O Ministério do Planejamento, divulgou nesta quinta-feira (20), comunicado confirmando que vai enviar ao Congresso projetos de lei para dar aumento de salário a 10 categorias de servidores públicos federais. Os reajustes vão ser escalonados entre 2016 e 2019.

Os beneficiados são Auditores-fiscais e analistas-tributários da Secretaria da Receita Federal; Auditores-fiscais do Ministério do Trabalho; Médicos Peritos do INSS; Polícia Federal (Delegado, Perito, Escrivão, Papiloscopista e Agente); Polícia Rodoviária Federal; Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes; Analista Técnico de Políticas Sociais (ATPS); Analista de Infraestrutura e Perito Agrário do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

De acordo com o comunicado, os acordos entre essas categorias e o governo foram firmados entre fevereiro e maio e, agora, eles serão oficializados com o envio do projeto ao Congresso, que é de fato o órgão que pode autorizar os aumentos. A maioria das categorias fez greve ou ameaçou fazer no período.

Petrobras, Vale e Siderúrgicas valorizam R$ 60 bi no primeiro semestre

Castigadas por investidores nos últimos anos, Petrobrás, Vale, Gerdau, Usiminas e CSN recuperaram, no primeiro semestre, R$ 60,3 bilhões em valor de mercado. A petroleira liderou o movimento, com recuperação de R$ 37 bilhões, seguida da Vale, com ganho de R$ 15,8 bilhões em relação ao fim de 2015, segundo a Economática. Combalidas por problemas que extrapolam a fronteira financeira e operacional, elas ganharam fôlego com a alta dos preços dos metais e do petróleo, mas analistas consideram o cenário nebuloso para a segunda metade do ano.

A melhora nos papéis das cinco empresas é creditada em parte à superação de expectativas no cenário macroeconômico, que indicavam baixas nas commodities. A preocupação era quanto ao desempenho da economia da China e a uma possível alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que poderia valorizar o dólar.

Tesouro Direto cresce 78% em um ano

As vendas de títulos públicos no programa Tesouro Direto somaram R$ 1,284 bilhão em junho, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira, 21, pelo Tesouro Nacional. Já os resgates totalizaram R$ 524,8 milhões no mês passado.  Com isso, o estoque do Tesouro Direto chegou a R$ 32,8 bilhões em junho, um aumento de 3,5% em relação a maio, quando estava em R$ 31,7 bilhões. Na comparação com junho de 2015, o crescimento foi de 78,7% em relação aos R$ 18,3 bilhões de estoque de um ano atrás.

Os títulos remunerados por índices de preços continuam respondendo pelo maior volume no estoque, com 61,8%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic (20,6%) e os papéis prefixados (17,5%). A maior parte dos títulos tem prazos de vencimento entre 1 e 5 anos (58,4%).

Mercado financeiro

O mercado financeiro trabalha com cautela, refletindo o cenário externo onde os bancos centrais do Japão e zona do Euro emitem sinais de que não deverão elevar os estímulos. No Brasil, a semana termina com a divulgação da ata do COPOM que manteve a taxa básica de juros em 14,25% ao ano, atendendo a expectativa do mercado.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, opera as 12h25 em alta de +0,16%, com 56.729, enquanto o dólar registra alta de +0,03%, negociado a R$ 3,29.

Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil / Fotos Públicas

Redação Dinheirama
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