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Tiago Aguiar: Drex e o futuro dos meios de pagamentos

Espera-se que o Drex revolucione o modo como o valor monetário circula no ambiente digital, operando na robusta rede Blockchain

por Tiago Aguiar
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O desempenho do Brasil em tecnologia e inovação tem se destacado nos últimos anos, levando o país a subir degraus no ranking das economias mais inovadoras do mundo. Conforme o Índice Global de Inovação (IGI) de 2023, uma das principais referências de medição global da inovação, entre os países da América Latina e no Caribe, o País ocupa o topo da escala, sendo o 49º colocado na lista contemplada por 132 países.

Na esteira dessa performance, estão os meios de pagamentos digitalizados e disponíveis aos grupos de pessoas bancarizadas ou usuárias de fintechs e demais serviços financeiros.

Com a emergência de tecnologias como o pagamento por aproximação há cerca de 15 anos e, mais recentemente, a aceleração digital provocada pela pandemia de Covid-19, os meios de pagamento digital experimentam um crescimento exponencial.

Entre 2020 e 2023, o volume de transações não monetárias atingiu 1,3 trilhão em todo o mundo e a expectativa é crescer 15% até 2027, chegando a 2,3 bilhões de transações. A informação está no relatório 2023 World Payments Report, publicado pelo Instituto de Pesquisa Capgemini, que mostrou que os novos métodos de pagamentos, como os instantâneos, as carteiras digitais, o QR Code e o dinheiro digital, vão representar uma média de 30% do volume total nos próximos 4 anos.

O Drex

No cerne dessa transformação está o Drex, a proposta de moeda digital do Banco Central do Brasil, que entra em cena com um projeto-piloto lançado em maio de 2023. Espera-se que o Drex revolucione o modo como o valor monetário circula no ambiente digital, operando na robusta rede Blockchain, garantindo segurança e flexibilidade nas transações por contratos inteligentes. Mais do que uma moeda, o Drex promete ser uma plataforma de pagamento inclusiva, oferecendo possibilidades de fracionamento em investimentos, tornando-os acessíveis a mais pessoas.

(Imagem: Rafa Nedmeyer/Agência Brasil)
(Imagem: Rafa Nedmeyer/Agência Brasil)

Vislumbrando o futuro, a integração do Drex com avanços tecnológicos como IoT (Internet das Coisas), APIs, Open Banking e o Metaverso, abre novos horizontes para os meios de pagamento. A convergência dessas tecnologias possibilita cenários onde transações financeiras se tornam mais integradas ao nosso cotidiano, facilitadas por dispositivos conectados e plataformas digitais que promovem uma experiência financeira sem fronteiras.

No contexto do IoT, por exemplo, dispositivos conectados poderão realizar pagamentos automaticamente, simplificando transações cotidianas. APIs e Open Banking, por sua vez, viabilizam um ecossistema financeiro aberto, onde dados e serviços fluem com segurança entre instituições, impulsionando inovações em produtos e serviços financeiros personalizados.

O Metaverso oferece um palco digital para o Drex, onde transações financeiras podem ocorrer em realidades virtuais, expandindo o conceito de comércio e investimento para dimensões até então inexploradas. Esse ecossistema digital integrado não só amplia as possibilidades de uso do Drex mas também redefine a interação do usuário com o sistema financeiro, oferecendo uma experiência imersiva, segura e inovadora.

Em suma, o futuro dos meios de pagamento, liderado por iniciativas como o Drex, promete uma revolução na forma como interagimos com o dinheiro, influenciada pela sinergia entre avanços tecnológicos. Este panorama não apenas fortalece a posição do Brasil no cenário de inovação global, mas também marca o início de uma nova era de inclusão, segurança e agilidade financeira.”

Tiago Aguiar é Superintendente Executivo de Produtos, Novos Negócios e Marketing da TecBan

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