Olá amigo do Dinheirama! Você já parou para pensar em como você está frente às suas responsabilidades? Não estou falando de ir ao trabalho ou pagar o IPVA, essas são coisas que fazemos automaticamente (ou pelo menos deveríamos) e não causam grandes conflitos ideológicos ou psíquicos; fazemos e pronto.

Refiro-me a algo mais trabalhoso, mais profundo e muito mais dolorido. Antes, quero chamar sua atenção para fatos que mostram como o mundo e as pessoas são avessos a assumir a dor resultante de suas más escolhas.

Os Estados Unidos são conhecidos por ter um sistema legal relativamente rápido e eficiente na defesa dos minoritários em processos de consumidores contra empresas e, desse modo, as empresas são muito mais cuidadosas com seus clientes.

Não é uma verdade universal, pois muitas empresas cuidam dos consumidores simplesmente porque isso é parte de sua cultura. E tampouco é um sistema infalível, já que funciona a base de pessoas.

Parece bonito, não? Mas os EUA também são conhecidos como a “terra dos exageros” e, acredite, não é diferente com os processos judiciais; é uma indústria multimilionária que, de tanto crescer, perdeu sua essência.

Americanos processam uns aos outros por literalmente qualquer coisa, desde cocô de cachorro na grama até acidentes de trânsito, um prato cheio para advogados como o Saul Goodman, personagem de Breaking Bad (se não conhece, vale se informar), que, para dizer pouco, ignora os limites da ética e da honestidade.

Também existem casos de pessoas que criam situações para processarem outras pessoas, ou empresas, e ganharem dinheiro com isso. Processar uma grande e famosa cadeia de fast-food por sua obesidade (ou um grande fabricante de refrigerantes) passa ser algo perfeitamente “aceitável”.

Quando li sobre isso a primeira vez, logo pensei: “Não é possível que esse tipo de processo seja acolhido a ponto de ir a julgamento”. Quando vi que a coisa era séria, percebi quanto eu sou ingênuo. Seria um absurdo se não fosse, de fato, muito triste.

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Hoje percebo que o mérito da discussão estava longe do problema real. Este era apenas mais um indício dessa patologia humana: a fuga da responsabilidade por sua própria vida. Responsabilidade essa que significa aceitar que tudo o que você se tornou é consequência de seus atos; que suas decisões presentes moldarão o seu futuro, e não importa o quanto fuja dele, ele chegará.

Importante, estimado leitor, é dizer que não estou fazendo apologia ao hambúrguer, ao refrigerante ou ao tabaco. Dito isso, ninguém é obrigado a consumir nenhum desses produtos, não interessa quão bonita seja a propaganda; você, e só você, decidiu entrar na loja, escolher o que pedir, entrar na fila, pagar, abrir e comer.

Veja quantas chances você teve de mudar de ideia e, sei lá, comer uma salada ou algo mais saudável. Isso sem contar o tempo que você gastou dirigindo (ou caminhando) até a loja. Fala sério, não dá responsabilizar o Ronald, não é mesmo?

Ninguém precisa dizer para você que colocar o dedo na tomada é perigoso ou que colocar a boca no escapamento do seu carro faz mal. Por isso é triste ver as pessoas se escondendo de si mesmas e delegando esse poder imenso a “coisas” que, sozinhas, sem nossa decisão, não tem qualquer poder de nos fazer mal. Ninguém te obriga a nada, você faz suas escolhas.

Acredite, caro leitor, havia (e ainda há) juízes dispostos a ir adiante com casos como esse que citei alguns parágrafos atrás, dispostos a dar a chancela legal a um transtorno sócio emocional que deveria ser tratado em um consultório e não em um tribunal.

Pior que isso, os envolvidos não percebem o grande mal que esse circo causa, encorajando mais e mais pessoas a arrumarem culpados para seus problemas em vez de batalharem pelas soluções e por mais realização pessoal.

Até quando você vai andar no banco do passageiro de sua própria vida, responsabilizando tudo e todos por seus fracassos? É batido, eu sei, mas seja no mundo a mudança que espera dele. No final, a conta sempre chega. Sempre! Quanto antes se entende isso, melhor se vive.

Que tal parar de apontar o dedo e começar a lutar? Só quando você assumir a responsabilidade por sua vida, e tudo o que vem com ela, a coisa toda fará sentido e haverá chance real de sua evolução como pessoa, e claro, tudo o que vem no pacote: sucesso financeiro, profissional e paz em seu núcleo familiar.

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Estou me alongando mais do que o “normal” nesse texto, pois considero esse assunto fundamental para qualquer pessoa, e ele vem antes de planilhas financeiras, cursos sobre mercado de ações ou como virar mestre no mercado de renda fixa.

De nada adianta saber tudo isso se você não for maduro suficiente para aprender com seus erros; e eles estão aí para isso: nos ensinar. E só estou aqui escrevendo tudo isso porque vivi e ainda vivo esse conflito. Durante muito tempo, responsabilizei meus pais, avós, minha faculdade, o governo e o alinhamento dos astros pelas coisas que, supostamente, deram errado em minha vida.

Só quando me dei conta de que “reclamões” reclamam e “fazedores” prosperam, passei a entender esse senso de responsabilidade. Agora penso diferente: “Se acertar, ótimo, se errar, melhor ainda, terei aprendido algo valioso”.

Sim, eu percebi que estava no caminho errado. Era mudar ou viver uma vida amargurada e miserável emocionalmente. É muito trabalhoso, não se engane; é um acúmulo de batalhas diárias, e muitas delas com mais derrotas do que vitórias.

A cada vitória, felizmente, uma sensação incrível de bem-estar e de propósito, onde, seja errando ou acertando, as conquistas e a responsabilidade são minhas. Isso, meu caro, é libertador!

A situação que vivemos hoje no Brasil é reflexo desse comportamento passivo e conformista, em que todos querem a mudança, mas ninguém luta por ela. Então convido você a assumir o papel principal em sua vida e ser no mundo a mudança que tanto espera dele.

Grande abraço e até a próxima!

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Foto “Happylife”, Shutterstock.

Renato De Vuono
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