Simples erros financeiros, muitas consequênciasEm primeiro lugar, Feliz Ano Novo a todos! Muita paz, amor, saúde, trabalho e Dinheirama! Estou tentando listar quais são os nossos maiores erros financeiros[bb]. Sei que são inúmeros e no último artigo listei os erros comuns e que devem ser consertados em 2009. Mas tem mais. Pesquisei, pensei e questionei amigos e achei mais alguns. Sim, são erros pequenos, cometidos muitas vezes sem pensar, mas que fazem muita diferença.

Com o tempo espero descobrir mais e, neste sentido, peço ajuda de vocês. Estamos diante de uma ótima oportunidade de discutir aspectos importantes da vida financeira cotidiana. Vejamos o que considero errado:

1. Ter cartões de crédito de lojas de varejo. Não consigo ver nenhuma vantagem neles:

  • Funcionam da mesma forma que outro cartão de crédito qualquer;
  • Não podem ser pagos em rede bancária. Ou seja, devemos ir novamente à loja para pagar a fatura. A cada ida nas lojas novos modelitos chegam, promoções surgem e… pimba! Saímos com uma nova sacola;
  • Anunciam o pagamento em até em 8 parcelas fixas. Mas a brincadeira é que dentro dessas parcelas fixas existem juros de até 6% ao mês!

Ora, por que ter mais um plástico na carteira? Vamos lá, coragem! Corte todos eles!

2. Pagar mais por itens básicos. As mulheres fazem isso com mais freqüência: a ansiedade as consome e elas acabam fazendo comprinhas no horário do almoço, param em qualquer loja para comprar um creme e por aí vai. Vejo que os homens fazem isso por acreditar na praticidade. Acham mais prático comprar no lugar mais fácil e acabam não ligando para os preços. Quem não compra um vinho na adega da esquina para não ter que entrar em um hipermercado?

Lembrando de hipermercados, é muito importante ter uma lista de compras a fazer. Exercitar a capacidade de se limitar às necessidades escritas na lista é bem difícil, mas não impossível. Saber quanto custa o mesmo produto no concorrente pode nos fazer economizar bastante – e só é preciso levar o jornal publicitário, pois nas grandes redes a diferença dos dois preços é devolvida no próprio caixa.

3. Não se relacionar com as pessoas certas. Parece chocante, mas é a pura realidade. A influência que os nossos amigos têm perante nós é muito grande e por isso não podemos perder tempo. E tendemos a nos esforçar para manter contato com aquelas pessoas que nos trazem benefícios em todos os sentidos: que nos fazem bem, nos divertem, estão conosco nos bons e maus momentos etc.

Por que não fazer o mesmo com a sua saúde financeira? Trocar experiências, informações importantes e idéias sobre o mercado financeiro[bb] pode ser razão para uma conversa muito agradável. Se você não tem ninguém com quem conversar sobre isso, inicie! Traga seus amigos a esse mundo e você verá como fará bem a todos!

O próprio Warren Buffett[bb] disse:

“Aprendi que vale a pena andar com pessoas melhores do que você, pois elas fazem você melhorar seu nível. Se ficar andando com gente que se comporta pior que você, logo, logo estará rolando ladeira abaixo. É assim que funciona” (SCHROEDER, A. Bola de Neve – Warren Buffett e o negócio da vida. 2008: p. 172)

4. Não levar a dívida do cartão de crédito a sério. Não é só pagar o mínimo do cartão todo mês, mas sim considerá-lo uma dívida fixa. É muito difícil ter o mesmo gasto todos os meses, portanto controlá-los é essencial. E, para quem não reparou, vou mostrar a realidade. Tenho um cartão Unicard Unibanco e veja a informação passada na fatura:

“Encargos máximos para financiamento da próxima fatura: 15,99% am + IOF nos termos da legislação aplicável”

Isso significa que, se eu pagasse o mínimo neste mês, no mês que vem minha fatura acumularia 15,99% a mais somente de juros. Alguém acha isso pouco? Para piorar, o CET (Custo Efetivo Total, informação obrigatória que as instituições financeiras devem disponibilizar ao cliente informando cada item pago por ele dentro da operação de crédito) do rotativo chega a 541,19% ao ano. Não preciso falar mais nada, não é mesmo?

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Mariana Prates é economista pela PUC-SP e pós-graduanda em Administração de Empresas pela FGV. Trabalha em precificação de Empréstimo em Folha e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.

Crédito da foto para stock.xchng.

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