Home Economia e Política Taxas futuras de juros sobem no Brasil após dados fortes de emprego privado nos EUA

Taxas futuras de juros sobem no Brasil após dados fortes de emprego privado nos EUA

Pela manhã, o Relatório Nacional de Emprego da ADP mostrou que foram abertas 164.000 vagas de emprego no setor privado dos EUA

por Reuters
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(Imagem: Reprodução/Pixabay/carlitocanhadas)

As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira em alta no Brasil, puxadas pelo avanço firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com investidores reduzindo as apostas de corte de juros nos EUA já em março após a divulgação de dados fortes do mercado de trabalho norte-americano.

Pela manhã, o Relatório Nacional de Emprego da ADP mostrou que foram abertas 164.000 vagas de emprego no setor privado dos EUA no mês passado, a maior leitura mensal desde agosto. Economistas consultados pela Reuters esperavam criação de 115.000 vagas em dezembro.

O relatório da ADP, desenvolvido em conjunto com o Laboratório de Economia Digital de Stanford, foi publicado antes da divulgação na sexta-feira do ‘payroll’, o relatório de emprego mais abrangente do Departamento do Trabalho dos EUA.

Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram 18.000 na semana encerrada em 30 de dezembro, para 202.000 em dado com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters previam 216.000 pedidos para a última semana do ano. Os dados tendem a ser voláteis nessa época do ano por causa dos feriados.

Tanto o relatório da ADP quanto os dados de auxílio-desemprego sustentaram o movimento de alta dos rendimentos dos Treasuries nesta quinta-feira, com investidores moderando as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve em março.

Na quarta-feira, os yields já haviam avançado durante boa parte do dia. No meio da tarde foi divulgada a ata do último encontro de política monetária do Fed, que não deixou claro quando os juros começarão a cair.

(Imagem: Reprodução/Freepik/@vecstock)
(Imagem: Reprodução/Freepik/@vecstock)

No Brasil, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) acompanharam a alta dos yields nesta quinta-feira e chegaram a subir quase 10 pontos-base durante a sessão, entre os contratos com prazos mais longos.

“A alta coincide com a alta dos juros dos títulos nos EUA com redução da aposta de corte de juros na reunião de março”, resumiu o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior. “Além disso, os últimos dados de inflação vieram um pouco acima do previsto. IPCA e IPCA-15 serão importantes para acompanhar”, acrescentou, em comentário enviado a clientes.

Nesta sexta-feira, as atenções estarão voltadas à divulgação do payroll, que poderá dar um rumo mais firme às taxas tanto nos EUA quanto no Brasil.

No fim da tarde desta quinta-feira a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 10,05%, ante 10,039% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 9,685%, ante 9,645% do ajuste anterior. A taxa para janeiro de 2027 estava em 9,81%, ante 9,763%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2028 estava em 10,04%, ante 9,99%. O contrato para janeiro de 2031 marcava 10,44%, ante 10,366%.

Perto do fechamento a curva a termo precificava 100% de chances de o corte da taxa básica Selic no fim de janeiro ser de 0,50 ponto percentual, como vem sinalizando o BC. Atualmente, a Selic está em 11,75% ao ano.

Às 16:36 (de Brasília), o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 9,40 pontos-base, a 4,0006.

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