John tem 106 anos. É um senhorzinho inglês, avô de meu ex-namorado, e ainda muito lúcido sempre tem algo a ensinar.

Da última vez em que estive com ele, no início deste ano, lembrou da necessidade de aceitarmos certas situações quando elas não podem ser mudadas. “Se podemos mudar é nossa responsabilidade mudar. Se não podemos mudar é preciso aceitar e seguir. Eu estou bem, mas não tenho mais tanta coordenação nas pernas e nem ouço direito. Não tenho como mudar isso, então aceito e procuro ficar bem. Sempre pensei dessa forma”, disse ele.

Minha tia Shirley tem mais de 80 anos. Da última vez em que fui visitá-la, também recentemente, me lembrou da importância da gratidão, dizendo que todos os dias fazia uma espécie de ritual de agradecimento, afirmando que o fato de focar mais gratidão e menos nas queixas certamente a auxiliava a continuar tendo uma vida satisfatória.

Outra história interessante, que já contei por aqui inclusive, é a de um senhor aposentado, sorveteiro, que conheci brevemente enquanto estava de férias no Nordeste.

Tendo sido motorista de ônibus em São Paulo, ele contou que havia se preocupado em cuidar bem do dinheiro a vida toda e que, por isso, havia comprado um terreno, construído uma casa para alugar e receber renda passiva, havia investido na educação da filha, que conseguiu se graduar, e estava no Nordeste para ter mais qualidade de vida e gastar menos durante a aposentadoria. O carrinho de sorvete era um extra. “E me ajuda a caminhar e a conversar com as pessoas”, contava ele.

O que você pensa quando lê essas histórias? Eu certamente penso no quanto os anos de vida podem ensinar a alguém, basta que este alguém esteja aberto.

Nenhum dos três chegou a estudar muito nem fazer faculdade, nenhum dos três têm diplomas para apresentar e nem fez cursos na área de inteligência emocional para entender da importância da gratidão, equilíbrio financeiro ou resiliência. Mas provavelmente sabem muito mais que muitos diplomados!

Aprender com equilíbrio

Eu adoro estudar e volta e meia estou procurando um curso aqui e outro ali para fazer. Às vezes até tenho que me dar uma pausa, pois estou sempre atrás de algo para aprender enquanto deveria, sim, tirar um tempo para descansar a mente.

Outro dia estava conversando com um amigo sobre um fato engraçado: Quanto mais sabemos, mais sabemos que não sabemos. Deu para entender?

Sim, porque quando começamos a nos aprofundar mais em determinados conhecimentos, também passamos a perceber o quanto somos pequenos diante de um universo enorme. E é por isso que aprender requer equilíbrio.

Não dá para saber tudo, sempre haverá alguém sabendo mais que a gente. E não dá para aprender tudo só na teoria. É preciso teoria e prática para que o aprendizado seja mais completo!

Aprendermos com as histórias de outras pessoas

Algo que considero muito importante é estarmos abertos para ouvir as histórias de outras pessoas. Cada ser humano é um universo e carrega dentro de si uma série de coisas tão importantes que muitas vezes nem ele mesmo sabe.

Quantas vezes não precisamos ouvir dos outros alguns comentários que não fazemos para nós mesmos, não é verdade? Mas também é preciso escolher o quê e quem ouvir.

O que quero dizer é que há tempo para aprender com os livros e há tempo para aprender com a vida, seja na nossa prática seja na prática dos outros. E encontrar um equilíbrio neste aprendizado é muito importante, assim como não ter preconceitos de qualquer forma na hora de aprender.

Grandes lições

Pense em alguém que você conhece e que, apesar de não ter um aprendizado acadêmico para mostrar, foi responsável por muito do seu próprio aprendizado na vida.

Certamente há alguém! E se essa pessoa fez parte da sua infância, como um pai, mãe ou avós, há grandes chances de que esteja influenciando até agora boa parte de seus comportamentos e crenças na vida adulta. Interessante, não?!

Entender que somos uma mistura de conhecimentos e que esses conhecimentos vão se somando e se multiplicando ao longo da vida é essencial para alcançar um caminho de melhorias em todos os sentidos.

Preste mais atenção ao seu redor nas pessoas que podem ensinar as lições que aprenderam ao chegar onde estão hoje. E se você também quer chegar lá, esteja aberto para perguntar e para ouvir. Fará diferença certamente!

Janaína Gimael
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