O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, prevê que a indústria nacional só volte a crescer daqui a um ano e meio.

Segundo ele, dois fatores devem dificultar uma retomada mais precoce da atividade. O primeiro é a fraqueza do mercado interno, que enfrenta a pior recessão da história brasileira e uma taxa de desemprego que ainda deve superar os 13% no começo do ano que vem.

O outro é a fraqueza das exportações brasileiras, que depende de negociações do governo para abrir mercados.

A balança de produtos manufaturados com o Japão, por exemplo, apresenta um déficit enorme para o Brasil: o país exporta US$ 700 milhões e importa US$ 4,8 bilhões (dados de 2015).

A CNI quer que o governo pressione o Mercosul a abrir negociações para um acordo de livre comércio com o Japão.

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Com menos inflação, diminuição da renda desacelera

O terceiro trimestre deste ano trouxe uma virada na tendência de aceleração na queda da renda do trabalho no país. A diminuição acentuada dos rendimentos registrada nos primeiros seis meses do ano foi interrompida.

Do início da atual crise até agora, o trimestre que acabou em junho marcou o fundo do poço, quando a renda do trabalho caiu 5,6% em termos reais (descontada a inflação), segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE (PNAD).

Os trimestres encerrados em julho e agosto revelam quedas menores em relação aos mesmos trimestres de 2015: -4,8% e -3,7%, respectivamente.

A perda de velocidade na queda dos rendimentos do trabalho e sua eventual preservação são importantes, pois têm impacto direto sobre a capacidade de consumo das famílias e as chances de uma recuperação econômica mais vigorosa no futuro.

Os dados da PNAD mostram ainda quem mais perdeu renda na atual crise e o forte impacto da inflação sobre os rendimentos: quase 75% da queda no poder de compra dos brasileiros se deu pela alta dos preços; o restante, pela perda de ocupação.

A partir de agosto, no entanto, o desemprego passou a ser preponderante para a diminuição da renda real em comparação à inflação, que está em queda, o que ajuda a manter o poder aquisitivo.

Temer recebe apoio no Japão

O presidente Michel Temer afirmou a líderes empresariais do Japão na manhã desta quarta-feira, 19 (horário local), que o Brasil vive um momento de estabilidade institucional e a segurança jurídica – um discurso talhado para tentar atrair mais investimentos japoneses no País.

O encontro aconteceu em Tóquio e foi o segundo compromisso oficial do dia, após um encontro bilateral com o imperador Akihito, que o recebeu na residência imperial.

Depois disso, o presidente se reuniu com o primeiro-ministro do País, Shinzo Abe. “Nós apoiamos a política econômica promovida pelo seu governo”, afirmou o chanceler.

O encontro entre Temer e Abe, também líder do Partido Liberal-Democrata (PLD, direita conservadora japonesa), era o mais importante da agenda oficial da viagem do presidente brasileiro ao Japão.

Foi a primeira vez que um chefe de Estado do Brasil realizou uma visita oficial a Tóquio em 11 anos.

Essa oportunidade foi encarada pelos dois lados como uma chance de apagar a má impressão diplomática deixada pelas duas viagens canceladas de última hora pela ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013 e 2015.

Demonstrando grande abertura ao novo presidente, Abe abriu a reunião bilateral com a presença de ministros dos dois países.

Cerca de uma hora depois, em uma declaração à imprensa, o primeiro-ministro repetiu a avaliação, que pode ser considerada inusual em termos de diplomacia, já que de praxe os governos evitam avaliações sobre temas internos de países parceiros.

“O Japão apoia a política de reformas regulatórias, a criação de novas infraestruturas e o fortalecimento de oportunidades que o presidente Temer está adotando”, disse o premiê japonês.

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Mercado Financeiro

O mercado financeiro se volta para a reunião do COPOM que hoje divulgará se a taxa de juros começa a cair. A expectativa da maioria dos analistas aponta para uma tendência de queda na taxa Selic.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h13 em alta de +0,11% com 63.854 pontos. O dólar registrava alta de +0,04% sendo negociado por R$ 3,18.

Redação Dinheirama
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