Sistema de crenças e os bloqueios ligados ao dinheiroA complexidade do mundo e o tempo escasso dificultam o conhecimento de alguns mecanismos sabotadores da realização pessoal em diversas esferas da vida. Dentre esses mecanismos internos, conscientes ou não, está nosso sistema de crença pessoal.

Crença é tudo o que concebemos como verdade, é o conjunto de ideias que temos sobre tudo. Desde nosso nascimento recebemos informações e, com o tempo, passamos a tirar conclusões dos fatos que acontecem. O resultado dessa análise é o nosso sistema de crenças, conjunto de conclusões que temos como nossa verdade.

Formamos nossas crenças durante toda a vida, mas é na infância onde é constituída a maior parte delas. Elas são geradas por aprendizagem, através dos ensinamentos dos pais, da religião, das pessoas mais próximas a nós.

Nossas crenças dão significado aos fatos que acontecem em nosso cotidiano. É importante lembrar que cada indivíduo possui seu próprio sistema de crenças, já que elas são resultado da singularidade humana.

Algo que precisamos entender é que temos a forte tendência a achar que somente nossas crenças são verdadeiras, esquecendo com facilidade a singularidade do outro. Muitas vezes, esse esquecimento é o causador das relações difíceis – as crenças nos fazem sentir e agir de acordo com o que acreditamos.

Crenças limitadoras

Ter crenças faz parte da existência, a atenção precisa ser dada quando elas tornam-se limitadoras do nosso potencial para realizar algo e sermos mais felizes.

Como exemplo, podemos citar as crenças de merecimento. Acontece toda vez que sentimos que não somos merecedores, não podemos ser felizes, que isso “não nos pertence”.

Essas crenças estão ligadas a fatos vividos e como eles foram assimilados, ficando lá guardados no inconsciente. Toda vez que surge uma oportunidade de crescimento, a crença limitadora entra em ação e sabota nossas intenções.

De maneira muito sutil, elas costumam se mostrar através de frases como “Isso não é para mim”, “É muita areia para meu caminhão”,  “Isso não combina comigo”, “não nasci para isso” e por ai vai.

O sistema de crenças acaba funcionando como nosso protetor. Podemos lembrar sobre as referências das relações afetivas: caso, na infância, o indivíduo presencie muitas discussões e tristeza entre seus pais, ele acaba assimilando que ter um parceiro traz sofrimento e, quando adulto, ele sempre se envolve em relacionamentos complicados, ou por medo não se envolve com ninguém.

O dinheiro: um alvo fácil das crenças limitadoras

Nas questões envolvendo dinheiro, essas crenças limitadoras são mais comuns do que pensamos. Por conta do hábito de muitas pessoas enxergarem esse recurso finito com negatividade, certas crenças vão se propagando.

As crianças, por exemplo, absorvem e levam para a vida adulta concepções que limitam as inúmeras possibilidades de crescimento profissional e retorno financeiro. Prova disso são as expressões tão facilmente propagadas, como:

  •  “Dinheiro não traz felicidade”;
  • “Lave as mãos, pois o dinheiro é sujo”;
  • “A dificuldade de um rico entrar no céu”;
  • “Nasci pobre e morrerei pobre, é a vida”;
  • “Isso não é para nós”.

Ao assimilarmos essas concepções como verdadeiras passamos inconscientemente a trabalharmos para não sermos merecedores de uma renda confortável, pois afinal quem quer ser infeliz ou não ir para o céu?

É bom saber que o dinheiro é uma energia neutra, nós é que o concebemos como bom ou mal.

O primeiro passo para eliminar as crenças limitadoras é saber que elas existem e que nem sempre a reconhecemos. Para provocar o conhecimento sobre ela, procure ouvir a si mesmo. As palavras, frases e pensamentos recorrentes são indicativos das suas crenças.

Muitas vezes, não aceitamos um trabalho novo, um relacionamento novo por autossabotagem, que é resultado de nossas crenças. Procure conhecer melhor sua história, rever pontos que te incomodam e ter sempre pensamentos e atitudes positivas. Lembre-se sempre das palavras geradoras: querer, poder e conseguir.

Afinal, o destino de todos nós é a evolução e a paz! Concorda? Como você vê essas questões? Abraço e até o próximo artigo.

Foto de freedigitalphotos.net.

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