O risco Brasil medido pelo indicador CDS (Credit Default Swap) – um tipo de seguro contra calote – está no menor patamar desde 19 de junho de 2015, quando fechou em 242,84 pontos base.

De acordo com fontes que operam no mercado de dívida externo, o CDS de cinco anos do Brasil atingiu ontem 245,8 pontos. Isso representa uma queda de 2,8%, ou sete pontos porcentuais, em relação ao encerramento do mercado de terça-feira.

O juro negativo na Europa e a contínua percepção de incerteza quanto ao aperto no juro americano seguem motivando investidores a adquirir títulos de países emergentes. O Brasil tem sido beneficiado por esse movimento.

Banco Central Europeu mantém juros

O BCE (Banco Central Europeu) manteve nesta quinta-feira (8) sua política monetária e deixou as taxas de juros em patamares mínimos históricos. A autoridade monetária também prometeu continuar com as compras mensais de ativos de € 80 bilhões até março, pelo menos.

Ao manter a taxa de depósito em território negativo e imprimir dinheiro a um ritmo recorde, o BCE espera reanimar a inflação e o crescimento em uma região afetada por quase uma década de problemas e crises econômicas.

Mas suas medidas não testadas e, muitas vezes, não convencionais e controversas ainda são consideradas insuficientes. A expectativa é de que o BCE forneça ainda mais estímulo antes do final do ano. Isso porque os governos têm fracassado há anos em fazer sua parte para impulsionar o crescimento.

O BCE manteve a taxa de depósito em -0,4%, cobrando dos bancos o dinheiro no overnight. Deixou ainda a taxa de refinanciamento (que determina o custo do crédito na economia) em 0%.

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Retração do crédito está pior do que no auge da crise global

A retração das linhas de capital de giro desde o início de 2015 chega a ser pior que a situação vista após o estouro da crise econômica global, em setembro de 2008.

Isso porque, naquela época, esse tipo de crédito com recursos captados pelos bancos (sem o BNDES) vinha crescendo no Brasil a taxas mensais que chegavam a 7%.

Quando o pânico se instalou nos mercados globais, no fim de 2008 e início de 2009, o saldo de operações de capital de giro chegou a congelar em alguns meses. Ainda assim não houve um movimento intenso de retração, como é percebido agora.

No segundo semestre de 2009, o saldo das operações de capital de giro já crescia em taxas entre 2% e 4%. A recessão econômica que atinge o País desde o início de 2015, aliada à crise de confiança que se instalou em função do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, tornou os bancos mais seletivos.

Em julho deste ano, o saldo das linhas de capital de giro caiu 1,6% ante junho. Desde dezembro de 2014, a derrocada chega a 12,1%. Na prática, o saldo atual de crédito para capital de giro, de R$ 345 bilhões, recuou quatro anos, para níveis de setembro de 2012.

4º lote do Imposto de Renda 2016 é liberado

A Receita Federal libera a partir das 9h desta quinta-feira (8) a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2016.

O lote contempla 2.106.171 contribuintes, que receberão, no total, cerca de R$ 2,7 bilhões. O lote multiexercício contempla também restituições dos exercícios de 2008 a 2015.

Segundo a Receita, 2.176.455 contribuintes terão o crédito bancário depositado no dia 15 de setembro, no valor de R$ 2,7 bilhões.

Desse total, R$ 187,35 milhões serão destinados a contribuintes que, por lei, têm preferência no recebimento da restituição. São 37.916 contribuintes idosos e 4.175 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

A Receita disponibiliza aplicativo para tablets e smartphones, o que facilita a consulta às declarações do IR e a situação do CPF. Com ele, será possível analisar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Mercado Financeiro

O mercado financeiro acompanha com expectativa as sinalizações do novo governo quanto as demandas para retomada da agenda econômica.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h47 em baixa de -0,39% com 59.893 pontos. O dólar caia -0,32%, sendo negociado por R$ 3,20.

Redação Dinheirama
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