Blah!Há muito tempo que venho tentando escrever um artigo mais informal, menos repleto de números, planilhas e cálculos. Sim, o blog é sobre finanças pessoais, você tem toda razão. Mas inteligência financeira não existe sem inteligência emocional, felicidade, raciocínio, bem estar e um pouco de espontaneidade. Você toma importantes decisões todos os dias, desde a hora em que acorda até o momento em que decide deitar para dormir. Mas será que se preocupa com as perguntas certas para encontrar suas respostas? A única decisão que merece sua atenção é a que você ainda tem condições de tomar, já pensou nisso? Nas finanças pode até ser mais de enxergar, afinal falamos de números e de matemática, mas e no resto?

Essa mistura de racionalidade e emoção quando de uma decisão me faz lembrar da palavra expectativa. Sempre esperamos demais dos outros, da família, dos amigos, do trabalho. Ah, do dinheiro, né? E não raro, nos encontramos frustrados. Tudo porque costumamos esperar que as pessoas atinjam nossos anseios de uma forma singular, egoísta. Procuramos em tudo e em todos soluções que sejam as mesmas que nós seríamos capazes de encontrar. Você espera que eu mostre um caminho, mas você já sabe que caminho vai escolher. É cômodo.

O artigo, seu enredo e sua organização estão um pouco confusos, eu sei. Procure participar da “viagem”, deixe a saudade dos números de lado e encare mais algumas palavras. Mas cuidado com a expectativa. A primeira coisa que aprendi ao começar a lidar com minhas inúmeras inquietações a respeito de minhas decisões foi a de que certas coisas são inexplicáveis. Se não são, as faço assim. Facilita a abstração e o desprendimento, tornando menores minhas expectativas. Consequentemente, posso enxergar melhor o que preciso fazer. E decidir fazê-lo. Opa, isso não significa que espero “pouco” da vida e das coisas. Pelo contrário, significa que aprendi a esperar.

Você deve ter um celular com câmera, Bluetooth (hein?) e outras coisas mais. De tudo que ele oferece, o que você realmente usou ate agora? Só o telefone? Ahn. Quanto tempo levou para decidir-se pelo modelo que possui? Semanas? Meses? Notou como o tempo voa? Duhh! Não seria mais fácil admitir que o mais simples (e correto) seria procurar por um celular que lhe permitisse apenas falar? Essa decisão levaria quanto tempo? Dias? Humm, a escala de tempo mudou. Mas não, não é assim.

A expectativa da sociedade, dos amigos e da familia não permite que seja assim. O celular precisa ser moderníssimo, de última geração e ponto! De preferência diferente de todos que você já viu. Repare que o egoísmo que o impede de aprender a respeitar idéias diferentes das suas é o mesmo que impera na estupidez de gastar o que você não tem para tentar ser, ter ou parecer o(a) melhor. Brilhante, não? Peraí, eu falei gastar o que você não tem? Ah, sabia que as finanças não iriam me abandonar. Ufa.

Expectativa, emoção e tempo. Tempo? Pois é, a grande desculpa para tudo sempre é o tempo. “A vida passa muito rápido”, é o que dizem alguns. Aprendemos e concordamos que comer com frequência e em pouca quantidade faz bem. Aprendemos que beber muita água durante o dia faz bem. Aprendemos que praticar atividades físicas e exercícios, especialmente na parte da manhã, faz bem. Mas qual a atitude de todos nós? Procastinar, deixar pra depois, enrolar. O celular high tech está no bolso, o dinheiro não. E o tempo? Advinha? O tempo voa!

Voltando da minha “viagem”, cheguei à algumas conclusões:

1) Tempo é algo relativo;
2) Podemos fazer qualquer coisa, desde que empreguemos real energia nisso. Óbvio, mas incomum. Sensato, mas para muitos utopista. De qualquer forma, fazer as coisas com energia diminui bem a tal “pressa” do tempo. E assim procuro viver;
3) Expectativa faz bem. Esperar demais dos outros faz mal. Sob a ótica temporal também. Saber esperar e o que esperar é fundamental;
4) Celular com câmera, Bluetooth etc? Só quando eu aprender a usá-lo e ele estiver numa mega-super-hiper promoção;
5) Tempo bom é agora! Hora boa é agora! A vida é agora!
6) Como escritor de devaneios, sou um ótimo consultor financeiro! OK, admito!
7) Se você chegou até aqui, deixe sua opinião sobre tempo, expectativa e dinheiro. Mas procure “viajar”. Assim não me fará lembrar do Navarro numérico e previsível.

O tempo costuma ser muito educado. Se você souber “pedir”, ele para de voar e começa imediatamente a andar! E anda devagar. Aproveite bem seu tempo e seu dinheiro. Se você tem um e não tem o outro, não tem nada. Não demore para descobrir que pode ter as duas coisas. Antes, faça uma faxina emocional por ai. E fique tranquilo, oportunidades virão. Claro, decisões serão necessárias. Calma, você ainda tem tempo!

Conrado Navarro
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