Saúde e dinheiro: como fica o bem estar físico, mental e financeiro?Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a definição da saúde é um estado completo de bem estar físico, mental e social. Essa definição já gerou algumas críticas, pois não gera “metas” a serem atingidas. O raciocínio por trás da polêmica é simples: o que para alguns pode significar o ápice do bem estar, para outros pode ser só o começo.

Existe, também, uma segunda definição, criada pela própria OMS, que pode ser considerada mais tangível: “A medida em que um indivíduo ou grupo é capaz, por um lado, de realizar aspirações e satisfazer necessidades e, por outro, de lidar com o meio ambiente”. A saúde é, portanto, vista como um recurso para a vida diária, não o objetivo dela; abranger os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas, é um conceito positivo.

Bom, quando se fala de recursos, nós temos os recursos naturais, como a terra em que podemos plantar, nossos recursos (nossa saúde e disposição para realizar as tarefas) e o recurso criado pelo homem, que se chama dinheiro. Segundo o último censo, 84% dos brasileiros vivem em áreas urbanas – logo, não deve sobrar muito espaço em seus apartamentos ou casas para se plantar alguma coisa.

Só sobra realmente o recurso do dinheiro para satisfazer suas necessidades (algumas básicas, como comer e ter onde morar). E assim ter saúde, que é um recurso para a vida diária. Assim, fica mais óbvia a chance de fecharmos um ciclo, que seria de saúde, dinheiro, nossas metas sociais, saúde…

A falta de dinheiro pode causar um rompimento nesse ciclo. A maneira com a qual lidamos com esse recurso é de grande importância para o nosso bem estar. As empresas, através de seus departamentos de Recursos Humanos, além de se preocupar com a saúde e o ambiente de trabalho onde seus funcionários passam a maior parte do dia, já começam a se preocupar com a saúde financeira de seus colaboradores. Ter uma “dieta” saudável com o dinheiro e tão importante quanto ter uma boa dieta alimentar (dieta não precisa significar corte, mas sim equilíbrio).

É comum encontrarmos muitas pessoas que não tem um plano para o seu recurso, que são elas mesmas. Só precisam de sua saúde para levantar, trabalhar, cumprir suas tarefas e pronto. Daí, de repente, o corpo começa a emitir sinais de desgaste, de “falta de uso” de algumas partes. Quem nunca ouviu a famosa frase “problema de junta”, que todos dizem na primeira lesão?

Alguma semelhança com o dinheiro? Mera coincidência? Eu diria que é difícil formular uma pergunta tipo “a falta de saúde gera a falta de dinheiro?” ou “a falta de dinheiro gera a falta de saúde?”.

Em nossa sociedade tão ligada ao social de cada um, onde cada dia mais as pessoas gostam de usufruir do recurso “dinheiro” sem realmente possuí-lo (através de créditos, financiamentos e parcelas), fica o alerta para parar, refletir e, quem sabe, começar uma dieta voltada para o seu bem estar.

Procure olhar a questão a partir de uma ótica mais objetiva: se um dia o recurso “dinheiro” faltar, como vai ficar a sua saúde?

Foto de sxc.hu.

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