Propósito e qualidade de vida: seu dinheiro trabalha para você?O famoso ditado usado pelos nossos pais, “Meu filho, estude bastante, tire boas notas e consiga um bom trabalho”, que todos nós ouvimos desde criança também existiu aqui em casa.

Meu pai e a minha mãe sempre foram pessoas muito honestas e dedicadas. Ambos foram bons empregados que sempre queriam dar a melhor educação possível a seus filhos. Essa “melhor educação” sempre foi, aos olhos deles, recebida na faculdade ou através da educação técnica.

História de vida comum…

Como bom filho, segui os conselhos de meus pais – e considero que a grande maioria dos leitores se identificarão com isso. Com bastante esforço, dedicação e disciplina terminei a faculdade e obtive o tão almejado diploma, para satisfação dos meus pais.

Logo veio o seguinte passo do famoso conselho: “Consiga um bom trabalho”. Novamente, foi o que fiz. Quero deixar bem claro que em nenhum momento me arrependo de ter escolhido esse caminho. Conheci muitas pessoas, fiz grandes amizades com pessoas de todos os continentes e trabalhei fora do meu país de origem.

Eu sai da minha zona de conforto e, tenho certeza, tudo isso me ajudou a crescer muito como pessoa e profissional. Poder ver o mundo com outros olhos é algo que recomendo a todos e, no meu caso, isso veio com o emprego em uma grande empresa multinacional.

Mas logo veio a queda da atividade e o meu contrato foi cancelado. “Não é nada pessoal”, eles me disseram. “Você é um bom empregado, são necessidades do negócio”, foi o que ouvi logo depois. Bom, pelo menos a minha mãe estaria orgulhosa de ter um filho reconhecido como um bom empregado.

Onde eu quero chegar? Tenho propósito?

Mas, no fundo, qual era o meu propósito? Porque estava trabalhando realmente? Gostava do que fazia? Tinha algum objetivo? Era realmente feliz? Recentemente tive a oportunidade de me fazer todas essas perguntas. Perguntas que antes, devido às atividades do trabalho e aos compromissos, não tinha “tempo” de fazê-las.

Foi quando percebi que realmente estava trabalhando pelo dinheiro, trabalhando sem objetivo, não tinha nenhum propósito maior. Depois de todo esse esforço sem saber o porquê, tinha perdido o foco no que realmente era importante: minha felicidade e qualidade de vida.

Sem querer soar muito dramático, graças a Deus encontrei o Dinheirama e troquei alguns e-mails com o Conrado Navarro. Consegui entender o que realmente estava faltando na minha vida: educação financeira.

Seu dinheiro trabalha para você?

Relembrando um dos ensinamentos do meu pai, “Nunca gaste mais do que você tem”, esse foi também outro conselho dele que segui ao pé da letra e que é algo que o Dinheirama sempre prega em suas mensagens. Depois de sete anos de trabalho, eu tinha economizado bastante. Então surgiu a pergunta: e agora?

Era o momento de correr atrás do tempo perdido. Estudar sobre educação financeira, investimentos imobiliários, bolsa de valores e negócios. Momento de colocar o dinheiro para trabalhar. Momento de usar a cabeça e construir o futuro.

Como eu disse uma vez ao Navarro, e ele até compartilhou, ironicamente você precisa se preocupar com o dinheiro para depois não ter que se preocupar com ele. Hoje, toda a minha vida está baseada em planejamento para o futuro, quais investimentos são para nossa futura casa, quais para a nossa aposentadoria, quais para a faculdade de nossos filhos e por ai vai.

O que pode acontecer se um dos investimentos não der certo? Estamos preparados para perder que quantidade de dinheiro? Quais os riscos envolvidos nos nossos investimentos? Qual a nossa reserva de emergência? Todos questionamentos que, anteriormente, sem a educação financeira, nunca antes havia feito.

Qualidade de vida, uma questão de escolha

Ou seja, hoje o dinheiro trabalha para mim, para permitir que eu alcance mais objetivos (agora claros, definidos e respeitados). Nesse sentido, a educação financeira é mesmo um estilo de vida, onde a ideia é priorizar a sua qualidade de vida e a da sua família para que você faça o que realmente gosta.

Estou 100% convencido que a educação financeira é o caminho para poder ter uma vida equilibrada. Afinal, para que trabalhar e trabalhar se você não pode gastar o seu dinheiro com coisas interessantes e focadas em você?

O outro extremo também é prejudicial: pensar “para quando guardar dinheiro?” e torrar tudo sem responsabilidade, muitas vezes até se endividando demais para levar uma vida surreal sustentada pelo consumismo?

O ideal é ter objetivos de curto, médio e longo prazos. Ter disciplina, dedicação e nunca deixar de estudar. E como o Navarro nos falou no artigo “Sorte, dinheiro e sucesso! Você merece?”, esse é o tipo de sorte que precisamos ter. Só assim seremos capazes de fazer mais, com o nosso dinheiro trabalhando por nós. Você concorda?

Foto “Door to new world”, Shutterstock.

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