Matéria assinada no Portal UOL, pelo jornalista Rodrigo Mattos, afirma que as propostas do candidato líder nas pesquisas de intenção de voto para o 1º turno, Jair Bolsonaro (PSL), favoreceriam os investimentos da empresa de Paulo Guedes, cotado para assumir o ministério da Fazenda, em caso de vitória do candidato do PSL.

De acordo com a reportagem o economista Paulo Guedes atua em investimentos que terão impacto positivo se forem implantadas medidas do programa do seu candidato nas áreas de educação, energia e óleo e gás.

Há potencial conflito de interesse entre uma eventual participação no governo e sua carreira privada na empresa que é sócio, Bozano Investimentos. Neste caso, Guedes seria obrigado a se desligar das decisões do fundo para virar ministro –no entanto, ele não informou se venderá suas ações.

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A carreira de Guedes

O candidato Jair Bolsonaro, definiu Paulo Guedes, como seu “Posto Ipiranga” para tratar dos assuntos referentes a economia. Paulo Guedes defende uma agenda liberal com a presença mínima do Estado.

Guedes tem sua carreira construída na iniciativa privada. Atualmente, é sócio e membro do comitê executivo da Bozano Investimentos, empresa que gere R$ 2,7 bilhões em seus fundos – o comitê é a cúpula da empresa que decide seus rumos e avalia o gestor. A Bozano tem investimentos diretos ou por meio do mercado de ações em empresas que atuam em setores para os quais o economista defende novas regras.

O Ministério da Fazenda não atua diretamente na regulação dos setores de educação, energia e óleo e gás. Mas Guedes é o principal defensor do programa de privatização dentro da equipe de Bolsonaro, o que impacta em todos esses setores. Além disso, ele defendeu ideais sobre estruturação da educação.

Negócios de Paulo Guedes

Uma das principais áreas de negócio de Guedes é a educação, onde já investia em seu fundo BR Investimentos, incorporado pela Bozano em 2013. Nos diversos fundos da Bozano, há oito empresas de educação. A maioria delas explora a educação à distância online ou redes de universidades.

No programa de Bolsonaro há uma defesa da educação à distância: “deveria ser vista como um importante instrumento e não vetada de forma dogmática. Deve ser considerada como alternativa para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais”.

Se essas empresas tiverem mais alunos e maiores lucros, os fundos da Bozano ganharão mais dinheiro e, portanto, a empresa aumentará o tamanho de sua receita. Ou seja, os sócios como Paulo Guedes ficarão ainda mais ricos.

Polêmicas de Guedes

Enquanto Bolsonaro estava internado se recuperando do atentado sofrido no inicio de setembro, Paulo Guedes sugeriu a volta da cobrança da CPMF.

Faz parte também de suas propostas a cobrança de alíquota única de imposto de renda de 20% para todas as faixas de renda.

Redação Dinheirama
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