O ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou nesta quarta-feira (29), que a meta fiscal para 2017 deve ter déficit primário superior a R$ 100 bilhões. O número será apresentado ao Congresso Nacional na próxima semana. O ministro ponderou que o número ainda não foi definido. “A discussão da meta está bem aprofundada, o cenário não é fácil, mas ainda não temos um número”, disse.

Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, havia dito que dificilmente a meta fiscal para 2017, que será anunciada pelo governo na próxima semana, trará uma previsão de superávit. “Uma virada tão forte, depois de um déficit de R$ 170 bilhões, seria muito irrealista”, afirmou.

Oliveira afirmou que o governo está fazendo uma ampla revisão das políticas públicas federais. A análise é feita com o objetivo de garantir eficiência às ações do governo.

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou que programas que funcionam devem ser mantidos e ampliados, mas outros precisarão ser extintos com a aprovação da limitação de gastos públicos. “Tem muito programa que não funciona, tem benefícios tributários que não funcionam. Vai ser necessário um pente fino em vários programas públicos”, disse o secretário.

Governo quer fixar meta de inflação em 4% ao ano em 2018

A vontade política do Presidente interino Michel Temer é reduzir a meta de inflação de 4,5% para 4% em 2018, mas a decisão vai depender de uma análise da equipe econômica sobre os cenários e variáveis da economia para determinar se a medida é possível e realista.

A informação é de um assessor presidencial, segundo quem, a redução da meta teria o efeito positivo de mostrar o compromisso do governo atual em buscar uma inflação mais baixa.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o assunto já foi discutido pelo presidente com sua equipe econômica, que informou ao peemedebista que estão sendo feitas projeções para testar se a redução da meta seria exequível.

O assessor presidencial fez questão de destacar que a decisão é da equipe econômica, que só vai tomá-la caso seja viável. Ele disse ainda que Temer confia na equipe de Henrique Meirelles (Fazenda), entende que não existe em economia nenhuma “fórmula mágica” e confia que tudo será conduzido de forma “transparente e realista”.

Aumento do judiciário produziria impacto fiscal de R$ 1,7 bi em 2016

O impacto do reajuste aprovado para servidores do judiciário, segundo o Ministério do Planejamento, seria de R$ 1,7 bilhão em 2016, caso seja aprovado. O valor apresentado pela pasta é cerca de R$ 400 milhões menor do que foi estimado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Os números foram divulgados pelo ministro Dyogo de Oliveira na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, quem garante haver espaço fiscal para o reajuste.

Os senadores convocaram o ministro para esclarecer se o reajuste produziria mais descontrole fiscal no governo. O aumento, de 41,47% para os servidores do judiciário, está na pauta de votação da Casa. Se o Senado aprovar, ele já valerá a partir de agosto.

O reajuste, que será pago em 4 anos, terá maior impacto nos anos seguintes à aprovação, pois, após aprovado, influenciará os vencimentos apenas nos últimos 5 meses do ano.

Nos próximos anos, no entanto, o cenário é outro. Em 2017, a previsão do Planejamento é de um impacto de R$ 4,7 bilhões. Em 2018, projeta gastos de R$ 6,5 bilhões. No último ano de pagamento do reajuste, em 2019, o impacto deverá ser de R$ 9,3 bilhões.

Mercado Financeiro

O mercado financeiro aguarda com cautela os desdobramentos da saída do Reino Unido da União Europeia. Diferentemente do pânico causado na divulgação do resultado do referendo popular, agora, predomina a sensação de proteção por parte das autoridades e dos Bancos Centrais.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava as 11h45, em baixa de – 0,02%  com 50.827 pontos, o dólar, também em baixa de -0,80%, era negociado a R$ 3,21.

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil / Fotos Públicas

Redação Dinheirama
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