Dinheiro e a vida pessoal!Hoje é dia! A famosa Superquarta-feira chegou! Diversos índices muito importantes para o mercado serão divulgados, como o IPCA-15 e, no exterior, a decisão do FED sobre a taxa de juros nos Estados Unidos. Sozinhas, essas notícias já são suficientes para alguns bons artigos (que virão ainda esta semana), entretanto hoje resolvi escrever sobre a importância de investir mais nós mesmos, em nossas qualidades.

Para que um investidor[bb] tenha sucesso, o primeiro passo é criar o hábito de investir sempre. Isso só será possível gastando menos do que se ganha, você deve concordar. Infelizmente, essa não é a realidade da grande maioria dos brasileiros, como o Navarro já comentou em recente artigo sobre endividamento.

Se você se enquadra no imenso percentual de brasileiros que notam que quando o salário cai na conta, ele só serve para cobrir o cheque especial ou o rombo do orçamento causado pelas compras exclusivamente consumistas, talvez seu investimento precise ser diferente. Sim, algo fora do mercado financeiro[bb]. Nessa circunstância, o melhor é investir em você.

Um passo rumo ao sucesso
O primeiro ponto de comum acordo entre nós deve ser o de que renda não quer dizer segurança financeira[bb]. Ao lidar com consultoria financeira, conheci inúmeros casos de pessoas com ótimos salários, mas com gastos maiores ainda. Você já leu essa afirmação em outros artigos, portanto isso não é nenhuma novidade.

Ouso dizer que se ganhar muito e gastar mal fossem as razões dos problemas financeiros da maioria, ainda teríamos gordura de sobra para cortar, o que facilita bastante certas decisões. No entanto, a imensa maioria dos brasileiros vive e convive com renda muito baixa, algo entre um e quatro salários mínimos. Como investir e preparar o futuro[bb] usando tão pouco dinheiro?

Nesta faixa de renda, sobreviver e ter um certo conforto é algo bastante complicado. É o convívio de extremos, onde há dificuldade para manter a família dignamente instalada, alimentada e feliz. Sobreviver faz parte, mas e os luxos, os desejos, o futuro, a oportunidade?

Nesta fase, pensar em alguns luxos como plano de saúde, escola particular ou desfrutar de momentos de lazer é apenas um sonho. Sair do sufoco, comprar uma casa, um carro, parecem ser coisas de outro mundo, de livros de ficção e auto-ajuda. Enfim, será que existe, para este brasileiro, algum tipo de investimento? Sim, existe!

O melhor investimento em um país de tamanha desigualdade é aquele capaz de propiciar especialização e conhecimento, ações capazes de gerar maior renda e uma vida mais próspera. Estou falando do estudo e da qualificação profissional.

Mas e os empregos? Há trabalho?
O Brasil vive uma situação peculiar nos últimos anos. Comparado em geral com o mundo – e também com o próprio histórico do país –, o Brasil apresenta hoje emprego em abundância. Como assim?

Está certo, existem milhões de desempregados por aí – você provavelmente conhece mais de um trabalhador buscando uma nova colocação. Entretanto, existem, em uma proporção considerável, vagas em aberto. Por que? Porque não existem candidatos capacitados para os cargos.

Imagine que o simples fato de entrar em um curso técnico ou faculdade pode lhe garantir um saldo financeiro esplêndido no médio prazo. O fato é que no Brasil de hoje, um país pobre e onde grande parte da população vive de bolsas concedidas pelo governo federal, é chocante constatar, como mostra recente estudo feito pelo Ipea, que sobram milhares de empregos porque falta mão de obra qualificada.

Claro, os problemas mudam de figura: educação de qualidade, custos envolvidos etc. O estudo corrobora uma triste realidade brasileira: a educação vai mal, muito mal. O importante é entendermos e aceitarmos que a realidade do trabalho passa pela especialização, pelo estudo. Vencido esse paradigma, focar a educação certamente dará melhores resultados.

Ter acesso ao ensino e concluí-lo de forma pró-ativa e determinada pode ser (é) seu investimento mais importante e rentável. A partir dele surgirão oportunidades, negócios e boas chances de elevar sua renda. Criar oportunidades – o que, em essência, diferencia os bons dos maus investidores – é o grande poder dado pelo ensino especializado. Invista em você! Sempre!

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Ricardo Pereira é Analista Financeiro Sênior da ABET Corretora de Seguros, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
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Ricardo Pereira
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