A proposta de reforma da Previdência Social trazer a seguinte definição: trabalhadores homens com até 50 anos de idade terão de aposentar com uma idade mínima de 65 anos. Já para as mulheres a idade mínima será de 62 anos. Para quem estiver acima desta faixa etária, haverá uma regra de transição.

O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) afirma que, neste período de transição, ainda será negociado de quanto deve ser o “pedágio” para que o trabalhador possa se aposentar. Fala-se em algo entre 40% e 50%. Se um trabalhador estiver a um ano da aposentadoria, ele teria de esperar mais seis meses para ter o benefício.

Segundo Padilha, esta regra de transição deve durar 15 anos para interromper a trajetória de crescimento elevado do déficit da Previdência, que neste ano vai checar perto dos R$ 150 bilhões.

O Presidente em exercício Michel Temer, pretende enviar a proposta de reforma da Previdência ao Congresso somente após as eleições municipais de outubro. Até lá também já haverá um desfecho sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff. O julgamento final, no plenário do Senado, começará no próximo dia 29 e deve durar uma semana.

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Mercado espera inflação menor e juros altos

No primeiro Relatório de Mercado Focus, após a divulgação da ata do encontro mais recente do Copom, o documento trouxe mudança nas previsões para o patamar da Selic.

As projeções para a inflação do ano que vem caíram pela quarta semana consecutiva. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (1), pelo BC. De acordo com o documento, a mediana para 2017 saiu de 5,29% para 5,20%. Há um mês estava em 5,43%. Para o IPCA deste ano, as estimativas ficaram congeladas em 7,21% de uma semana para outra – a taxa estava em 7,27% quatro semanas atrás.

A media das projeções do mercado financeiro para a taxa mudou de 13,25% para 13,50% ao ano. Há um mês, estava em 13,25% ao ano. Para o fim de 2017, o mercado seguiu projetando, pela quinta semana consecutiva, uma Selic a 11,00% ao ano.

Renegociação diminui calote de financiamento imobiliário

O aumento de clientes em busca de renegociação das prestações atrasadas da casa própria, e uma maior disposição dos bancos em ouvir as propostas, melhoraram os indicadores de inadimplência do mercado imobiliário no primeiro semestre deste ano.

O calote, medido por dívidas em atraso há mais de 90 dias no financiamento imobiliário, recuou para 1,7% em junho, após se manter em 2,1% de janeiro a maio, de acordo com o Banco Central.

Já o índice de atraso entre 15 e 90 dias retrocedeu. Saiu do pico de 9,25% em outubro do ano passado para 8,76%.

De acordo com o jornal, Folha de São Paulo, a melhora é atribuída por especialistas, não só a uma maior predisposição dos bancos a renegociar as prestações atrasadas, mas também ao aumento dos imóveis retomados pelas instituições no ano passado devido à falta de pagamento dos clientes.

Mercado Financeiro

O mercado financeiro deve começar a semana com cautela. Haverá cuidado com os dados econômicos do Brasil e também do exterior.

O Ibovespa, opera as 10h40 em alta de +0,15% com 57.391. O dólar tem valorização de +0,77%, negociado a R$ 3,26.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom /ABr / Fotos Públicas

Redação Dinheirama
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