Rentista é o significado que se dá para aquele que vive de renda, de rendimentos. São investidores com perfil “em tese” mais conservador, que investem em títulos do tesouro, fundos de investimentos atrelados a taxa de juros do país, CDB´s e outros ativos deste mesmo perfil.

E agora?

Na semana que passou, muitas indicações vieram da equipe econômica do governo Temer sinalizando que a taxa de juros começará sua trajetória de queda.

A taxa de referencia atual é de 14.25% ao ano e para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que ocorrerá nos dias 18 e 19 de outubro, espera-se que essa taxa já recue 0.25 pp. após mais de 1 ano mantida no patamar atual.

Desta forma, podemos indicar que há uma nova era no país. Uma era em que os rentistas já se questionam como será daqui para frente.

A expetativa para 2017 da taxa de juros, segundo fortes indícios do mercado, é que poderia recuar para o patamar de cerca de 10% ao ano, ou seja, em poucos meses poderemos ter uma forte queda pela frente.

Sendo assim, quais oportunidades podemos começar a olhar? Qual o futuro dos títulos do Tesouro? O que podemos esperar para os fundos de investimentos?

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E os preços dos imóveis, começarão a reagir? Ou ainda ficarão um tempo no marasmo em que se encontram? As empresas do setor vão continuar buscando vender seus estoques ao invés de realizar novos lançamentos?

É bem verdade que muitos desses fatores dependerão de medidas de ajustes fiscais. Medidas essas que deverão ser votadas no Congresso Nacional nos próximos meses.

Isso será determinante para a retomada econômica do país. Por outro lado, os indicadores de confiança já apresentam melhora nos últimos meses, o que, sem dúvida alguma, já é um bom sinal.

Oportunidades

Como descrevi acima sobre o cenário e já respondendo a dúvida de muitos investidores, os títulos do Tesouro Selic seguem sendo a melhor recomendação para o curto prazo, em virtude principalmente da possibilidade de resgate diário dos recursos sem a preocupação da perda do capital investido ao longo do investimento.

Aqui vale lembrar que este título se rentabiliza de forma diária e mesmo com a expectativa de recuo da Selic não há qualquer possibilidade de perdas.

Já para aqueles que seguem visando o longo prazo (acima de 3 anos), sugiro os títulos do Tesouro IPCA, que estão indexados aos indicadores de inflação do país e que mantem o poder de compra do investidor no tempo.

No caso dos CDBs, procure investir em bancos de médio e pequeno, que apresentam melhores taxas de retorno. No entanto, busque sempre se ater ao valor de até R$250 mil por instituição financeira e por CPF garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Obviamente, o período de aplicação também deverá ser observado para essa garantia.

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Para os fundos de investimento, a melhor maneira de buscar informações é através da lâmina mensal divulgada no site do banco ou do próprio fundo.

Ao primeiro olhar, parecerá bastante complicado, mas as principais informações como as taxas cobradas e o histórico de rentabilidade estarão ali descritas. Lembre-se que quanto menor a taxa cobrada, melhor deverá ser seu rendimento no longo prazo.

E os imóveis?

Para finalizar, para aqueles que admiram investimentos no setor ou possuem imóveis, a indicação é que o mercado imobiliário tende a se recuperar apenas vagarosamente.

Em um primeiro momento, as expectativas podem melhorar, mas o reflexo na economia real, e principalmente no setor, ainda deverá vir apenas em alguns meses às novas sinalizações de retomada da economia.

No mercado de fundos de investimento imobiliário (FII) negociados em bolsa, a movimentação pode ser observada também diante das perspectivas. Mas deixarei este tema para outro artigo.

Já a poupança, optei por não incluir neste rol de investimentos, pois considero “poupança” vindo apenas do verbo poupar. É como se estivéssemos guardando dinheiro embaixo do colchão. Poupar e investir são pontos muito distintos.

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Conclusão

Estamos em uma fase bastante interessante do ponto de vista dos investimentos. Novas movimentações deverão começar nos principais mercados.

Novos produtos serão cada vez mais buscados e taxas de retorno continuarão a ditar rumo dos investidores. Certamente podemos afirmar que começaremos uma nova era.

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Nota: Esta coluna é mantida pela Rico.com.vc, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Roberto Indech
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