Olá! Sou Valéria Meirelles, psicóloga que estuda dinheiro através da Psicologia Econômica e da Psicologia do Dinheiro. Esta é minha estreia no Dinheirama. Há muito tempo venho “ensaiando” escrever aqui, desde que o Conrado Navarro me abriu as portas deste que eu considero um dos melhores sites de informação sobre o dinheiro/finanças.

Confesso que não sabia exatamente sobre o que escrever e ser útil, uma vez que o time de articulistas só tem “feras” das mais diversas áreas e temia ser repetitiva ou muito pior, transmitir má informação.

Até que me dei conta de que poderia enfocar uma das áreas de meu trabalho que é voltada ao profissional liberal da área de saúde na orientação das questões relativas ao uso do dinheiro.

Quem é psicólogo sabe que neste campo há pouquíssimo material a respeito de como iniciar seu consultório, gerir e investir na carreira autônoma, cuidar do dinheiro (fluxo de caixa), precificar sessão, negociar com os clientes, pagar impostos e por aí vai (a lista é grande).

E para quem acha que tudo isto é tarefa fácil, atire a primeira pedra quem de nós, profissionais liberais da área de saúde, nunca se atrapalhou nem que seja por uns instantes com essas demandas e acabou literalmente pagando caro por isto.

O motivo é simples: em nossa graduação somos preparados para sermos excelentes técnicos, conhecedores das mais diversas teorias a respeito do ser humano, seja na Psicologia (minha profissão) seja nas demais na área de saúde, como tenho constatado na minha prática, mas pouco ou quase nada nos explicam sobre os aspectos administrativos e financeiros do consultório e da carreira.

E sequer nos dizem (como se fosse uma heresia) que o nosso consultório deverá ser administrado como um negócio. Ou seja: tem que gerar receitas, pagar nossas despesas e, mais ainda, nos dar lucro!

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Caso isto soe estranho para você, psicólogo ou colega que trabalha com dor humana, convido-os a reverem seus conceitos sem o menor temor de parecerem materialistas (sim, já fui criticada por isto quando comecei mais de 10 anos atrás a pesquisar o tema).

Há algo fundamental que vocês precisam saber para começar e que ficará como minha principal mensagem deste primeiro artigo: vocês estarão cobrando de seus clientes pela sua técnica, seus conhecimentos, seu tempo e investimento na formação.

O afeto dedicado ao cliente (muito comum e devidamente orientado em psicoterapia) será absolutamente gratuito. Ou seja, você cobrará pela “expertise”, simples assim.

Entende onde fica “o pulo do gato”? Minha proposta para os demais artigos consiste em ir apresentando os vários tópicos que compõem a prática clínica, a começar pela pessoa do profissional (lembre-se de que sou psicóloga), identificando as principais crenças e emoções que esta possui quando o assunto é dinheiro.

Depois passarei para o lugar do trabalho na vida de cada um, os aspectos do desenvolvimento da carreira autônoma, sempre correlacionando com o uso do dinheiro.

Feita esta parte que eu considero a base de todo entendimento no uso do dinheiro, apresentarei os aspectos administrativos, mostrarei como fazer planejamento financeiro do consultório considerando todas as oscilações possíveis, como precificar a sessão/consulta, negociar, realizar a captação de clientes, a divulgação do trabalho, delimitar o perfil de clientes que deseja atender, entre outras demandas.

Como gosto de parcerias, convido-o a fazer uma comigo: escreva enviando sugestões e também suas dúvidas para que possamos construir juntos boas matérias aqui no Dinheirama e mais ainda, contribuir cada vez mais para o melhor uso do dinheiro na vida das pessoas.

Afinal, sucesso financeiro também é um fator que contribui para boa saúde mental! Ah, antes que me esqueça! Para saber mais sobre meu trabalho, acesse www.valeriameirelles.psc.br. Use o espaço de comentários abaixo à vontade também. Até breve!

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Foto “Mind and puzzle”, Shutterstock.

Valéria Meirelles
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