Home Comprar ou Vender Proposta de fusão traz mais benefícios à Eneva do que à Vibra, apontam analistas

Proposta de fusão traz mais benefícios à Eneva do que à Vibra, apontam analistas

Por volta das 11h30 (horário de Brasília), as ações da Eneva operavam perto de uma estabilidade, enquanto as da Vibra caíam mais de 2%

por Reuters
0 comentário

 A fusão proposta pela Eneva (ENEV3) à Vibra (VIBR3) traz mais benefícios à companhia de gás e energia do que à maior distribuidora de combustíveis do Brasil que também já tem algumas operações no setor elétrico, avaliaram analistas nesta segunda-feira, apontando uma precificação desfavorável à Vibra no negócio e desafios sob a ótica “ESG”.

A Eneva anunciou na véspera ter apresentado uma proposta não vinculante de fusão com a Vibra, em transação que mira a criação de uma gigante de energia ao agregar os negócios de exploração de gás natural e geração termelétrica e renovável à distribuição de combustíveis.

Entre as sinergias apontadas pela Eneva, estão ganhos de eficiência e alocação de capital, redução de riscos do negócio atual da Vibra e a possibilidade de ampliar o portfólio comercial de produtos oferecidos a clientes B2B da Vibra com energia elétrica e gás natural.

A proposta de uma fusão de iguais, com os acionistas de cada lado representando 50% da base acionária da companhia combinada, foi vista como desequilibrada por analistas, uma vez que o atual valor de mercado da Vibra, de cerca de 25,9 bilhões de reais, é 25% maior que o da Eneva.

“Embora o acordo possa fazer algum sentido sob alguns aspectos…, à primeira vista, do ponto de vista da Vibra, o valuation proposto pode ser visto como desbalanceado”, disse o Bradesco BBI.

Por volta das 11h30 (horário de Brasília), as ações da Eneva operavam perto de uma estabilidade, enquanto as da Vibra caíam mais de 2%.

Segundo o banco, parte das sinergias indicadas pela Eneva relacionadas à geração de energia renovável já podem ser capturadas pela Vibra com a Comerc Energia, plataforma de energia solar e eólica da qual a empresa é co-controladora.

“A visão do mercado sobre a aquisição da Comerc pela Vibra foi que ela foi feita com um valuation alto, portanto acreditamos que a Vibra deve ter cuidado para não seguir o mesmo caminho novamente”, apontou o BBI.

O Safra lembrou que um aumento da exposição à geração termelétrica, com potencial aquisição de novas usinas do BTG conforme foi proposto, não estaria em linha com a estratégia da Vibra de focar em geração de energia renovável.

A equipe do Safra apontou ainda que, se concretizado, o negócio seria benéfico para a Eneva ao reduzir sua alavancagem, atualmente em 4,22 vezes a dívida líquida sobre Ebitda.

Pelos cálculos do Safra, a nova companhia pós-fusão teria uma alavancagem de 2,8 vezes, “ajudando a empresa a rolar o pagamento de sua dívida em condições mais favoráveis ​​e financiar os seus projetos a um custo menor”.

Já o Citi apontou que há “sinergias claras” entre os negócios das empresas, e que um movimento de verticalização iria ao encontro do plano da Vibra de ser uma “one stop shop” de energia para clientes B2B.

O banco disse ver desafios do ponto de vista “ESG” atrelados à operação, mas apontou que eles poderiam ser contornados com vendas de ativos, como as termelétricas a carvão da Eneva.

“Muitos dos acionistas da Vibra parecem felizes em esperar que os dividendos da empresa aumentem. Uma eventual fusão com a Eneva significaria trocar o conforto dos dividendos de curto prazo pelas oportunidades (e riscos) de alocação de capital”, concluiu o Citi.

Sobre Nós

O Dinheirama é o melhor portal de conteúdo para você que precisa aprender finanças, mas nunca teve facilidade com os números.  Saiba Mais

Mail Dinheirama

Faça parte da nossa rede “O Melhor do Dinheirama”

Redes Sociais

© 2023 Dinheirama. Todos os direitos reservados.

O Dinheirama preza a qualidade da informação e atesta a apuração de todo o conteúdo produzido por sua equipe, ressaltando, no entanto, que não faz qualquer tipo de recomendação de investimento, não se responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes.

O portal www.dinheirama.com é de propriedade do Grupo Primo.