Um dos grandes desafios da educação no Brasil é o elevado índice de evasão no ensino superior. A falta de experiência, de informação e de autoconhecimento são alguns dos fatores que levam milhares de jovens a deixar a faculdade todos os anos. O abandono chega a quase 30% na rede privada e 20% na pública.

Escolher uma profissão pode ser uma das primeiras grandes escolhas da vida. Ainda que não exista fórmula pronta para o acerto, para o sucesso ou para a felicidade, algumas estratégias podem ajudar quem está na fase de escolher uma profissão ou mesmo quem está buscando um novo rumo profissional.

Para tomar uma decisão da maneira mais acertada é preciso informação. Por isso, o psicoterapeuta Leo Fraiman, especializado em orientação profissional e gestão de carreiras, recomenda ler muito sobre as carreiras que lhe interessam, pesquisar em livros, revistas e sites, visitar faculdades, conversar com professores e alunos, assistir aulas, entre outras ações.

“É aconselhável buscar mais de uma fonte, pois você pode achar alguém em um momento de desilusão com a profissão, assim como também pode encontrar um entusiasta que a exalte excessivamente”, ressalta Fraiman.

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Outra ferramenta que pode ser útil nesse processo de escolha é o teste vocacional. No entanto, vale lembrar que ele não é “bola de cristal” e serve apenas para orientar.

Segundo Emerson Weslei Dias, coach e autor do livro “O inédito viável”, não se pode basear a escolha apenas no teste, ou acreditar que ele vai saber mais de você do que você mesmo, mas como aliado, dentro de um conjunto de ações, ele pode sim ajudar. “O teste é sempre usado como um suporte, um ponto de partida para o processo de escolha ou confirmação”, diz.

Amor X Dinheiro para seu sucesso

Mas, afinal, o que deve ser levado em consideração: satisfação pessoal ou sucesso financeiro? De acordo com Emerson Dias, não é possível desvincular uma coisa de outra.

“Parto da máxima que não se vive de dinheiro, mas também não se vive sem ele. Combinar os dois seria ótimo, se não puder, você vai ter que optar por um deles, então é preciso pensar seriamente sobre qual escolha trará mais conforto: o bolso ou o coração”, afirma Emerson.

Para o psicoterapeuta Leo Fraiman, a dúvida que ultrapassa gerações, entre fazer o que traz prazer e o que gera dinheiro, pode remeter a outra questão: qual a chance de se obter sucesso sem gostar do que se faz?

“Se pensarmos que uma pessoa passa 8, 10, 12 ou até mesmo 14 horas diárias se dedicando à sua carreira, como é possível que ela se motive a passar no vestibular, a se destacar em sua faculdade, a querer fazer uma pós-graduação para aprofundar seus estudos, sem gostar do que está fazendo?”, indaga Fraiman.

O especialista explica que, sem um propósito, essa pessoa não buscará ser um profissional diferenciado. “Precisamos de bons profissionais e de gente comprometida, que gosta do que faz, que trabalha da melhor forma possível e que sente uma profunda gratidão pela vida”, diz.

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Fraiman lembra que mesmo no emprego que consideramos ideal vão existir situações e atividades que não trarão tanto prazer e isso é mais que comum. “Por isso, é importante ver propósito no que se faz – porque assim todas as atividades terão um sentido, formarão um conjunto com uma finalidade maior e, mais do que um emprego ou um cargo, o profissional entenderá que tem uma missão maior e que sua profissão pode contribuir com a sociedade”, destaca.

Mudança de carreira

Escolheu uma profissão que o desagrada e quer lagar o trabalho para tentar outra carreira? Hoje em dia, as carreiras são múltiplas, de tempos em tempos surgem novas profissões e com certeza novos interesses, se a escolha não está rendendo os frutos desejados, mudar pode ser uma alternativa.

Em primeiro lugar, o coach Emerson Dias recomenda investigar as causas dessa frustração, pode ser o trabalho, pode ser o chefe, os colegas, o local, a empresa, enfim, ou até mesmo cansaço, algo que com umas boas férias poderia ser resolvido.

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Depois de conhecer as causas, o próximo passo é construir um caminho para resolver a insatisfação. Muitas vezes pequenos ajustes já trazem de volta o brilho no ar. Caso contrário, seguir um movo rumo pode ser uma opção. “Nessa hora, é preciso pesar prós e contras, avaliar a situação familiar e financeira, e planejar a transição”, conclui Emerson.

Isabella Abreu
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