dinheirama-post-taxa-de-performanceFrequentemente encontramos fundos de investimentos que cobram, além dos custos e da taxa de administração, a chamada taxa de performance. Taxa de performance é, a grosso modo, um percentual cobrado pelo gestor do fundo sobre o resultado que superar o benchmark (referência) do fundo.

São comuns benchmark como o DI para renda fixa, Ibovespa para fundos de ações e cotação do dólar para fundos cambiais, sem que isso seja uma regra pré-definida (a princípio não há impedimento que um fundo de ações tenha o DI como benchmark). Note que o gestor te cobra a taxa de performance quando vai bem, mas não te indeniza quando o desempenho é fraco. Isto é muito importante, e veremos porque nos próximos parágrafos.

Em tese, a taxa de performance funciona como um estímulo ao gestor para que busque o melhor desempenho e não se acomode ao igualar o benchmark definido. No entanto, enfrentamos dois problemas principais: os benchmark inadequados e os gestores mal intencionados.

Para benchmark inadequado devemos ter o cuidado, ao selecionar o fundo, de observar qual a referência que ele utilizará. Por exemplo, se você tem um fundo de ações com benchmark em DI, quando o mercado acionário estiver em baixa dificilmente o fundo terá desempenho melhor que a referência.

Por outro lado, com o mercado em alta o fundo provavelmente performará acima, e você pagará taxa de performance, reduzindo o seu ganho. Como a taxa de performance é um dinheiro que flui em apenas um sentido (paga-se quando vai bem, mas não se recebe de volta quando vai mal), um benchmark que acompanhe o mercado acionário tende a ser mais adequado. Bom, isto foi só um exemplo.

Para o gestor mal intencionado, temos que ser bastante seletivos ao escolher o fundo no qual investiremos. Mesmo agindo dentro da lei e do estatuto do fundo, o mal intencionado pode aumentar a receita da taxa de performance alavancando o fundo ou assumindo riscos excessivos.

Ao alavancar o fundo, o gestor potencializa tanto os lucros quanto os eventuais prejuízos. Como ele ganha sobre o lucro e o risco é seu apenas, esta estratégia é perigosa para o investidor. O mesmo raciocínio vale para os riscos excessivos: “socializa-se” os lucros e você assume o prejuízo.

Portanto, é preciso dar atenção ao histórico do fundo. Se ele não permite prever o desempenho futuro, pelo menos oferece uma boa noção da qualidade do gestor e dos níveis de risco que costuma assumir, bem como o grau de acerto do benchmark escolhido.

Você investe ou já investiu em fundos que cobram taxa de performance? Qual a sua opinião sobre estas alternativas? Use o espaço de comentários abaixo. Até a próxima.

Foto “Holding a risign arrow”, Shutterstock.

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