ainda trabalhava com investimentos tão simples e ruins como a poupança, onde atualmente os juros sequer vencem a inflação?

No entanto, como educador financeiro, eu bem sei que uma grande parte da população ainda investe na boa e velha poupança… São mais de R$ 600 bilhões ainda alocados lá. O motivo da maioria fazer isso é o mesmo do meu colega: desinformação e comodismo.

Fui franco e disse que ele precisaria, sim, fazer uma melhor alocação destes recursos. Afinal, estávamos falando de um valor expressivo e que poderia ser bem trabalhado em outros tipos de investimento, de maior rentabilidade e com proteção contra a inflação.

Investindo melhor em 5 passos

Reproduzo aqui, de forma resumida, algumas dicas práticas que passe ao meu amigo. Separei em 5 passos a construção e manutenção de investimentos inteligentes:

Passo 1

Para você alocar melhor o seu fundo de reserva, você precisa realizar um planejamento e dividir esses recursos em três partes:

  • Uma quantia que você vai utilizar no curto prazo (até 1 ano);
  • Outra quantia, para uso no médio prazo (2 a 5 anos);
  • A última parte, para uso no longo prazo (acima de 5 anos).

Passo 2

Divida esta quantia total da reserva em duas partes, em função de sua propensão ao risco.

Por exemplo, se você é alguém mais conservador, destine 85% para investimentos de baixo risco e 15% para investimentos de maior risco, porém com possibilidades de maior rentabilidade.

Passo 3

Aloque os recursos de curto prazo em produtos de renda fixa com melhor rentabilidade. Exemplos são os títulos públicos indexados à SELIC – Tesouro Selic. Eles vão garantir liquidez (possibilidade de sacar o dinheiro a qualquer dia e sem perdas de rendimento).

Caso não saiba, para comprar títulos públicos, você deve se cadastrar no Tesouro Direto. Clique aqui para baixar um e-book gratuito sobre isso.

Passo 4

Invista o dinheiro do médio prazo em títulos públicos pré-fixados (o retorno atual destes títulos está próximo de 12,5%) e/ou títulos indexados à inflação com vencimento em 5 anos (Tesouro IPCA+).

A decisão entre um ou outro depende das expectativas do mercado financeiro em relação às taxas de juros (SELIC) e inflação (IPCA). Se a inflação tende a subir, melhor alocar em títulos indexados à inflação. Por outro lado, se ela tende a ficar estável, e a taxa de juros tende a cair, melhor aproveitar títulos pré-fixados.

E relembrando, nós do Dinheirama investimos em títulos públicos através da Rico.com.vc. A abertura de conta é gratuita e pode ser feita com facilidade pela internet.

Passo 5

Coloque a quantia de longo prazo em títulos públicos indexados à inflação e, se o seu perfil permitir, em renda variável (mercado de ações).

Bônus: Webinário online gratuito

Eu e o André Massaro faremos um webinário gratuito na próxima quarta-feira, dia 28, sobre como identificar e se aproveitar das melhores oportunidades do universo da Renda Fixa.

Será uma ótima oportunidade para você tirar dúvidas ao vivo conosco sobre os investimentos em renda fixa. As vagas são limitadas, e se você deseja participar, clique aqui agora mesmo e faça a sua inscrição.

Conclusão

A ideia que quero transmitir aqui é que você não deve ter preguiça de estudar e compreender as opções disponíveis para rentabilizar melhor seus recursos. As diferenças nos resultados podem ser muito grandes.

Cuide com carinho do seu dinheiro, afinal você trabalha bastante para adquiri-lo. Até a próxima!

Conrado Navarro
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários