Os britânicos tomaram nesta quinta (23) a decisão histórica de se separarem da União Europeia, o bloco político e econômico que hoje congrega 28 países e cuja adesão por parte do Reino Unido foi feita em 1973. O processo ainda precisa passar pelo Parlamento, mas um veto pelos legisladores é considerado suicídio político.

A negociação da ruptura (o Brexit, fusão das palavras “saída” e “britânica” em inglês) deve levar dois anos.

Com os votos dos 382 distritos do Reino Unido apurados, a opção por deixar a União Europeia venceu por 51,9% a 48,1%, abalando mercados financeiros e provocando uma onda de choque e incredulidade global.

Após ser derrotado no plebiscito, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou que irá deixar o cargo. Cameron afirmou que poderá permanecer no posto pelos próximos três meses, deixando a cadeira em outubro, quando acontece a conferência anual de seu partido.

“Eu irei fazer tudo que puder como primeiro-ministro para firmar o navio durante as próximas semanas e meses, mas eu não acho que seria certo para mim tentar ser o capitão que orienta nosso país para seu próximo destino”, disse em pronunciamento, acrescentando que irá participar da cúpula da União Europeia na próxima semana para explicar sua decisão.

Pouco após o fechamento das urnas, em post no Twitter, Cameron, que era o líder da campanha pró-UE agradeceu o apoio da opinião pública. “Obrigado a todos que votaram para manter o Reino Unido mais forte, mais seguro e melhor na Europa”, disse o premiê.

Para Meirelles situação econômica do Brasil é dramática

O Brasil vive momento da maior importância porque chegou a um ponto de decisão, de acordo com Henrique Meirelles, ministro da Fazenda. “Esse ponto é agonizado pela nossa crise econômica. Dependendo dos resultados desse ano, nós teremos a maior recessão economia brasileira desde que começou a ser medido o PIB em 1992”, afirmou ele, durante palestra no CIAB, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

De acordo com ele, a crise atual é pior que a de 1929 e levou o desemprego ao patamar atual, de mais de dez milhões de desempregados no Brasil. Lembrou ainda que o cenário atual contamina o processo de funcionamento da economia, com aumento “muito grande” de incertezas, declínio nas decisões de consumo, investimento e contratação. “Tenho recebido setores da economia, industriais, por exemplo, que reportam ociosidade acima de 40%. É uma situação dramática na economia. Há pátio de fábricas parados, com investimentos recentes, em 50% de sua capacidade”, destacou Meirelles.

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Governo vai retomar parte de obras paradas do Minha Casa, Minha Vida

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciou a retomada das obras de 4.232 unidades do Minha Casa, Minha Vida, pertencentes à faixa 1 do programa, que atende famílias com renda mensal de até R$ 1.800. As obras de outras 67 mil unidades já contratadas ainda estão paralisadas.

O governo escolheu retomar primeiramente as obras mais avançadas e, consequentemente, com menor custo. Apesar disso, a retomada deve custar ao governo cerca de R$ 263 milhões até a entrega das unidades.

Para destravar o andamento das outras unidades, o Ministério depende da liberação de recursos por parte do governo federal. Segundo Araújo, não devem ser contratadas mais unidades na faixa 1 até que essas obras sejam retomadas.

Estados querem rever pagamento de outras dívidas com a União

Governadores de alguns Estados, principalmente do Nordeste, vão levar ao governo federal o pedido de novos benefícios para reduzir o pagamento de dívidas com a União.

Essas questões devem ser analisadas caso a caso e não significam um entrave ao acordo fechado nesta semana para adiar o pagamento dessas dívidas.

Na reunião de segunda-feira (20), o governo aceitou analisar a inclusão de mais duas linhas de crédito do BNDES (banco estatal de desenvolvimento) no conjunto de débitos alvo da renegociação. Uma delas, usada para financiar a construção de estádios para a Copa do Mundo.

O presidente interino Michel Temer já sinalizou que deve atender ao pedido, que depende da análise jurídica do BNDES.

“Acredito que o presidente interino Michel Temer vai determinar a inclusão dessas duas operações, porque, senão, será uma injustiça com os Estados que liquidaram suas operações antecipadamente”, afirmou o secretário de Fazenda do Ceará, Mauro Benevides Filho. O Ceará quitou a dívida renegociada em 1997 com a União em 2013, mas ainda deve R$ 2 bilhões para o BNDES.

Ministro diz que taxação de exportadoras do agronegócio é “loucura”

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, classificou como “uma loucura” e um “abraço de afogado” a ideia estudada pelo governo federal de taxar as vendas externas do agronegócio para financiar uma reforma da Previdência.

“O setor da agricultura e da agroindústria é o que mais tem contribuído para a economia brasileira, para o equilíbrio das contas públicas e, portanto, penalizar quem está sendo eficiente é uma loucura, é um tipo de abraço de afogado”, disse o ministro logo após audiência no Senado, onde falou sobre as propostas para a Pasta.

Maggi disse que desconhecia a proposta, revelada hoje pelo Estado, e que o assunto não foi tratado na reunião que teve ontem com a cúpula do governo e com o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB).

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Mercado Financeiro

A saída do Reino Unido na Zona do Euro caiu como uma bomba nos mercados ao redor do mundo, gerando muita volatilidade.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h56 em baixa de -3,37 com 49.823 pontos, enquanto do dólar subia +0,82% sendo negociado por R$ 3,37.

Redação Dinheirama
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