Quem me acompanha já deve ter me ouvido falar: sucesso vem da relação direta entre esforço e recompensa. Isso quer dizer que quanto maior o esforço, melhor a recompensa.

Gosta de música? Quer ser um instrumentista virtuoso? Estude até formar bolhas nos dedos, não tem caminho fácil. Quer ganhar muito dinheiro e ter uma vida de luxos? Comece a ralar (muito) e assumir riscos.

Não adianta querer que o dinheiro caia no seu colo enquanto assiste seu time do coração confortavelmente em seu sofá. Pode esquecer! Quer ser o próximo Steve Jobs? Comece a agir como ele!

Pacote completo

É muito comum ouvir as pessoas falando: “eu queria ter a grana de fulano, a casa de sicrano, a aparência de beltrano”. O julgamento sempre baseado na superfície, no palco, naquilo que as pessoas mostram para a sociedade.

A má notícia é que se possível fosse trocar de lugar com alguém, o “acordo” só valeria com o “pacote completo”. Ônus e bônus, direitos e deveres, simples assim. Quer meu carro bacanão? Leva junto o “carnezão” das 60 parcelas a vencer, IPVA, seguro e… umas multinhas que andei levando.

O que quero dizer é o seguinte: querer é só 10% da coisa toda. É preciso fazer! Não adianta lamentar-se por não ser o George Soros, mas não estar disposto a trabalhar e assumir os mesmos riscos que ele.

Não adianta falar do amigo que ganha milhões na bolsa e continuar colocando seu dinheiro na poupança. Einstein já dizia que “loucura é fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

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Eu assumo os riscos, mas o prêmio é todo meu!

Certa vez, um colega me falou algo assim: “Acho normal uma empresa como a Apple fazer muito dinheiro, afinal, eles produzem para isso. O que para mim é uma distorção são as pessoas, como Jobs, ganharem tanto dinheiro. Isso não deveria ser permitido!”.

Não vou entrar no mérito ideológico da frase, ok? Quando ele terminou, eu fiquei atônito por alguns segundos, até processar a coisa toda. Em seguida um alarme disparou em minha mente, acho que foi um leve AVC…

A Apple só existe por causa de dois Steves (Wozniak e Jobs). Os caras começaram o negócio do zero, do nada. Jobs arriscou tudo e mais um pouco do que tinha para perseguir seus sonhos.

Se a empresa quebrasse (enquanto era vivo), o problema seria todo dele e dos acionistas. No entanto, na hora de colher os frutos, tudo deveria ser dividido com você? Quer dizer, o risco é do cara, mas o lucro é seu, meu e de todo mundo?

Para o mundo que eu quero descer! Faz sentido isso? Quem, em sã consciência, empreenderia, inovaria e se arriscaria em um cenário como esse pensado por meu amigo? Provavelmente ainda estaríamos andando indo e vindo usando trens a vapor.

É preciso entender que, de muitas formas, a Apple está devolvendo muito à sociedade: em forma de impostos pagos, as inovações que mudaram o mundo, os milhares de empregos que ela gera. Não é bastante?

Agora, para quem não quer sair da zona de conforto e fazer o que for necessário, é muito simples falar uma bravata dessas. Só se olha para o “oba-oba”, mas e todas as vezes em que a coisa desandou? Ok, dividimos os resultados. Mas se der prejuízo, você também vai ajudar a pagar, certo? Ah, ninguém quer isso.

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Quem não arrisca…

Se você tem esse tipo de pensamento, esqueça! Para ser milionário, a primeira coisa que você deve fazer é pensar e agir como um. Se você não quer correr riscos, e ainda acha que quem corre ganha demais, melhor começar a treinar sua resignação – sua vida vai ser sempre como a que conhece hoje.

Agora, se por outro lado, a relação entre risco e retorno é muito clara em sua mente, parabéns! Já é um ótimo começo. É tudo correlacionado: quanto maior o investimento e o risco, maior o retorno. Simples assim.

Não adianta comprar 3 ações de qualquer empresa e achar que vai ficar rico na bolsa. Não adianta abrir uma barraca de bijuterias na feira hippie da sua cidade e achar que vai ganhar tanto quanto a Vivara. Você precisa querer ser a maior rede de barracas de bijuteria do país.

Pouco importa o negócio. Até vender pipoca pode render milhões (e rende), o que muda é a maneira como se pensa e se faz o negócio. Há quem comece com um carrinho de cachorro quentes já pensando em abrir o segundo, o terceiro e por aí vai (é arriscado e não tem muito glamour no começo). E há aqueles que se acomodam e depois reclamam de quem “deu sorte”.

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Conclusão

Sair da inércia é fundamental. Fazer, arriscar, pensar grande, está tudo no pacote de quem é ou tem chance de ser um milionário. A sorte ajuda quem corre atrás, tão simples quanto isso.

É fundamental conhecer-se muito bem. Desse modo você pode nivelar suas expectativas de acordo com sua capacidade de correr atrás de seus objetivos. Sonhar é maravilhoso. Pensar grande, fundamental, mas ser realista é peça chave para fazer o sonho acontecer.

Sim, afinal o realista sabe que se quer voar, mas não sabe como fazê-lo, está na hora de contratar quem saiba. A grande sacada não é tocar todos os instrumentos, mas ter capacidade de escolher e reger a orquestra. Um abraço e nos vemos em breve!

Renato De Vuono
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