Como definir uma história de sucesso? Sempre que tenho a oportunidade de conversar com um público jovem, principalmente os universitários – sempre ávidos por histórias de empreendedorismo e desafios profissionais -, sou questionado sobre a que geralmente se pode creditar uma trajetória de sucesso.

Há uma confusão muito comum entre fama e sucesso. Para muitos jovens, tem sucesso aquele que fica famoso e aparece em revistas, jornais ou tem sua história contada em palestras e livros. Mas, o que dizer dos profissionais reconhecidos apenas em seu nicho, ou mesmo de empresários e líderes comunitários bem-sucedidos, mas desconhecidos do grande público?

Pense nas cidades pequenas que existem Brasil afora, nos muitos empresários de ramos nada familiares, nos líderes de bairro, igrejas, asilos, creches e etc. que você não conhece, mas que são vistos pela sua comunidade como pessoas de sucesso. Eles são famosos? Provavelmente não. São bem-sucedidos? Sim, dentro de seu segmento e de acordo com seus propósitos.

Fama, portanto, remete a popularidade, reconhecimento sem fronteiras e uma reação padronizada de fãs. O famoso é visto como alguém diferente, mas certamente não se sente assim. Sucesso é algo muito mais subjetivo, associado a aspectos íntimos e também a metas estabelecidas em contextos mais controlados.

Em outras palavras, todo mundo define fama de um jeito parecido, mas sucesso e ser bem-sucedido é algo peculiar e que desperta visões distintas entre as pessoas, especialmente entre os mais jovens.

Depois de conversar e pensar muito a respeito disso tudo, encontrei duas características nas pessoas bem-sucedidas que admiro e gostaria de compartilhá-las com você:

1. Eles possuem valores claros e são pautados por eles

Um de meus mentores diz que “Precisamos identificar claramente nossos valores e sermos fiéis a eles como um estilo de vida”. Assim, entendo que ao buscar parceiros, sócios e clientes, é importante que todos eles compartilhem e vivam de acordo com valores semelhantes aos nossos.

Parece óbvio, mas o que se vê é justamente o contrário: jovens assumindo o risco de se tornarem pessoas irreconhecíveis diante do espelho em busca de fama (repare que não se trata de sucesso!). Amizades, família, projetos voluntários e caráter são fundamentais no tratamento de valores e definição de objetivos.

2. Eles fazem sacrifícios porque querem, não porque precisam

É fato que vamos passar por testes, provações e algumas (muitas!) frustrações. A questão fundamental é apoiar-se nos valores (item anterior) para compreender que tais momentos são parte do caminho, e não o fim da jornada. Chamo de sacrifícios porque por muitas vezes vamos “agir contra” muitas expectativas e nossos próprios anseios.

Ouvi do mesmo mentor a seguinte frase: “Ninguém gosta de remar contra a maré, mas imagine como se sentem aqueles que não sabem diferenciar a necessidade de remar contra a maré de uma atividade que apenas os mantém ocupados. Logo, reme sempre, mas com o norte bem claro, definido principalmente por sua bússola moral”.

É aquela história: ninguém disse que seria fácil, mas é importante que os desafios sejam vencidos com base nas metas e nos valores, ou estaremos simplesmente fazendo o tempo passar e sendo usados como parte dos sonhos de alguém mais.

Sucesso é pessoal, nunca esqueça disso!

Dizem por ai que o sucesso está no espelho. Na verdade, para essa afirmação ser fiel, falta a interpretação. Quem você vê no espelho é o que interessa. Trata-se do seu próprio reflexo ou a sua versão baseada nas expectativas dos outros? Essa avaliação é fundamental.

Como assim? Experimente observar suas principais conquistas até hoje e relacione-as com as circunstâncias de seu acontecimento. Lembre-se das coisas difíceis que você alcançou, das mudanças de vida que você empreendeu quando desejou e do quanto foi possível realizar por escolha consciente. Lembre-se da sua atitude e do seu comportamento naqueles dias.

Em cada uma destas situações relembradas, é provável que você veja a relação direta entre valores e sacrifício. Confesse: não fica fácil assumir que o resultado foi uma consequência, não um evento isolado? Naquela ocasião e para o objetivo proposto, você atingiu o sucesso!

Viu só? Você foi bem-sucedido no que se propôs a fazer! O desafio agora é sonhar mais e apoiar-se em objetivos maiores. Faz sentido? Por favor deixe suas impressões no espaço de comentários abaixo. Até a próxima.

Foto “Happy business man”, Shutterstock.

Conrado Navarro
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