Sociedade é igual casamento. E só quem tem ou teve um sócio sabe do que estou falando.

Sócio é aquele que vai dividir o peso do negócio com você e aproveitar as vitórias. Também é aquele que vai te ajudar a encontrar soluções quando for necessário e dar a cara para bater sempre que for preciso.

É alguém com quem você terá que conviver diariamente e encarar com ele dias bons e ruins. E se é praticamente como ter um marido ou esposa, vamos à seguinte pergunta: como você escolhe esta pessoa tão importante?

Certamente não pode ser baseado em respostas rápidas do tipo: “Ah, ele também estava a fim de tentar” ou “Ele é meu amigo de infância” ou, ainda, “Adoramos ir para a balada juntos, então também deve funcionar bem no dia a dia de um negócio”.

É certo que não dá para ter garantias totais quando se fala em sociedade ou parcerias, mas algumas coisas podem ajudar muito a fazer uma escolha um pouco mais consciente.

Já tive sócio e também já tive parceiros. A sociedade durou 6 anos (digamos que mais até do que muitos casamentos nos dias de hoje) e as parcerias foram mudando ao longo do tempo e de acordo com os trabalhos e objetivos.

E como acontece em toda relação, seja de amor ou de negócios, é inevitável que brigas, desacordos ou rompimentos possam ocorrer e causar alguns traumas que devem ser tratados.

Por esta razão, se der para minimizar os riscos, melhor né? Existem algumas perguntas que devem ser feitas logo no começo. Você está pronto para respondê-las?

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  1. Vocês têm os mesmos objetivos?

Qual o objetivo de abrir uma empresa ou iniciar um negócio juntos? É importante saber se, para o futuro parceiro, aquilo será algo a ser levado para a vida ou uma diversão momentânea por exemplo.

A ideia é crescer e aumentar o trabalho e a receita ou começar pequeno e manter pequeno, como uma oportunidade de ganhar um extra apenas?

Conhecer os objetivos de cada um é fundamental para evitar perda de tempo, até porque o negócio pode ser o sonho de um dos sócios e apenas um passatempo para o outro, e aí não vai dar certo!

  1. Existe a mesma disposição para o trabalho?

Aqui não é apenas questão de disposição física, mas de tempo, do quanto a pessoa está disposta a se dedicar. Muitas vezes as prioridades são diferentes, ou um dos sócios tem 100% do tempo para dedicar e o outro tem uma vida corrida, mais de um trabalho e diversos afazeres.

Também existe a questão dos projetos pessoais. Se forem muitos, podem detonar o trabalho comum. Como funcionará neste caso? Como será a remuneração inclusive? É melhor combinar antes tim tim por tim tim do que guardar rancores depois.

  1. Vocês se complementam?

Assim como em uma relação a dois, estar com alguém exatamente igual pode ser um pouco chato. E estar com alguém totalmente diferente pode ser um fiasco. É preciso haver um equilíbrio.

É importante que no caso de sociedade e parceria, as pessoas se complementem. Eu, por exemplo, sempre detestei ter que vender, mas adorava coordenar os projetos e funcionários, então dividir desta forma funcionou bem durante um bom tempo.

Façam uma análise sincera das qualidades, experiências e até modos de agir de cada um e veja se eles se complementam. Estar com um sócio ou parceiro que só faz a mesma coisa que você pode não ser uma boa ideia.

Afinal, dois vendendo e nenhum fazendo não funciona. Assim como dois fazendo e nenhum vendendo. Deu para entender? É claro que é possível aprender, melhorar, mas se der para começar bem do início, ganha-se pontos.

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  1. Vocês têm os mesmos valores? 

Ter valores de vida parecidos são essenciais em um casamento, certo? E em uma sociedade também. Muitas vezes a empresa terá que fazer escolhas que deixarão os sócios em cima do muro se não houver algo bem definido em termos de valores.

Você preferiria contratar um profissional recém-formado, mas cheio de disposição para aprender e eticamente responsável ou um profissional superexperiente, mas arrogante?

O chefe da equipe seria um líder mais amistoso ou alguém que vai ter o papel de sugar tudo que os funcionários possam dar de si? Vocês fariam um trabalho de graça para um projeto social por exemplo? É importante que estejam de acordo nestes pontos todos.

  1. A disposição para acertar é maior que a vontade de brigar?

A convivência diária, o estresse constante e os altos e baixos financeiros podem ser motivos para muita briga, por isso é importante que ambos os parceiros tenham muito mais disposição para fazer acertos do que discutir.

Toda discussão, se houver, deve ser saudável, voltada para a resolução das questões, senão fica impossível continuar.

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  1. Existe confiança e honestidade?

Finalmente, qual o nível de confiança que você tem no parceiro? Por tudo que conhece dele, o considera uma pessoa honesta ou alguém com quem será possível dividir algo tão importante?

Esta parte também está relacionada a valores e é fundamental, pois em uma empresa será necessário dividir muitas informações, ser muito transparente. Se estiver com alguém que não inspira confiança, já terá começado errado!

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E que atire a primeira pedra…

Bem, depois destas questões todas, é necessário lembrar que só aprendemos quando erramos ou experimentamos, por isso, mesmo que os termos sejam acertados logo no começo, será sempre possível que em momentos de grande tensão você mal reconheça aquela pessoa da qual se tornou sócio (e isso vale para uma relação a dois também, não?).

É bom saber que podemos diminuir os riscos, mas somos humanos e estamos em constantes tentativas de erros e acertos, por isso, se der errado, não tenha medo de tentar de novo. Estamos aí para isso! Boa sorte!

Janaína Gimael
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