Esse artigo não traz uma lista prática do que fazer (ou não) e nem tampouco tem o objetivo de oferecer um manual para ensinar o destino que você deve dar ao seu dinheiro. Afinal, a decisão é sua.

Este texto é um convite. Um convite para fazer uma reflexão pessoal sobre como estamos lidando com o dinheiro no nosso dia a dia. Antes de começar, convido você a puxar pela memória três lembranças boas que te vem à cabeça neste instante. Pensou?

Tenho certeza que as lembranças que você teve agora não estão centradas em coisas, objetos, mas sim em experiências. Pode ser o dia do casamento, o nascimento de um filho ou aquela viagem inesquecível em que você se emocionou ao ver um monumento histórico, um quadro ou uma paisagem que só conhecia por fotos.

As melhores lembranças que temos, em quase todos os casos, não estão ligados ao dia em que você comprou aquela bolsa cara, ou quando saiu da loja com um celular novo, ou do shopping cheio de sacolas depois de mergulhar em uma liquidação.

E tudo isso que falei acima não é sem fundamento. Um pesquisador e psicólogo da Universidade de Cornel, nos Estados Unidos, Dr. Thomas Gilovich, tem estudado a relação entre felicidade e dinheiro há mais de 20 anos.

De acordo com a sua pesquisa, a conclusão é que um dos maiores inimigos da felicidade é a adaptação ou, se preferir, o tal “se acostumar”. Ou seja, quando compramos uma coisa, ficamos felizes, pois conquistamos algo que gostaríamos, mas apenas por um determinado tempo.

Isso porque o que é material passa a fazer parte do dia a dia, é duradouro e se torna mais um item em nossas vidas. É mais uma coisa material que adaptamos aos nossos hábitos. Logo, fica sem graça.

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Gaste mais com experiências (essas sim são duradouras)

O Dr. Gilovich recomenda que gastemos mais tempo e dinheiro com experiências, tais como ir a exposições, fazer atividades ao ar livre, aprender algo novo e, claro, viajar. Compilei aqui bons motivos para você entender porque dedicar mais tempo a esses momentos é tão importante. Acompanhe:

1. A experiência é sua e ninguém tira

Artigos materiais estão ali, podem quebrar, deixar de funcionar e não fazem parte de você. Já as experiências são suas e fazem parte de quem você é. Além disso, elas influenciam em novas atitudes, formas de pensar, comportamento e, claro, no conhecimento.

2. Experiência é o que conecta (de verdade) pessoas e alimenta os relacionamentos

Apesar de hoje em dia ficarmos na mesa de um restaurante conversando ao mesmo tempo em que enviamos uma mensagem no Whastapp (ou olhando o Facebook), o que estamos fazendo nesses dois ambientes, virtual e real? Trocando, compartilhando e consumindo experiências. Seja a foto do jantar, um post sobre política ou o vídeo do cachorro.

3. O tempo passa, as coisas vão, mas a história fica

O seu dinheiro não é infinito (e nem o seu tempo), por isso saiba usá-lo para ter em troca boas experiências, sensações, sejam elas um sabor novo, admirar um quadro de um renomado artista, levar seu sobrinho para ver aquela banda que ele adora, fazer aulas de tênis ou simplesmente ler um bom livro.

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Viagens são inesquecíveis

E antes de gastar dinheiro com coisas, considere planejar uma próxima aventura, descobrir um lugar novo e ter mais uma nova experiência – e não precisa ser em outro país! E se você precisa de um empurrão para a sua próxima viagem ou não vê tantos motivos assim sobre porque é tão importante viajar, listo algumas boas razões abaixo:

  • Conhecer novas culturas. Não precisamos nos estender aqui, né? Viajar é se deparar com novos ambientes, pessoas com modos diferentes de vida, diferentes regras de convívio, costumes, consumo etc.;
  • Autoconhecimento. Lidar com diferentes perspectivas e culturas faz com que tenhamos que olhar para nós mesmos, pois tendemos a comparar nossos hábitos e crenças com os outros. Sem contar que sem o estresse normal do dia a dia não temos tempo e energia para fazer uma autoanálise sobre o que estamos fazendo, se estamos satisfeitos e o que é preciso melhorar. Isso tem um grande valor, pois é uma oportunidade de rever velhos conceitos, mudar prioridades na vida e até mesmo ter um baita insight que pode gerar grandes mudanças no seu futuro;
  • Reforçar relacionamentos. Viajar com família, amigos, namorado(a) e etc. faz com que os laços fiquem mais fortes e é uma grande oportunidade para se desligar dos desentendimentos banais e ver o que há de melhor no outro;
  • Aprender a se adaptar. Estar em um lugar diferente do que estamos acostumados nos força a ter que lidar com situações inusitadas. Mesmo que o roteiro tenha sido muito bem programado, não há como evitar surpresas. Encarar esses momentos novos e tomar atitudes para lidar com essas situações são lições valiosas que levamos para a vida. Saber se adaptar não é simplesmente se acostumar, é aprender, entender e passar a ter novas atitudes frente a diferentes situações ou problemas. Tal experiência a gente leva para a vida toda.

O mundo é muito grande para você deixar de explorá-lo

O tempo é curto, temos muitas obrigações e poucas férias. No final das contas, o que ficam são boas histórias para contar, boas risadas, sensações e satisfação de ter aproveitado o tempo que passamos acumulando lembranças felizes e não coisas.

Por isso, por que não se planejar para o próximo destino? Não precisa ser uma viagem para um outro país. Há muito para se descobrir ao nosso redor. E a dica é olhar para os lugares em que estamos com a visão de um turista. Tente fazer isso e você vai descobrir quantos lugares interessantes estão ao se alcance.

Se você tem uma renda mensal, por mais que tenha muitas contas para pagar, dá sim para viajar.  Basta fazer um bom planejamento financeiro e aproveitar a vida!

Leitura recomendada: Educação financeira: mais lazer e felicidade nas viagens e férias

Se você precisa de um ajuda para se organizar financeiramente para poder realizar mais sonhos e acumular mais experiências enriquecedoras, recomendo a leitura do e-Book gratuito “O Futuro Começa Agora” (clique aqui para download). Obrigada e até a próxima!

 

Daniella Gomes
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