Vivemos tempos inéditos, onde o acesso aos bens de consumo é enorme. Paralelo a essa sociedade consumista, presenciamos um alto índice de insatisfações pessoais. Ansiedade, tédio, tristeza e busca por alegrias passageiras afetam crianças, jovens e adultos. Sintomas ligados muitas vezes ao uso equivocado do poder de compra.

Nosso sistema econômico, com sua abundância produtiva, prioriza o ter e as pessoas começaram a entender esse verbo como sinônimo de ser. Afinal, ter ou ser? Distorções sutis que comprometem a saúde financeira, emocional e moral.

Na sociedade do consumo, até as pessoas viram mercadorias, como alerta o sociólogo Zygmunt Bauman, onde o que convém é tornar-se “vendável”. Neste novo “modelo”, as relações humanas se sustentam pelas regras do que o indivíduo possui, do quanto ele gera financeiramente e não mais por sua individualidade.

Milhares de pessoas buscam satisfação pessoal através da posse de bens, seja uma bolsa, um celular ou um apartamento. O crédito fácil, o apelo ao consumo, a necessidade de ser aceito pelo outro, o baixo autoconhecimento e uma educação financeira deficiente são alguns fatores que complicam facilmente a relação com o dinheiro.

Essa complicada relação com o dinheiro é confirmada pelo número de endividados, pelo consumo sem sentido, pelo péssimo uso dos recursos finitos e pela grande capacidade de vitimização das pessoas.

Quando não compreendemos o momento em que estamos vivendo, bem como o cenário econômico e as nossas emoções ligadas ao dinheiro, fica muito fácil construirmos modos de viver confusos e estressantes.

O importante aqui é a reflexão. Ter ou Ser? Como sair do piloto automático que o cotidiano acaba impondo e saber mais sobre o mundo à nossa volta? Você pode estar pensando que é exagero, mas eu garanto que não é.

Textos incômodos como esse tem o objetivo de “provocar o sentimento”, para colocar o dinheiro em devido lugar: uma ferramenta de troca que serve para nos atender da melhor maneira possível. Isso faz sentido para você? Abraços e até mais!

Foto “Broken piggy bank”, Shutterstock.

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