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Satisfação profissional ou sucesso financeiro?

por Bernadette Vilhena
3 min leitura

Satisfação profissional ou sucesso financeiro?Há alguns dias presenciei uma conversa muito interessante entre alguns alunos do ensino médio em ano de vestibular. O tema desse papo animado era “satisfação profissional versus ganhos financeiros”. Uns defendiam a vocação profissional, a felicidade de cursar a faculdade dos sonhos e outros alegavam ser o fator financeiro o ponto chave para definir qual carreira escolher. Dá para perceber que o debate não trata do “certo ou errado”, mas de preferências individuais e valores.

Bem, não resisti e resolvi dar minha opinião lançando a seguinte pergunta: será que não é melhor pensar em unir competência profissional e geração de renda? Assim, acho que consegui mostrar um outro lado da história! Um lado que requer dedicação, foco e planejamento estratégico. O dilema, trabalhar no que gosta ou ganhar dinheiro[bb], é muito comum nos jovens, mas também está presente nos profissionais com anos de estrada.

Resolver essa situação é tarefa que demanda aperfeiçoamento profissional constante, uso do marketing pessoal, uma boa rede de contatos e, principalmente, autoconhecimento. Tenho falado muito em competência e mercado de trabalho em meus artigos aqui no Dinheirama. O objetivo é proporcionar ao leitor oportunidade para autoavaliação e autocrítica. Somente quando sabemos quem somos, quais são nossas potencialidades e fraquezas poderemos chegar onde queremos, concordam?

Entendo que a satisfação financeira deve ser consequência de uma vida profissional bem direcionada. É como o Navarro fala em seu livro “Vamos falar de dinheiro?”: “Você merece viver em paz com seu dinheiro”. Assim, antes de pensar em separar sua vida financeira do trabalho que sempre desejou, procure estabelecer metas e ter um plano pessoal de vida que reúna essas duas perspectivas. O resultado será bem melhor, garanto! Para ajudar você nessa construção irei continuar abordando o assunto competência.

Outra dimensão da competência: a habilidade
Já sabemos que o conhecimento é um dos pilares da competência, o que já foi discutido no artigo “O conhecimento dentro da competência”. Mas, para ser competente em algo é preciso também ter habilidade. Todos nós somos hábeis em inúmeras situações, e isso pode ser percebido desde criança. É o nosso melhor jeito de fazer algo. Uns com habilidade lógica, outros com habilidade de comunicação, habilidades musicais e esportivas.

Ter habilidade é como ter uma chave de acesso para realizar uma ação com qualidade. No ponto de vista do consultor Enio Resende, habilidade é uma melhor maneira de agir, de aplicar conhecimentos e fazer coisas. Habilidade designa ação, é o saber fazer.

O trabalho realizado pelas instituições de ensino, desde os primeiros anos de vida da criança, tem como foco o desenvolvimento de habilidades. Os profissionais do ensino fornecem os conhecimentos necessários para o desempenho satisfatório das atividades, e é na prática que o saber fazer é desenvolvido. Durante aulas práticas, na resolução de exercícios, nos estágios, no cotidiano escolar e familiar é que surgem as primeiras oportunidades para descobrir as habilidades e desenvolvê-las.

Um exemplo de desenvolvimento de habilidades é o que presenciamos na carreira dos atletas. Pensando nesse universo pergunto a vocês: por que alguns nomes são destaques nesse meio se todos têm habilidades similares?

César Cielo, Hortência, Pelé, Daiane dos Santos e Tande são alguns nomes relevantes nesse meio. Vejam o exemplo de Oscar Schimidt, um ícone no mundo do basquete. Ele foi o maior cestinha da sua época porque era metódico e muito dedicado. Enquanto todos iam para casa após o treino diário, ele permanecia em quadra aperfeiçoando seus arremessos. Com isso ampliou muito sua habilidade com a bola e, consequentemente, seu sucesso na carreira!

A habilidade dentro das empresas
O esporte e o ambiente profissional possuem algumas similaridades. Notem que as empresas são compostas por funcionários com habilidades semelhantes. Mas todos nós conhecemos alguém que se destaca. E por quê? Certamente, essa pessoa, assim como Oscar, “lapidou sua habilidade” e fez dela seu diferencial. As empresas sabem da importância desse tipo de profissional e muitas já possuem programas para retenção desses talentos.

Esse diferencial pode estar presente no alto índice de vendas[bb] atingido por um funcionário, o que demonstra habilidade de negociação e persuasão. Ou naquela auxiliar administrativa que, em poucos anos, tornou-se gerente de RH graças à sua dedicação aos estudos e sua habilidade na condução de equipes. Os exemplos são muitos e esse sucesso está à disposição de todos que o buscarem!

Outro ponto muito importante no mundo empresarial e que merece atenção: o mercado também procura profissionais com habilidades comportamentais. É isso mesmo! Tão importante quanto o conhecimento e a habilidade técnica é a habilidade de saber relacionar-se. Por isso são observados, desde a fase de seleção de pessoal, aspectos como o desempenho em situações de estresse, resolução de conflitos, assertividade, habilidade de trabalhar em equipe e etc.

Agora pense em você, na sua história pessoal e procure identificar as habilidades que possui. Em seguida busque meios para melhorá-las. Talvez a lista a seguir ajude um pouco:

  • Habilidade para cálculos;
  • Habilidade de trabalho em equipe;
  • Habilidade ao lidar com conflitos;
  • Habilidade manual;
  • Habilidade de negociação;
  • Habilidade analítica e interpretativa de fatos;
  • Habilidade de expressar-se com lógica e clareza;
  • Habilidade de persuasão;
  • Habilidade organizativa;
  • Habilidade adaptativa.

Sugiro que coloque-se diante deste raciocínio: quando compreendo meu modo de agir, quais os conhecimentos que tenho e quais são minhas habilidades, sou capaz de decidir qual o melhor caminho a seguir. A decisão pode girar em torno da faculdade que pretende cursar ou do novo trabalho que irá procurar. O importante é unir realização profissional e satisfação financeira[bb] – e isso é possível!

Um conselho: o primeiro passo é querer fazer, ter atitude! Assunto para o próximo artigo. Até lá!

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Bernadette Vilhena é pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas. Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.

Crédito da foto para stock.xchng.

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