Home Finanças Pessoais Riscos e verdades sobre medo que você deve administrar para enriquecer

Riscos e verdades sobre medo que você deve administrar para enriquecer

por Conrado Navarro
0 coment√°rio

Ademir comenta: “Navarro, tenho um problema s√©rio para correr riscos. J√° li v√°rias vezes voc√™ falando sobre a seguran√ßa e a liquidez dos investimentos em t√≠tulos p√ļblicos, mas continuo com medo de retirar meu dinheiro da poupan√ßa. Perdi poder de compra em 2015 e ainda assim tenho receio de me mexer. Pode me ajudar? Obrigado“.

A beleza sobre riscos é que estar vivo já representa um enorme risco! Falar sobre isso é interessante e subjetivo, pois depende da percepção de cada pessoa. Qualquer pessoa pode mudar rapidamente o seu conceito do que é arriscado, dependendo do que experimenta no seu dia e na sua vida em geral.

Situa√ß√Ķes corriqueiras representam risco. Eu caminho praticamente todos os dias para o trabalho e, felizmente, nunca me ocorreu nada de grave. Se eu for assaltado uma √ļnica vez, talvez eu passe a ver meu deslocamento rotineiro como algo bastante perigoso. O que voc√™ faria?

Aceitação de riscos e os prêmios envolvidos

Vamos primeiro explorar um pouco mais a quest√£o dos riscos e nossa avers√£o a eles. A aceita√ß√£o de riscos significa o qu√£o “confort√°vel” √© para voc√™ experimentar uma situa√ß√£o que possa terminar em algo bem diferente daquilo que voc√™ esperava. Resultados possivelmente fora de suas expectativas iniciais geram mais medo.

Para que valha a pena enfrentar o medo e as varia√ß√Ķes poss√≠veis daquilo que era esperado, √© comum esperarmos algo em troca, alguma compensa√ß√£o, seja ela um pr√™mio, um reconhecimento, uma recompensa e coisas desse tipo. Trata-se do cl√°ssico ‚ÄúO que eu ganho com isso?‚ÄĚ, conhece?

Dessa forma, diferentes indivíduos aceitam diferentes riscos em busca de possíveis retornos que façam sentido para eles. Analisar bem tudo isso é o que chamamos de gerenciar os riscos.

A zona de conforto

Aceitar riscos tem total rela√ß√£o com a sua zona de conforto, ou seja, aquele estilo de vida que voc√™ leva todos os dias e considera como sendo “seguro” para voc√™.

Qual o tamanho da sua zona de conforto? Para saber, basta pensar sobre sua avers√£o aos riscos. Quanto mais risco voc√™ aceita assumir, maior √© a sua zona de conforto, pois voc√™ continua se sentindo “confort√°vel” para arriscar.

Por outro lado, se você é uma pessoa que tem muito medo ou que fica ansiosa quando precisa enfrentar alguns riscos, então sua zona de conforto é estreita, e qualquer passo fora dela provavelmente irá gerar sofrimento.

Ao longo da vida, √© bom procurarmos alargar nossa zona de conforto. √Č importante fazer isso respeitando nossos limites, √© claro, mas tomando muito cuidado com o “excesso” de conforto, pois ele pode atrapalhar nosso desenvolvimento.

Quem prefere manter-se em uma estreita zona de conforto faz a op√ß√£o pela “mesmice”, o que pode gerar problemas de autoestima e s√©rias frustra√ß√Ķes diante da vida.

Leitura recomendada: Você tem medo? Que bom, então é alguém normal!

5 Riscos individuais que você precisa administrar

Como forma de complementar o aprendizado sobre riscos e medo, listo abaixo cinco principais riscos que não enfrentamos de forma diligente no dia a dia, mas que têm um potencial muito importante no nosso crescimento:

  1. Risco de procrastinar: a pessoa fica empurrando o assunto para o dia seguinte e nunca o resolve. A maior perda aqui √© do √ļnico bem que n√£o conseguimos recuperar: o tempo. E nos investimentos, o tempo √© um fator muito relevante na obten√ß√£o de ganhos;
  2. Risco de delegar: A pessoa não conhece muito sobre um determinado investimento e, em vez de se informar, simplesmente delega o seu dinheiro para que outra pessoa faça os investimentos para ela (isso ocorre muitas vezes na relação com o gerente de banco);
  3. Risco de segurança: por ter medo excessivo de experimentar novos tipos de investimento, a pessoa aplica seus recursos apenas no que é conhecido, como imóveis ou caderneta de poupança. Termina por perder dinheiro, como ocorre hoje com a poupança, que está rendendo menos que a inflação;
  4. Risco de alocação: por não realizar um planejamento adequado dos recursos que são para o curto, médio e longo prazo, algumas pessoas aplicam o dinheiro que vão usar no curto prazo em produtos que são voltados para o longo prazo e vice-versa. O resultado são problemas de liquidez ou prejuízos por resgate antecipado do dinheiro;
  5. Risco de esquecimento: ocorre quando a pessoa faz o investimento, mas deixa de acompanhar a evolu√ß√£o do mesmo. Como a economia √© din√Ęmica, o que √© bom hoje pode n√£o ser bom amanh√£, resultando em perdas desnecess√°rias de tempo e recursos financeiros.

Leitura recomendada: Novo eBook: Ter uma vida Rica só Depende de Você

Conclus√£o

A melhor maneira de reduzir os riscos em relação aos investimentos é melhorar o seu conhecimento em relação às suas finanças e manter sua zona de conforto em constante expansão. Sempre digo que as pessoas gastam uma energia enorme para ganhar dinheiro, mas curiosamente não se importam em aprender como cuidar bem desse dinheiro.

Foto “jumping”, Shutterstock.

O Dinheirama √© o melhor portal de conte√ļdo para voc√™ que precisa aprender finan√ßas, mas nunca teve facilidade com os n√ļmeros.

© 2024 Dinheirama. Todos os direitos reservados.

O Dinheirama preza a qualidade da informa√ß√£o e atesta a apura√ß√£o de todo o conte√ļdo produzido por sua equipe, ressaltando, no entanto, que n√£o faz qualquer tipo de recomenda√ß√£o de investimento, n√£o se responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes.

O portal www.dinheirama.com é de propriedade do Grupo Primo.